PENA DE MORTE: POR QUE SIM? POR QUE NÃO?
VIRGILIO REIS
FIGUEIREDO, 11 JUL 2011-05-25
A APLICAÇÃO DA PENA DE MORTE SEMPRE FOI MUITO POLÊMICA. HÁ OS QUE A DEFENDEM E OS QUE A REFUTAM. TODOS TEM SUAS RAZÕES QUE DEVEM SER RESPEITADAS, MAS É PRECISO, COM UMA ANÁLISE MAIS ISENTA DE PARTIDARISMO NESSA DUALIDADE DE OPINIÕES, APONTAR PARA UMA SITUAÇÃO INTERMEDIÁRIA QUE IMPEÇA A APLICAÇÃO SUMÁRIA DA PENA DE MORTE, ASSIM COMO TAMBÉM IMPEDIR QUE CRIMINOSOS CONDENADOS A PRISÃO PERPÉTUA OU A MUITOS MAIS ANOS DO QUE SERIA CAPAZ DE VIVER SE VEJAM EM UMA SITUAÇÃO TAL EM QUE O PRESÍDIO SE TORNE SEU REINO, SEU IMPERIO, ONDE NADA MAIS TEM A PERDER E, PORTANTO TUDO LHE PARECE SER PERMITIDO. OU O PRESO NESSA CIRCUNSTÂNCIA TENTA SE IMPOR E CRIAR UM GUETO NO PRESÍDIO OU TENTA FUGIR.
O QUE MAIS PODERÍAMOS ESPERAR DELE? O NÚMERO DE PRESIDIÁRIOS E EX-APENADOS AUMENTA DIUTURNAMENTE... MILHARES A CADA DIA PELO BRASIL A FORA. FAZER MAIS E MAIS PRESÍDIOS, REDUZIR PENAS PARA OS “CRIMES LEVES” NÃO RESOLVE A QUESTÃO, APENAS AUMENTA A INSEGURANÇA E A VIOLÊNCIA E OS CUSTOS PARA MANTER TANTAS PESSOAS RECLUSAS.
ALGUNS ACREDITAM QUE A VIDA É DÁDIVA DO DEUS EM QUE ACREDITAM E, PORTANTO, SOMENTE ELE TERIA O DIREITO DE TIRAR A VIDA DE OUTRA PESSOA. TAMBÉM ELE DEU A VIDA ÀS PLANTAS E AOS ANIMAIS E NEM POR ISTO ESSES CRENTES SE ACHAM IMPEDIDOS DE TIRÁ-LAS AO SEU BEL PRAZER.
OUTROS RELIGIOSOS ACREDITAM QUE A VIDA É SAGRADA COMO UM TODO E QUE SE DEVE ACEITAR A SUA MANIFESTAÇÃO SEJA COMO FOR QUE ELA SE APRESENTE. ESSES SÃO MAIS COERENTES, MAS SÃO UMA MINORIA QUE VIVE NORMALMENTE UM TANTO QUANTO ISOLADA DA SOCIEDADE MODERNA ONDE A VIOLÊNCIA E A SUA CONSEQUENTE INSEGURANÇA VASSALA A VIDA DE TODOS OS “CIDADÃOS DE BEM”.
QUANDO DIGO CIDADÃO DE BEM ENTRE ASPAS ASSIM DESTACO A EXPRESSÃO PORQUE NÃO PODEMOS DESCONSIDERAR QUE A EXISTÊNCIA DE MALFEITORES E MARGINAIS DA SOCIEDADE SOMENTE EXISTEM EM DECORRÊNCIA DA AÇÃO OU/E DA OMISSÃO DOS CIDADÃOS DE BEM. SÃO ELES QUE SÃO CORROMPIDOS PELOS CORRUPTORES, SÃO ELES QUE COMPRAM OBJETOS FRUTOS DE ASSALTOS, CONTRABANDO, FURTOS, DESCAMINHOS E DA ILEGALIDADE EM GERAL.
SÃO ELES QUE PROCURAM, SEMPRE QUE POSSÍVEL, SONEGAR OS IMPOSTOS, LEVAR VANTAGEM DE ALGUMA FORMA. SÃO ELES QUE RECUSAM EMPREGOS AOS CRIMINOSOS QUE QUEREM SE REENGAJAR NA VIDA SOCIAL. SÃO ELES QUE DEIXAM AS CRIANÇAS CARENTES VAGAREM PELAS RUAS SUJEITAS A TODO O TIPO DE DESVIO DA CONDUTA SOCIAL ACEITÁVEL. SÃO ELES QUE COMPRAM BOMBONS E DÃO ESMOLAS PARA OS MORADORES DE RUA, SEJAM CRIANÇAS OU NÃO FAZENDO COM QUE DESTA FORMA ESSA MASSA DE MISERÁVEIS PROLIFERE CADA VEZ MAIS.
OS CIDADÃOS DE BEM SÃO OS COPRODUTORES DOS FLAGELOS QUE OS AÇOITAM.
O QUADRO DESNUDO DA INSEGURANÇA SOCIAL É ESTE. SEM HIPOCRISIA, VEMOS QUE É A PRÓPRIA SOCIEDADE QUE GERA OS MALES QUE A AFLIGEM. ENQUANTO O MAL É SUPORTADO PELA MAIORIA SILENCIOSA DAS CAMADAS MENOS FAVORECIDAS QUE SOFRE RESIGNADA POUCA COISA SE FAZ, ENTRETANTO QUANDO O MAL COMEÇA A ATINGIR A CLASSE ALTA, A ELITE, ENTÃO SE COMEÇAM DEBATES, CONGRESSOS, REUNIÕES, ETC NO INTUITO DE SE ENCONTRAR SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA EM QUESTÃO.
ESTAMOS NO MOMENTO NESTE CAMPO DE DEBATE DE IDÉIAS QUE PROCURA SOLUÇÕES PARA OS CASOS DO EXCESSO DE CONTINGENTE DE PRESIDIÁRIOS, EX-PRESIDIÁRIOS, FORAGIDOS DA JUSTIÇA, DOS ASSALTOS, DOS HOMICÍDIOS, DA IMPUNIDADE.
COLOCAR OS PRESOS PARA TRABALHAR E ESTUDAR PARA POSTERIOR ENGAJAMENTO NO MERCADO DE TRABALHO PARECE SER A ÓBVIA SOLUÇÃO PARA O CASO DOS CONTRAVENTORES PENAIS, MAS QUANDO SE VÊ O IMENSO NÚMERO DE CIDADÃOS QUE NÃO COMETERAM CRIME ALGUM QUE SOFRE EM FILAS ATRÁS DE EMPREGOS SIMPLÓRIOS, ATRÁS DE ALGUMA FORMAÇÃO PROFISSIONAL VEM A QUESTÃO: QUEM MERECE MAIS PRIORIDADE?
SE PRIORIZARMOS O CIDADÃO DE BEM ESTE SERÁ VÍTIMA DAS AGRESSÕES DOS DEMAIS, SE PRIORIZARMOS OS CONTRAVENTORES ESTAREMOS CONDENANDO OS CIDADÃOS DE BEM AO DESEMPREGO. SE O GOVERNO PUDESSE ATENDER A TODOS SERIA O IDEAL, MAS ELE TEM CONDIÇÕES FINANCEIRAS PARA ISTO? ELE ATÉ PODERIA TER, MAS O MERCADO DE TRABALHO NÃO TERIA CONDIÇÕES DE ABSORVER TODA ESSA MASSA PROFISSIONALIZADA.
UM CIDADÃO COMETE UM CRIME HEDIONDO. A POPULAÇÃO SE REVOLTA, PEDE A PENA DE MORTE, MAS ELA NÃO EXISTE NO BRASIL. ESSE MESMO CIDADÃO COMETE OUTRO CRIME NO PRESÍDIO, MATA OUTRO PRESO. A REPERCUSSÃO É QUASE NENHUMA. ELE RECEBE MAIS UMA PENA. ELE TENTA FUGIR E MATA MAIS UM. SUA PENA VAI AUMENTANDO SUCESSIVAMENTE. ATÉ QUANDO ISTO PODE CONTINUAR? NÃO É PRECISO PARÁ-LO DE ALGUMA FORMA? E QUAL SERIA ESSA FORMA SENÃO A PENA DE MORTE.
TENDO EM VISTA QUE A PENA MÁXIMA PARA UM CRIME ESTABELECIDA EM NOSSO CÓDIGO PENAL É DE TRINTA ANOS, UM CIDADÃO DE 30 ANOS SAIRIA DA PRISÃO COM SESSENTA ANOS DE IDADE, SE COMETESSE MAIS UM CRIME COM PENA DE TAMBÉM TRINTA ANOS ELE SAIRIA COM NOVENTA ANOS, CASO INFRIGISSE A LEI MAIS UMA VEZ SAIRIA JÁ COM A IDADE DE CENTO E VINTE ANOS? QUE SE CHEGA ATE OS CEM É ADMISSÍVEL, EMBORA POUCO PROVÁVEL. POR ISTO MINHA PROPOSTA SERIA A DE QUE A PENA DE MORTE SERIA APICADA APENAS NOS CASOS EM QUE A PENA A CUMPRIR ACRESCIDA À IDADE DO INFRATOR NÃO SUPERE OS CEM ANOS.
DESTA FORAM ESTARIA DESCARTADA A SITUAÇÃO EM QUE UM CONDENADO FOSSE EXECUTADO E POSTERIORMENTE SE DESCOBRISSE QUE ELE ERA INOCENTE. LEVANDO EM CONTA QUE PARA SE ATINGIR O NÚMERO CEM SERIA NECESSÁRIO QUE O CONDENADO COMETESSE MAIS DE UM CRIME GRAVE, NA MÉDIA DE DOIS, OU ENTÃO INÚMEROS CRIMES DE PENAS MENORES ESTARIA PRATICAMENTE ERRADICADA A POSSIBILIDADE DE QUE O EXECUTADO SE REVELASSE INOCENTE. ELE ATÉ PODERIA SER DECLARADO INOCENTE DE UM DOS CRIMES, MAS A PROBABILIDADE DE QUE ELE FOSSE INOCENTE EM TODOS OS CRIMES LHE IMPUTADOS SERIA MUITO REMOTA.
PODERIAM AINDA ALEGAR QUE HAVERIA RISCOS NO CASO DO CRIMINOSO POSSUIR SETENTA ANOS OU MAIS E COMETER UM CRIME APENADO EM TRINTA ANOS O QUE IMPLICARIA EM EXECUÇÃO IMEDIATA. NESTE CASO AJUSTES SIMPLES ELIMINAM ESSE RISCO. BASTARIA ACRESCENTAR QUE A PENA SERIA APLICADA APENAS QUANDO O INFRATOR COMETESSE DOIS CRIMES OU MAIS QUE NÃO FOSSEM CORRELATOS, OU QUE OS INFRATORES ACIMA DE SETENTA ANOS CUMPRIRIAM SUAS PENAS EM CASAS GERIÁTRICAS ESPECÍFICAS E LÁ FICARIAM ATÉ A MORTE.
COM ISTO OS REIS DOS PRESÍDIOS SABERIAM QUE EXISTIA UM LIMITE E ATÉ ONDE SERIA POSSÍVEL IR EM SUAS ARBITRARIEDADES E ABUSOS.
É PRECISO TER CONSCIENCIA DE QUE UM MALFEITOR CAUSA DANOS A MUITOS, INCLUSIVE A MORTE E A TORTURA DE MUITOS. NÃO DEVEMOS MANTER A HIPOCRISIA DOS DITOS DEFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS QUE PROCURAM DEFENDER OS MALFEITORES, MAS NADA FAZEM PELOS CIDADÃOS DE BEM QUE MORREM NAS FILAS DOS HOSPITAIS, NADA FAZEM PELA EDUCAÇÃO PRECÁRIA DAS MASSAS, NADA FAZEM PELO DIREITO DE TODOS DE USUFRUÍREM DE UM TETO, ÁGUA, ALIMENTO, ENERGIA E SEGURANÇA.
COM A ALEGAÇÃO DE QUE TODO HOMEM TEM O DIREITO DE BUSCAR A SUA LIBERDADE SE ADMITE QUE O PRESO PROCURE FUGIR. DESDE QUE ELE NÃO AGRIDA OU MATE ALGUÉM NA FUGA NADA LHE É IMPUTADO.
É PRECISO REVERTER ESSE PROCESSO TENDENCIOSO QUE DÁ DIREITO A QUEM NÃO DEVERIA TER. PRESO TEM DIREITO A TRÊS REFEIÇÕES POR DIA, A CASAR, A ESTUDAR, A TRABALHAR, RECEBE VISITAS ÍNTIMAS, TEM LICENÇA PARA PASSAR NATAL E ANO NOVO EM CASA ETC. EU PERGUNTARIA SE NÃO SOUBESSE A RESPOSTA: AS VÍTIMAS DESSES INFRATORES ESTÃO TENDO TODOS ESSES DIREITOS TAMBÉM? A MAIORIA DELAS ESTÁ DEBAIXO DE SETE PALMOS, EM TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO/PSICOLÓGICO, EM CADEIRAS DE RODAS. ACRESCENTE-SE ÀS DORES DAS VÍTIMAS A DE SEUS ENTES QUERIDOS. SINCERAMENTE NÃO ME PARECE MUITO JUSTO.
O ESTADO GASTA COM UM PRESO MAIS DO QUE GASTA COM UM APOSENTADO QUE RECEBE UM SALÁRIO MÍNIMO E NÃO CONSEGUE SEQUER COMPRAR OS REMÉDIOS QUE NECESSITA. UMA FORMA DE INIBIR, DE FREAR O ÍMPETO DOS CRIMINOSOS CONSISTE EM UMA SIMPLES MEDIDA: O CRIMINOSO DEVERIA INDENIZAR TODAS AS CUSTAS QUE O ESTADO TEVE COM O SEU PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO, CAPTURA, PROCESSO PENAL E CUSTOS NA PRISÃO. DESTA FORMA ELE SOMENTE SERIA LIBERADO APÓSA QUITAÇÃO DE TODOS ESTES DÉBITOS QUE NORMALMENTE SERIAM BEM ELEVADOS.
NESTE LEVANTAMENTE ESTARIAM INCLUSOS OS SALÁRIOS/HORAS DE TODOS OS INVESTIGADORES, POLICIAIS, JUÍZES E TODOS OS FUNCIONÁRIOS ENVOLVIDOS ALÉM DOS CUSTOS DECORRENTES DO USO DE VIATURAS, ROUPAS, COMBUSTÍVEIS, REMÉDIOS, ALIMENTAÇÃO E TUDO O MAIS. COM ESSE ENTRAVE A MAIS, PRINCIPALMENTE OS CRIMINOSOS DO COLARINHO BRANCO PENSARIAM DUAS VEZES ANTES DE COMETER QUALQUER INFRAÇÃO VISTO QUE O CUSTO SERIA IMENSO. POR SUA VEZ OS MENOS FAVORECIDOS, QUE NÃO PUDESSEM PAGAR, TERIAM QUE TRABALHAR NA PRISÃO, E TRABALHAR MUITO DURANTE TODA A SUA PENA E SUA REMUNERAÇÃO SERIA DESTINADA ÀS VÍTIMAS QUE SUBMETEU.
PRESO NÃO TEM DIREITO ASSEGURADO. ENQUANTO PRESO ELE DEVERIA TRABALHAR E ESTUDAR PARA TENTAR RESSARCIR UM POUCO DOS MALES INFRIGIDOS ÀS VÍTIMAS E AOS SEUS FAMILIARES. OS PRESOS DEVERIAM APOIAR FINANCEIRAMENTE A TODAS AS SUAS VÍTIMAS E SEUS FAMILIARES. AO SAIR DA PRISÃO APÓS O CUMPRIMENTO DE “TODA” A PENAESTE APOIO CESSARIA E ELE PASSARIA ENTÃO A TRABALHAR PARA SE MANTER. SUA ALIMENTAÇÃO DEVERIA SER BALANCEADA E REDUZIDA PARA AS SUAS NECESSIDADES. NÃO TEM SENTIDO PRESOS GORDOS, OBESOS, DEITADOS PELOS PÁTIOS DAS PRISÕES. OS VÍCIOS DEVERIAM SER ERRADICADOS TOTALMENTE.
ALCOOL, CIGARROS E DROGAS NÃO PODEM SER ADMITIDOS EM UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM COMO OBJETIVO RECUPERAR, REEDUCAR SERES HUMANOS PARA QUE POSSAM SE REINTEGRAR À SOCIEDADE. NEM A PRISÃO E NEM A SOCIEDADE FAZEM O QUE DEVERIAM, E DEPOIS RECLAMAM DA INSEGURANÇA E DA VIOLÊNCIA EM GERAL.
QUANTO ÀS COMUNICAÇÕES COM O MUNDO EXTERIOR É NORMAL O ACESSO À TV. JÁ AS VISITAS NÃO MAIS PODERIAM SER LIVRES. O SEXO E OS CONTATOS FÍSICOS DE QUALQUER TIPO, MESMO UM ABRAÇO, NÃO DEVERIA SER PERMITIDO NEM PARA OS CASADOS. ESSA PROIBIÇÃO FARIA COM QUE OS CONDENADOS PROCURASSEM SE COMPORTAR PARA SAÍREM E NÃO SE DESPREOCUPAREM E SEGUIREM PRATICANDO ATOS ILEGAIS NAS PRISÕES SEM QUALQUER CONSEQUENCIA PUNITIVA ADICIONAL.
PENA DE MORTE COM SEGURANÇA E RESPONSABILIDADE É UMA ATITUDE QUE O ESTADO DEVERIA TOMAR PARA TIRAR DA SOCIEDADE A HIPOCRISIA DE CONDENÁ-LA, MAS APLICÁ-LA AO SABOR DA REVOLTA E DA PAIXÃO.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
A FÉ E A RAZÃO
A FÉ E A RAZÃO
Virgilio Pereira dos Reis – jul 2011
CRER PELO USO DA FÉ É UMA REDUNDÂNCIA VISTO QUE FÉ IMPLICA EM CRER SEM QUESTIONAMENTOS DE QUALQUER MONTA.
MAS, ATÉ QUE PONTO SE PODE CRER RACIONALMENTE DENTRO DE UMA DOUTRINA QUE IMPÕE UMA FÉ IRRESTRITA.
OS JUDEUS TÊM SUAS ESCRITURAS ANTIGAS QUE CONTINUAM VALENDO PARA ELES. SEGUNDO ME CONSTA CONTINUAM AGUARDANDO O MESSIAS VISTO QUE JESUS FOI, PARA ELES, APENAS MAIS UM DOS MUITOS DESTAQUES POPULISTAS QUE SURGIRAM NAQUELE PERÍODO. ASSIM, O FATO DOS JUDEUS NÃO CREREM EM CRISTO É COERENTE E RACIONAL.
A DIFERENÇA ESTÁ NOS CRISTÃOS QUE RESSUSCITARAM JESUS E O ELEVARAM À CATEGORIA DE DEUS TODO PODEROSO, COMO UM DOS VÉRTICES DA TRINDADE PAI, FILHO E ESPÍRITO. ESSA TRINDADE, LOGO É DESTACADA EM LETRAS GRAÚDAS COMO O GRANDE MISTÉRIO DE DEUS PORQUE SERIA INCOMPREENSÍVEL TRÊS INDIVIDUALIDADES DISTINTAS SEREM UM E ESSE UM, UM TRIUNVIRATO. FÉ! RESSUSCITOU: FÉ! AS IGREJAS CRISTÃS COMEÇARAM SE BASEANDO NA FÉ NA RESSURREIÇÃO DE JESUS E NA EXISTÊNCIA DE OUTRO MUNDO FORA DA TERRA; E POR FIM NA FÉ DE QUE JESUS ERA O PRÓPRIO DEUS.
OS EVANGELHOS QUE FORAM SELECIONADOS NO SÉCULO IV DC PARECEM-ME QUE COORDENADO PELO IMPERADOR CONSTANTINO, JÁ DENOTA UMA TENTATIVA DE UNIR AS DIVERSAS IGREJAS PRIMITIVAS QUE TENDIAM CADA UMA PARA OS RUMOS DOS INTERESSES DE SEUS LÍDERES ESPIRITUAIS E POR QUE NÃO DIZER, TAMBÉM POLÍTICOS. O CONCÍLIO QUE DEFINIU O QUE DEVERIA SER VALIDADO E REUNIDO COMO PADRÃO PARA TODOS COLOCOU ROMA COMO O CENTRO DAS IGREJAS CRISTÃS.
A PARTIR DE ENTÃO A HISTÓRIA MOSTRA OS CONFLITOS, COMBATES, MORTES E ASSASSINATOS QUE FIZERAM PARTE DO CURRÍCULO DA VIDA DO CRISTIANISMO. A IGREJA TEVE MUITOS ERROS E ACERTOS E UMA REFLEXÃO SOBRE ISTO LEVARIA A OUTRA PESQUISA, QUE NO MOMENTO NÃO É O QUE PROCURAMOS ESTUDAR.
ENFIM O QUE SE TEM É QUE A IGREJA CRISTÃ INFLUENCIA, A PARTIR DO SÉCULO V DC, TODA A CULTURA OCIDENTAL, BRASIL INCLUÍDO.
QUER QUEIRAMOS QUER NÃO SOMOS CRISTÃOS. QUANDO PASSAMOS EM FRENTE A UMA IGREJA REDUZIMOS O SOM DA NOSSA FALA, QUANDO PASSAMOS POR UM FÉRETRO, POR UM CADÁVER HUMANO, TIRÁVAMOS O CHAPÉU, FICAMOS EM SILÊNCIO, MUITAS VEZES ATÉ MESMO FAZEMOS O SINAL DA CRUZ MESMO SEM SEGUIRMOS QUALQUER RELIGIÃO. AS NOIVAS E NOIVOS SONHAM EM SE CASAREM NA IGREJA, VÉU E GRINALDA, FRAQUE, A POMPA E A FESTA, MESMO TENDO COLOCADO OS PÉS NA IGREJA APENAS PARA SEREM BATIZADOS E FAZEREM A PRIMEIRA COMUNHÃO.
NOSSA CULTURA É CRISTÃ, POR ISSO SOMOS ENGOLIDOS, INCONSCIENTEMENTE, POR ALGUNS DOS VALORES CRISTÃOS. FESTAS JUNINAS (SÃO JÕAO), NATAL (NASCIMENTO DE JESUS), DIA DAS MÃES (MAIO, MÊS DE MARIA, MÃE DE JESUS), PÁSCOA, SEMANA SANTA ETC.
ESTAMOS ENVOLVIDOS INCLUSIVE NOS PONTOS NEGATIVOS QUE ENVOLVEM PRECONCEITOS. MODO GERAL A POPULAÇÃO É CONTRA O ABORTO, O DIVÓRCIO, A EUTANÁSIA, O RELACIONAMENTO HOMOSSEXUAL ETC.
VI UMA REPORTAGEM NA SEMANA PASSADA NO JORNAL A CRÍTICA ONDE SE DESTACAVA QUE A RELIGIÃO É NOCIVA AO MEIO AMBIENTE NA MEDIDA EM QUE ELA REFUTA O CONTROLE DE NATALIDADE, O USO DA CAMISINHA ETC. DESTA FORMA A POPULAÇÃO AUMENTARÁ DE TAL FORMA QUE A TERRA NÃO CONSEGUIRÁ MAIS PRODUZIR TUDO O QUE É PRECISO PARA UMA VIDA DIGNA E SAUDÁVEL E COM ISTO O MEIO AMBIENTE VAI SENDO DESTRUÍDO TANTO PARA ACOMODAR MAIS PESSOAS COMO PARA PRODUZIR MAIS ALIMENTOS.
AGORA, EMBORA A NOSSA CULTURA SEJA CRISTÃ NÃO IMPLICA EM QUE TODOS SEJAMOS CATÓLICOS, EVANGÉLICOS OU OUTRAS RELIGIÕES QUE SE BASEIAM TAMBÉM NO CRISTIANISMO COMO O ESPIRITISMO, SANTO DAIME ETC.
AS RELIGIÕES, COM SEUS DOGMAS E NORMAS INTERNAS NÃO SÃO FATOS NOVOS, NA VERDADE SEMPRE ELAS SEMPRE ESTIVERAM PRESENTES EM TODAS AS CULTURAS, EM TODAS AS COMUNIDADES HUMANAS, SEMPRE A SERVIÇO DO GRUPO QUE DETÉM O PODER NA COMUNIDADE (OU SERÁ QUE O GRUPO DOMINANTE SEMPRE ESTEVE A SERVIÇO DA RELIGIÃO?)
OS JUDEUS DESCARTARAM JESUS E CONTINUAM ESPERANDO O MESSIAS, ESSA FOI A ESCOLHA DELES, POR SUA VEZ OS CRISTÃOS SE ORGANIZARAM E, DEFENDENDO SEUS INTERESSES COM FERRO E FOGO E CALÚNIAS E GUERRAS E INVERDADES COLOCADAS COMO VERDADES, COM O TEMOR E O AMOR CONTINUAM TENTANDO CONTROLAR TODO O PLANETA (SONHO ANTIGO). PELO MENOS SE CONFORMARAM EM DOMINAR APENAS ESSE PLANETA, POR ENQUANTO...
EM TERMOS DE CREDIBILIDADE ABRE-SE UMA QUESTÃO: QUAL A PARTE QUE VOCÊ ACREDITA SER VERDADEIRA E QUAL NÃO MERECE CREDIBILIDADE? POR QUÊ?
A IGREJA TEM LINHAS DE ANZOL ESPECÍFICAS PARA ARREBANHAR “ALMAS” E QUAL SERÁ USADA DEPENDE APENAS DAS “OVELHAS”. ISTO VEM DESDE O APÓSTOLO PAULO. PARA O POVÃO POUCO CULTO SE OFERTA A ESPERANÇA DE MILAGRES, SE OFERECE UM MUNDO NOVO SEM DORES, SEM MORTE, ONDE TUDO É SÓ ALEGRIA, PREGA A CONFORMAÇÃO COM A DOR E A INJUSTIÇA TERRENA E ATÉ AS INCENTIVA VISTO QUE QUANTO MAIS INJUSTIÇA E DOR MAIS GARANTIDA SERÁ A VAGA NO REINO DOS CÉUS.
PARA OS GREGOS CULTOS E FILÓSOFOS A CONVERSA ERA OUTRA. HAVIA DEBATES, PROCURAVA-SE MOSTRAR QUE A IGREJA ERA UM BEM PARA A SOCIEDADE E, PELA ARGUMENTAÇÃO DEVIDAMENTE ORQUESTRADA SE PROCURAVA MOSTRAR QUE SE A IGREJA NÃO ESTAVA CERTA NÃO HAVIA COMO DEMONSTRAR SEUS ERROS, PORTANTO ELA ESTARIA CERTA... TIVEMOS A CHAMADA PATRÍSTICA COM JUSTINO DE ROMA, ORIGENES E SANTO AGOSTINHO ENTRE OUTROS QUE SEGUIRAM ESTA LINHA E COM ISTO ESTABELECERAM NORMAS PARA A IGREJA, OU SEJA, HUMANIZARAM O REINO DE DEUS DE ACORDO COM AS SUAS INTERPRETAÇÕES QUE NÃO PODEMOS DIZER QUE FORAM ISENTAS DE INTERESSES POLÍTICOS E FINANCEIROS. ASSIM CONSOLIDARAM, PELA ARGUMENTAÇÃO E EM SEGUIDA PELA FORÇA PSICOLÓGICA E FÍSICA CONTRA OS RECALCITANTES, A IGREJA CRISTÃ QUE HERDAMOS.
CRER EM DEUS É UMA OPÇÃO. MESMO NOS CURSOS DE FILOSOFIA TEMOS PROFESSORES CRISTÃOS (MUITOS) E ALUNOS CRISTÃOS (MUITOS TAMBÉM). O PONTO QUE ELES COLOCAM É O SEGUINTE: SE A CIÊNCIA NÃO CONSEGUE DEMONSTRAR E PROVAR COMO SE ORIGINOU ESTE UNIVERSO, O HOMEM E NÃO CONSEGUE DEFINIR O FUTURO E SEUS DESTINOS E A FINALIDADE DE TUDO ISSO POR QUE ENTÃO NÃO ACEITAR A HIPÓTESE DE UM DEUS TODO PODEROSO, PESSOAL, QUE TUDO CRIOU E FÊZ O HOMEM PREDESTINADO A VIVER ETERNAMENTE EM SUA CORTE?
FAZ SENTIDO, NÃO? SE NÃO SE SABE A RESPOSTA PARA UM PERGUNTA QUALQUER RESPOSTA QUE NÃO POSSA SER COMPROVADA COMO FALSA, COMO INVERDADE, PODE SER APLICADA, E, A PRIORI, ACEITA POR QUEM NELA ACREDITA. E A FÉ APRESENTA ESSA RESPOSTA DIVINA, QUE, ENQUANTO NÃO FOR COMPROVADA SUA FALSIDADE, NÃO PODEMOS SIMPLESMENTE JOGAR PEDRAS NELA E RIDICULARIZÁ-LA, SE CREEM NELA, QUE ELA SEJA BOA PRA ELES.
DA MESMA FORMA OS MITOS ANTIGOS ERAM CONSIDERADOS VERDADEIROS PARA OS QUE NELE ACREDITAVAM E SOMENTE FORAM SENDO ABANDONADOS A PARTIR DO ESCLARECIMENTO, A AMPLIAÇÃO DO CONHECIMENTO HUMANO SOBRE A NATUREZA.
A IGREJA CRISTÃ TEM SOFRIDO, DESDE QUE SURGIU, FREQUENTES ABALOS, VISTO QUE TUDO O QUE SURGE TRÁS EM SEU BOJO O GERME QUE O IRÁ DESTRUIR (PENSAMENTO DE MARX), QUE COLOCARAM EM XEQUE SUA DOUTRINA, MAS MESMO ASSIM ELA VEM RESISTINDO. INQUISIÇÃO, LUTERO, FILÓSOFOS EXISTENCIALISTAS, ATEUS, AGNÓSTICOS E PRINCIPALMENTE A PRÓPRIA CIÊNCIA COM SUAS DESCOBERTAS CADA VEZ MAIS SURPREENDENTES. O GENOMA HUMANO, CLONES, ALTERAÇÃO GENÉTICA, TRANSPLANTES DE DIVERSOS ÓRGÃOS, PESQUISAS ESPACIAIS... TUDO ISTO VEM ABALANDO AS ESTRUTURAS DAS IGREJAS QUE RELUTAM EM MUDAR PORQUE MUDAR REPRESENTARIA FALTA DE ESTRUTURA, QUE A PALAVRA QUE ELES PREGAM NÃO É IMUTÁVEL COMO PROPAGAM... POR ISTO ELAS RESISTEM. MUDANÇA IMPLICA EM PERDA DE PODER, EM PERDA DE AUTORIDADE.
APESAR DE TUDO, E, MESMO LEVANDO SÉCULOS, ALGUMA COISA VEM MUDANDO PAULATINAMENTE, MUITO LENTAMENTE, DE FORMA A NÃO DESTACAR QUE A IGREJA CEDEU, QUE FRAQUEJOU, QUE DESDISSE COISAS QUE AFIRMAVA SEREM SAGRADAS. A TERRA VOLTOU A SER REDONDA E SE ACEITA QUE ELA NÃO FOI FEITA ESPECIFICAMENTE PARA ABRIGAR O HOMEM E QUE ESTE JÁ NÃO É MAIS A CRIAÇÃO DIVINA DESTINADA A DOMINAR TODAS AS DEMAIS FORMAS DE VIDA, AS BACTÉRIAS QUE O DIZEM. TEMOS TANTOS TRILHÕES DE BACTÉRIAS NO NOSSO CORPO QUE DIZEM QUE O SER HUMANO É A MAIOR CONSTRUÇÃO, A MAIOR PRODUÇÃO TECNOLÓGICA DAS BACTÉRIAS. O PAPA NÃO É MAIS INFALÍVEL, A IGREJA JÁ PEDE DESCULPAS. O HOMOSSEXUAL NÃO É MAIS UM CONDENADO IRREMEDIÁVEL AO FOGO DO INFERNO (ATÉ JÁ SE ADMITE NÃO TER FOGO). O MAL NÃO ESTÁ SENDO MAIS VISTO COMO UMA ENTIDADE PESSOAL QUE RIVALIZA COM DEUS E SIM COMO A AUSÊNCIA DE DEUS, AS CONSEQUENCIAS DE NÃO SE SEGUIR AS ORIENTAÇÕES DE DEUS, CONSEQUENCIAS ESTAS FRUTOS DAS NOSSAS ESCOLHAS E PREVIAMENTE CONHECIDAS. (COMO DEUS PODERIA ESTAR AUSENTE SE ELE TEM O EPÍTETO DE ONIPRESENTE?) PARADOXOS EXISTEM EM TODAS AS RELIGIÕES, ENTRETANTO OS TEÓLOGOS MAIS ESCLARECIDOS NÃO COGITAM MAIS SOBRE MILAGRES E JESUS DEUS, ELES JÁ LEEM A BÍBLIA NÃO LITERALMENTE, MAS LEVANDO EM CONTA QUE A RELIGIÃO ERA TAMBÉM A LEGISLADORA DOS POVOS E ESSA LEGISLAÇÃO LEVAVA EM CONTA A REALIDADE DE CADA GRUPO SOCIAL E OS INTERESSES PESSOAIS DE SEUS LÍDERES NO SEU TEMPO ESPECÍFICO. ASSIM ESSA NOVA MANEIRA DE LER E INTERPRETAR A BÍBLIA E A HISTÓRIA VAI TORNANDO COMPREENSÍVEIS OS OXÍMOROS E COLOCA DEUS MAIS COMO UM SER PESSOAL COM AUTORIDADE E PODER QUE ADMINISTRA NOSSA GALÁXIA OU MESMO NOSSA NEBULOSA E CONHECE OS DESTINOS E O PROPÓSITO DE TUDO O QUE NELA CONTÉM INCLUSIVE OS HOMENS.
ESSA COLOCAÇÃO ABANDONA OS QUESTIONAMENTOS SOBRE A ORIGEM DO UNIVERSO, DE DEUS, E OS PORQUÊS DA NOSSA EXISTÊNCIA FICAM RESTRITOS AO “DEUS NOS AMA MUITO” (MESMO QUE SEJA DA FORMA COMO GOSTAMOS DO GADO QUE NOS ALIMENTA).
O HOMEM NASCE SÓ, MORRE SÓ E ESTE ANTES DE NASCER E O DEPOIS DE MORRER O PREOCUPOU DESDE QUE ELE PERCEBEU QUE UM DIA TAMBÉM ELE IRIA MORRER. ALUCINÓGENOS EXISTEM DESDE A IDADE DA PEDRA, VULTOS, VISAGENS, MEDOS E HORRORES, MONSTROS E HERÓIS SEMPRE POVOARAM AS MENTES HUMANAS QUE A TUDO TEMIA PORQUE, PRATICAMENTE, TUDO DESCONHECIA. DAÍ PARA OS RITOS E CULTOS RELIGIOSOS FOI UM PASSO MUITO PEQUENO. EXPULSAR OS MONSTROS E ATRAIR OS HERÓIS, EXPULSAR AS DORES E BUSCAR ALÍVIO PARA TODO O SOFRIMENTO... ASSIM COMEÇARAM AS RELIGIÕES EM GERAL. A RELIGIÃO SEMPRE FOI UM REFÚGIO DIANTE DA ANGÚSTIA QUE O HOMEM SENTE PERANTE A IMENSIDÃO DO DESCONHECIDO COM QUE DEPARA DIUTURNAMENTE. E ESSA ANSIEDADE POR ESSE REFÚGIO É TÃO INTENSA QUE DOGMAS E OXÍMOROS SÃO COISAS INSIGNIFICANTES PERANTE A PAZ E A CONFORTO QUE O RELIGIOSO ACREDITA POSSUIR. DEUSES E DEMÔNIOS POVOAM A IMAGINAÇÃO HUMANA E A RELIGIÃO SEMPRE TIROU PROVEITO DISTO, NA REALIDADE ELA É FRUTO DISTO E AO MESMO TEMPO SE REALIMENTA CRIANDO CONTINUAMENTE NOVOS DEMÔNIOS E NOVOS SANTOS E HERÓIS.
DEUS PODE DEIXAR DE ATENDER MIL PEDIDOS... NESTE CASO A CULPA É EXCLUSIVA DO SOLICITANTE, DO PEDINTE, DO MENDIGO, O QUAL NÃO FÊZ JUS À GRAÇA SOLICITADA. DEUS SEMPRE QUER NOSSO BEM, LOGO NOSSOS MALES SÃO EXCLUSIVAMENTE HUMANOS, O HOMEM É O RESPONSÁVEL POR TODOS OS MALES QUE O ATORMENTA. EM PARTE ATÉ CONCORDO QUANDO SE TRATA DOS MALES DECORRENTES DA LUTA DO HOMEM CONTRA O PRÓPRIO HOMEM, MAS NÃO QUANDO SE REFERE ÀS DOENÇAS E AOS FENÔMENOS DA NATUREZA QUE DESTRÓEM E MATAM MILHÕES.
O HOMEM PEDE MIL VEZES E NADA, CULPA DELE MESMO, SE UMA VEZ COINCIDIR ACONTECER O QUE SOLICITOU ENTÃO DEUS MANIFESTOU SUA GLÓRIA E MISERICÓRDIA AGRACIANDO UM PECADOR QUE NADA MERECIA. EM UM ACIDENTE MORREM 20 PESSOAS, SE APENAS UMA ESCAPA DÁ-SE GLÓRIA AO DEUS TODO MISERICORDIOSO, MAS NINGUÉM LAMENTA O PORQUÊ DE DEUS NÃO TER SOCORRIDO OS QUE MORRERAM, ELES NÃO MERECERAM A INTERVENÇÃO DIVINA PORQUE NÃO AMAVAM A DEUS, SE FOSSEM RELIGIOSOS MORRERAM PORQUE TINHA POUCA FÉ... OU POR SEREM TÃO BONS DEUS OS QUIS PRÓXIMO DE SI. A CULPA NUNCA É DE DEUS, ELE ESTÁ ACIMA DE TODOS OS MALES E SOFRE POR ELES, MAS TUDO DE BOM QUE ACONTECE FOI PORQUE ELE QUIS, EM CONSEQUÊNCIA TUDO O DE MAL QUE ACONTECE NÓS O INTERPRETAMOS COMO MAL PORQUE NÃO CONHECEMOS OS DESÍGNIOS DE DEUS E, PORTANTO DEVEMOS NOS RESIGNAR E ACATAR SEM MÁGOAS E SEM RANCOR TODOS OS MALES QUE NOS AFLIGIREM.
BEM DISSE ALGUÉM (NÃO ME LEMBRO QUEM) QUE SE OS SANTOS AJUDASSEM A GANHAR JOGOS O CAMPEONATO BAIANO TERMINARIA SEMPRE EMPATADO.
O HOMEM BUSCA DEUS PORQUE NÃO CONSEGUE VIVER SEM A ILUSÃO DE QUE SERÁ ACOLHIDO, QUE SERÁ ABRIGADO QUANDO NÃO MAIS TIVER FORÇAS PARA VIVER. CRER EM ALGO LHE DÁ A SENSAÇÃO DE CONFORTO QUE ALIVIA A ANGÚSTIA DA INCERTEZA DIANTE DE UM DESCONHECIDO QUE NÃO É AINDA EXPLICÁVEL.
VOLTANDO AO TÓPICO FRASAL DESTE TEXTO: ATÉ QUE PONTO A RAZÃO PODE SE MESCLAR COM A FÉ? ATÉ QUE PONTO A FÉ EMPREGA A RAZÃO?
PENSO QUE PARA INICIAR DEVERIA-SE PRIMEIRAMENTE PROURAR O QUE VEM A SER A FÉ, A RAZÃO E A RELIGIÃO. DE POSSE DESSAS DEFINIÇÕES CONTIDAS NO LALLANDE E DEMAIS DICIONÁRIOS. FORMULAR-SE-IA ENTÃO UMA SÍNTESE DESSES CONCEITOS.
ISTO POSTO PODE-SE ARGUMENTAR QUE A RAZÃO NÃO É A GARANTIA DA VERDADE. MUITOS SISTEMAS FILOSÓFICOS SÃO RACIONAIS, COERENTES LÓGICOS, MAS NÃO PODEMOS AFIRMAR QUE SÃO EXPRESSÕES DA VERDADE EM SI. HEGEL, LEIBNITZ, ARISTÓTELES E OUTROS APRESENTARAM SEUS SISTEMAS QUE, PARA AS SUAS REALIDADES PARECIAM SER LÓGICOS, ENTRETANTO O DE ARISTÓTELES FICOU OBSOLETO E IRRACIONAL PORQUE SE BASEAVA EM CRENÇAS QUE FORAM POSTERIORMENTE CARACTERIZADAS COMO INVERDADES E OS DOS DEMAIS SÃO QUESTIONADOS VEEMENTEMENTE.
LEIBNITZ E MESMO OS PRÉ-SOCRÁTICOS APRESENTARAM PRINCÍPIOS MATERIALISTAS RACIONAIS, MAS AINDA NÃO SE PODE AFIRMAR QUE SÃO CATEGORICAMENTE FALSOS E NEM VERDADEIROS, ISTO DEPENDE DA INTERPRETAÇÃO QUE PROCURA COLOCAR NO TEXTO O QUE NÃO FOI ESCRITO E ASSIM PRODUZIR A LÓGICA E A COERÊNCIA QUE DÃO NOVO CORPO AO PENSAMENTO EM ESTUDO OU FAZER UMA LEITURA METALINGUÍSTICA, LITERAL, E ASSIM DESTACAR PARADOXOS E INCOERÊNCIAS.
DA MESMA FORMA TEMOS A FÉ. PODEM-SE COLOCAR NOS TEXTOS RELIGIOSOS ENTRELINHAS HISTÓRICAS QUE A RACIONALIZEM OU SER LITERAL FAZENDO COM QUE OS OXÍMOROS SE DESTAQUEM. VEJA QUANTAS CORRENTES RELIGIOSAS QUE SE BASEIAM NOS EVANGELHOS, QUE, POR SEREM QUATRO, CONSISTEM NO PONTAPE INICIAL PARA AS DIVERGÊNCIAS INTERPRETATIVAS.
INDEPENDENTEMENTE DE SE CONSIDERAR AS RELIGIÕES CRISTÃS COMO UMA DOUTRINA RACIONAL OU INEXPLICÁVEL, MISTERIOSA, O GRANDE PONTO QUE SE ELEVA CONSISTE NO FATO DAS RELIGIÕES NÃO DEFINIREM, ESPECIFICAMENTE, O PAPEL DO HOMEM NO UNIVERSO A NÃO SER COMO FILHO DE DEUS SEM OS PODERES DO PAI. COMO O GADO DO FAZENDEIRO É CUIDADO, ALIMENTADO E DEPOIS...
SE O BOI PUDESSE NOS COMPREENDER SERÍAMOS SEUS DEUSES. NOSSO AMOR POR ELES FARIA COM QUE O CUIDÁSSEMOS E O ALIMENTÁSSEMOS E O PROTEGESSEMOS. BASTARIA AGORA LHES PROMETER UMA VIDA EM CAMPOS SEMPRE VERDEJANTES, SEM MOSCAS, SEM DOENÇAS, SEM VACINAS, SEM RAÇÃO HORMONIZADA E ELES SE CONFORMARIAM EM MORRER FELIZES (PELO MENOS ASSIM PODERIAM PENSAR ATÉ A REAL HORA DA MORTE). NA HORA AGÁ TODOS OS QUE VÃO MORRER RELUTAM. POR FIM O AMOROSO DEUS DOS BOIS COMERIA A SUA CARNE E UTILIZARIA SEU COURO E SEUS OSSOS PARA CONFECCIONAR OBJETOS EM GERAL.
MAL COMPARANDO A NATUREZA DEVORA NOSSA CARNE QUANDO MORREMOS, QUANDO SOMOS ENTERRADOS OU MESMO QUANDO NOSSAS CINZAS SÃO ESPALHADAS AO VENTO.
AS IGREJAS NÃO SABEM COMO É O CÉU, O PARAÍSO, COMO AS ALMAS VIVEM POR LÁ, O QUE FAZEM, SE SE ALIMENTAM, AFINAL, COMO SERÁ O DIA A DIA NO CÉU? PERGUNTE AOS CRENTES E OS VERÃO FICAR ATURDIDOS PARA FINALMENTE DIZEREM COM O AR DE CRIANÇA MIMADA, CARENTE E DEPENDENTE QUE NADA SABE DE NADA: DEUS FARÁ O MELHOR POR NÓS E O CÉU E NOSSA VIDA LÁ SERÁ COMO ELE QUISER QUE SEJA.
VOCÊ SERÁ FELIZ, RIRÁ POR LÁ? VOCÊ TERÁ SÓ AMIGOS VERDADEIROS E LEAIS E NENHUM INIMIGO OU DESAFETO? AFINAL, POR QUE DEUS FÊZ ESSE CÉU? POR QUE FÊZ O HOMEM? POR QUE FÊZ O MUNDO? ESTA ÚLTIMA SE REFERE MAIS AO PLANETA TERRA, COMO SE ELA TIVESSE SIDO CONSTRUÍDA EM DECORRÊNCIA DA VONTADE DE ALGUÉM QUE ADMINISTRA ESTA ÁREA DO UNIVERSO. NA VERDADE O DEUS CRISTÃO SE ASSEMELHA MAIS A UM EXTRATERRESTE CONQUISTADOR ESPACIAL.
AS IGREJAS NÃO QUESTIONAM MAIS A ORIGEM DO UNIVERSO COMO UM TODO, DA MATÉRIA E DO PRÓPRIO DEUS. AÍ ENTRA A FÉ QUE ELIMINA OS QUESTIONAMENTOS EM DETERMINADOS TÓPICOS, MAS A FILOSOFIA NÃO ACEITA DOGMATISMOS. AÍ ESTÁ A FÉ E SUA RACIONALIDADE BASEADA NA IGNORÂNCIA QUE COLOCA NAS MÃOS DE UM DEUS TODA A FELICIDADE QUE ACREDITA ALGUM DIA VIR A DESFRUTAR, MESMO SEM SABER QUE FELICIDADE SERIA ESTA.
POR OUTRO LADO A FILOSOFIA NÃO SE CONTENTA COM NADA MENOS DO QUE O UNIVERSALMENTE APLICÁVEL. AS PARTICULARIDADES FICAM A CARGO DAS CIÊNCIAS. A FILOSOFIA NÃO ACEITA UM DEUS PESSOAL RESPONSÁVEL POR ADMINISTRAR DITATORIALMENTE ESTA PARTE DO UNIVERSO. DEUS ESSE QUE PODERÁ MESMO TER DERROTADO DEUSES DE OUTRAS ÁREAS DESSE UNIVERSO INFINITO, ASSIM COMO A MITOLOGIA GREGA COLOCA ZEUS E OS DEMAIS DEUSES SUBALTERNOS A ELE, POSSEIDON ADMINISTRA NO MAR, ZEUS NOS CÉUS E O INFERNO FICA A CARGO DE HADES.
NA VERDADE A IGREJA CRISTÃ SE APROPRIOU DA MITOLOGIA GREGA DE MANEIRA ATÉ, PODEMOS DIZER, DESCARADA. NA VERDADE O DEUS CRISTÃO NADA MAIS REPRESENTA DO QUE O QUE ZEUS REPRESENTAVA PARA OS GREGOS.
SE ESSE DEUS REALMENTE EXISTE AINDA NÃO TEMOS COMO PROVAR, SE ELE NÃO EXISTE TAMBÉM NÃO SE TEM RECURSOS QUE O COMPROVE. AINDA NÃO SE PODE NADA PROVAR, MAS NO FUTURO MUITA COISA PODERÁ SER ESCLARECIDA, COMO VEM SENDO INCESSANTEMENTE. SE FORMOS GADO PARA OUTRAS CIVILIZAÇÕES A CIÊNCIA VIRÁ, CERTAMENTE ALGUM DIA, A COMPROVAR, E CASO ASSIM FOSSE, O HOMEM PRECISARIA SE LIBERTAR DESSE DEUS QUE DIZ SALVAR, MAS SÓ TRÁS ILUSÃO E MORTE.
A FILOSOFIA ABRANGE O TODO, TODO O UNIVERSO INFINITO. ELA NÃO COLOCA NAS MÃOS DE NINGUÉM OS PROBLEMAS COM OS QUAIS SE DEPARA, ELA OS MANTÉM NAS PRÓPRIAS MÃOS DOS FILÓSOFOS DE FATO. CABE AO PRÓPRIO HOMEM FAZER AS ESCOLHAS QUE DELINEARÃO O FUTURO DA HUMANIDADE E ESCOLHAS FEITAS BASEADAS APENAS EM UMA FÉ NÃO PROJETAM CONFIABILIDADE E SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO DE UM PRESENTE QUE ALICERCE UM FUTURO MAIS RACIONAL E MENOS EMOCIONAL, 80 POR CENTO DE RAZÃO E 20 POR CENTO DE EMOÇÃO ME PARECE UM BOM PARÂMETRO PARA CONTRAPOR AOS NOSSOS ATUAIS 80 POR CENTO DE EMOÇÃO E VINTE POR CENTO DE RAZÃO.
POR OUTRO LADO NÃO PODEMOS NOS ESQUECER QUE MESMO A RACIONALIDADE SE BASEIA NA FÉ, NA IMAGINAÇÃO RACIONALIZADA. ESTRANHO, NÃO? AS DESCOBERTAS QUE REDIRECIONAM OS CAMINHOS DA HUMANIDADE SURGEM POR ACASO, POR INTUIÇÃO, POR REFLEXÕES COMBINADAS QUE INTERAGEM CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS COM REALIDADES DIFERENTES, COM MÉTODOS DIFERENTES. SE CRÊ QUE ALGUMA IDEIA PODERÁ DAR CERTO E POR ISTO SE INVESTE E TRABALHA NELA PARA PROVAR SUA VIABILIDADE RACIONAL, MAS TUDO COMEÇOU PELOS INDÍCIOS QUE LEVARAM A CRER, A TER FÉ DE QUE AQUELA IDEIA PODERIA VINGAR. ÀS VEZES CIENTISTAS PASSAM TODA A VIDA TENTANDO PROVAR ALGUMA COISA EM QUE ACREDITA, ALGUNS POUCOS CONSEGUEM SUCESSO, A MAIORIA NÃO, MAS TODOS INCIARAM SUAS PESQUISAS COM A FÉ DE QUE TERIAM SUCESSO NAS EMPREITADAS QUE FIZERAM. ACREDITAMOS, CREMOS QUE ALGUMA IDEIA PODERÁ DAR CERTO, SE DER ÓTIMO, TEMOS NOVAS FERRAMENTAS PARA UTILIZAR NA CONSTRUÇÃO DO MUNDO QUE DESEJAMOS, CASO NÃO, PACIÊNCIA, CONTINUEMOS PENSANDO EM NOVAS IDEIAS.
A RACIONALIDADE ESTÁ SUBORDINADA HIERARQUICAMENTE À SENSAÇÃO E À FÉ. AQUELE QUE ACREDITA TEM FÉ DE QUE IRÁ CONSEGUIR PROVAR O QUE DESEJA E DEMONSTRAR RACIONALMENTE A SUA HIPÓTESE, O SEU PONTO DE VISTA, A VISTA DE UM PONTO. DAÍ AS IGREJAS DEFINIREM PONTOS QUE NÃO CONSEGUE EXPLICAR COMO DOGMÁTICOS. ISTO É FEITO PARA INIBIR AS PESQUISAS NESTES CAMPOS, MAS AS PESQUISAS E A CURIOSIDADE NUNCA FORAM SUBLIMADAS MESMO DENTRO DAS PRÓPRIAS IGREJAS.
POR SUA VEZ A SENSAÇÃO DETERMINA O QUE SE FAZER DENTRO DA RACIONALIDADE. SE SOFRER PROCURO ALÍVIO. VEJA OS CAMINHOS DA CIÊNCIA QUE DEVEM SER, A PRIORI, EXPRESSÃO DA RACIONALIDADE HUMANA. VEJA POR EXEMPLO O CASO DA AIDS.
AS PESQUISAS SOBRE ELA SOMENTE SE DESENVOLVERAM DEPOIS QUE A CLASSE DOMINANTE, RICA, COMEÇOU A MORRER TAMBÉM, ENQUANTO ERAM APENAS HOMOSSEXUAIS, POBRES, NEGROS OU PROSTITUTAS NADA FOI FEITO. RICOS CONTAMINADOS E CONDENADOS DOARAM FORTUNAS PARA AS PESQUISAS NA ESPERANÇA DE QUE ALGUM RESULTADO PUDESSE AINDA SALVAR AS SUAS VIDAS. OS RICOS PRESSIONARAM O GOVERNO QUE PASSOU A INVESTIR NAS PESQUISAS. A FORTIORI (DA MESMA FORMA) O CÂNCER E TODAS AS DOENÇAS AINDA INCURÁVEIS SOMENTE TIVERAM RECURSOS PARA AS PESQUISAS QUE LEVARAM A MEDICAMENTOS QUE PELO MENOS ATENUAM AS DORES E PROLONGUEM A VIDA MAIS UM POUCO SOMENTE DEPOIS QUE PESSOAS EM CARGOS NO GOVERNO QUE DÃO O PODER DE DECISÃO FORAM AFETADAS DIRETAMENTE OU INDIRETAMENTE POR ESSAS DOENÇAS.
OUTRO EXEMPLO CONTUNDENTE É O FATO DAS PESQUISAS E O TRABALHO EM GERAL TEREM EM SEUS QUADROS DE PESSOAL, NÃO OS MELHORES, MAS OS MAIS “AMIGOS”. NÃO SÃO OS MAIS COMPETENTES QUE OCUPAM OS CARGOS MAIS BEM REMUNERADOS, MAS OS MAIS FIÉS AOS SEUS CHEFES, OS MAIS “AMIGOS”, OS PARENTES, ATÉ MESMO O FILHO DA EMPREGADA DO CHEFE TEM PRIORIDADE EM RELAÇÃO A UM DESCONHECIDO, POR MAIS COMPETENTE QUE ELE DEMONSTRE SER. O QUE SE VAI PESQUISAR E QUEM IRÁ PESQUISAR, PASSOS IMPORTANTES PARA A PRODUÇÃO DE UM SABER RACIONAL, NÃO SÃO, NA MAIORIA DAS VEZES, RACIONAIS.
PARA UM AGIR RACIONAL HUMANO A ONU DEVERIA SE REUNIR E DEFINIR: OS PRINCIPAIS PROBLEMAS SÃO ESTES: (EXEMPLOS) ENERGIA, ALIMENTOS, SAÚDE E SEGURANÇA. PORTANTO VAMOS INTENSIFICAR PRIORITARIAMENTE AS PESQUISAS NESSAS ÁREAS. CADA ÁREA SE REUNIRIA E RACIONALMENTE PESQUISARIA PARA DECIDIR COMO AUMENTAR A PRODUTIVIDADE DO ARROZ, PARA AUMENTAR A PARTICIPAÇÃO DA ENERGIA EÓLICA NA MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL, NOVAS PESQUISAS PARA ENTENDER MELHOR O CÂNCER, MELHORES EQUIPAMENTOS DE DEFESA PESSOAL CONTRA A RADIOATIVIDADE, NOVAS MANEIRAS DE RECUPERAR OS MARGINAIS DA SOCIEDADE ETC. VISÃO HOLÍSTICA, OBJETIVIDADE, COMPROMISSO E SERIEDADE NAS PARTICULARIDADES; ISTO É SER RACIONAL.
ISTO ACONTECEU? O QUE DIRECIONA AS PESQUISAS É O CAPITALISMO QUE SÓ INVESTE ONDE PREVÊ RETORNOS FINANCEIROS SUBSTANCIAIS, E ONDE É QUE ESTÁ O RETORNO? NA ESTÉTICA, NA BELEZA, NOS CREMES FACIAIS, NOS SHAMPOOS, NAS DEPILAÇÕES ETC. ISTO SIM DÁ MUITO DINHEIRO (NÃO COMENTO SOBRE PODER BÉLICO, VISTO SUA REDUNDÂNCIA) E, RACIONALMENTE, O CAPITALISMO ACREDITA ESTAR FAZENDO O MELHOR INVESTINDO NESTE SETOR. A RAZÃO DE UMA SOCIEDADE DEPENDE DA PRÓPRIA SOCIEDADE, SE A PREFERÊNCIA É O SUPÉRFULO, FAZER O QUÊ? VAMOS ESPERAR PORQUE TAMBÉM AS SUPERESTRELAS E BELDADES ENVELHECEM E ADOECEM E ENTÃO ELAS DOARÃO FORTUNAS PARA AS PESQUISAS DAS DOENÇAS QUE REALMENTE SÃO FATAIS PARA O HOMEM. A RAZÃO DA SOCIEDADE VAI SENDO CONSTRUÍDA AOS POUCOS, ASSIM COMO TUDO NESTE UNIVERSO.
AS PESQUISAS SEGUEM O CURSO DAS NECESSIDADES DE CADA NAÇÃO, DE CADA COMUNIDADE. O HOMEM COMO UM TODO AINDA NÃO CHEGOU AO TOPO DAS PRIORIDADES DA HUMANIDADE, MAS ESTÁ CAMINHANDO NESTA DIREÇÃO...
O CAPITALISMO EXIGE UM MÍNIMO DE 10% DE MÃO-DE-OBRA EXCEDENTE (DESEMPREGADOS). PRODUZ MUITO QUANDO A DEMANDA É GRANDE E FECHA FÁBRICAS E DEMITE QUANDO A PROCURA CAI. ISTO É SER RACIONAL? CREIO QUE NÃO, ATÉ A BEM POUCO TEMPO ERA CHAMADO DE CAPITALISMO SELVAGEM, HOJE ESTÁ UM POUCO DOMESTICADO E AJUDA UM POUCO NO QUE TANGE AO MEIO AMBIENTE E À CULTURA E PROGRAMAS SOCIAIS, UMA MISÉRIA, MAS JÁ É ALGUMA COISA. CERTA VEZ PERGUNTEI A UMA PROFESSORA DE SOCIOLOGIA, DO PARTIDO COMUNISTA, PORQUE SEU PARTIDO E OS DEMAIS PARTIDOS DOS TRABALHADORES NÃO SE MOBILIZAVAM PARA INCLUIR NA FOLHA DE PAGAMENTO DAS GRANDES EMPRESAS ESSES 10% DE OPERÁRIOS EXCEDENTES QUE A EMPRESA NECESSITAVA E ELA FICOU SEM ARGUMENTOS PARA EXPLICAR VISTO QUE SEU PARTIDO APOIA O GOVERNO ASSIM COMO OS PARTIDOS DOS TRABALHADORES E UMA CAMPANHA DESSE PORTE IRIA DEMANDAR MUITA LUTA E DESGASTE PARA O GOVERNO.
ISTO É SER RACIONAL? O RACIONAL SERIA QUE TIVÉSSEMOS UM NÚMERO DE HABITANTES FIXO NESTE PLANETA, CADA PAÍS COM O SEU CONTINGENTE FIXADO DE ACORDO COM A SUA ÁREA, SUA CAPACIDADE PRODUTIVA E SEUS RECURSOS NATURAIS. A PRODUÇÃO EM GERAL SE ESTABELECERIA VISANDO ATENDER A UM NÚMERO DE HABITANTES ESTÁVEL. O NÚMERO DE NASCIMENTOS E DE MORTE SERIA PRATICAMENTE O MESMO. ASSIM A HUMANIDADE FUNCIONARIA COMO UM ORGANISMO VIVO HARMÔNICO E ORGANIZADO, SEM FOME, COM BOA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA E MUITA PASSIVIDADE, SOFRENDO APENAS AS INTERPÉRIES E OS ATAQUES DA PRÓPRIA NATUREZA, SEM MAIS A EXISTÊNCIA DOS TERRÍVEIS MALES CAUSADOS PELO PRÓPRIO HOMEM CONTRA SEU SEMELHANTE. AFINAL, AINDA HOJE, A MAIOR DESGRAÇA QUE AFLIGE O HOMEM É PROVOCADA PELO PRÓPRIO HOMEM.
PAÍSES RICOS GASTAM FORTUNAS CULTIVANDO EM TERRAS INADEQUADAS E HAJA ADUBOS, FERTILIZANTES, PESQUISAS ETC. ENQUANTO PAÍSES POBRES POSSUEM EXCELENTES TERRAS TOTALMENTE ABANDONADAS. ISTO É SER RACIONAL?
ÀS VEZES ME PERGUNTO POR QUE O HOMEM SE INTITULA DE ANIMAL RACIONAL E SE DIFERENCIA DOS DEMAIS ANIMAIS E SERES VIVOS, AÍ EU ME LEMBRO DE QUE FOI O PRÓPRIO HOMEM QUE SE DEU ESSE EPÍTETO, COMO O REI QUE SE AUTOCOROA, SEM PÁTRIA E SEM POVO. PARA MIM A RACIONALIDADE QUE O HOMEM PLEITEIA OCASIONARÁ O SEU PRÓPRIO FIM, O FIM DA HUMANIDADE E O INÍCIO DE UMA NOVA ERA, DE UM NOVO ANIMAL QUE PODEREMOS CHAMAR DO QUE QUER QUE SEJA, MENOS DE HOMEM.
SER RACIONAL É SE DESUMANIZAR, É VIVER PARA O TODO E NÃO APENAS SE PREOCUPAR CONSIGO MESMO. A GRANDE PROBLEMÁTICA HUMANA CONSISTE EM DESCOBRIR COMO SER UM POUCO MAIS RACIONAL, MAS SEM PERDER A IMAGINAÇÃO E A ALEGRIA, A ADMIRAÇÃO E A CURIOSIDADE PERANTE O DESCONHECIDO, ENFIM, SER RACIONAL SEM SE DESENCANTAR DO MUNDO. COMO SER RACIONAL SEM PERDER A CURIOSIDADE E O DESEJO DE MERGULHAR NO DESCONHECIDO, SEM COLOCAR EM RISCO A PRÓPRIA VIDA NAS MIL E UMA AVENTURAS QUE DÃO PRAZER E ÊXTASE?
O EQUILÍBRIO DEVE SER A META, NÃO QUEREMOS SER RACIONAIS AO EXTREMO E NEM IRRACIONAIS TOTALMENTE INCONSEQUENTES, O QUE DEVEMOS PROCURAR É CONSTRUIR UM MUNDO ONDE RACIONALIDADE E IRRACIONALIDADE CAMINHEM LADO A LADO, (80% RAZÃOX 20% EMOÇÃO). OSCILAR EM TORNO DO EQUILÍBRIO DARÁ O SAL QUE A HUMANIDADE PRECISA PARA SE SENTIR VIVA E ATUANTE. DE TAL FORMA TEREMOS ORDEM E DESORDEM, ALEGRIAS E TRISTEZAS, AMOR E ÓDIO, ENFIM TEREMOS VIDAS INTENSAS INDIVIDUALIZADAS QUE PERMITIRÁ CADA HOMEM SE MONSTRAR AO MUNDO, CUMPRINDO ASSIM ESSE DESEJO INATO DE CADA UM DE NÓS. EM TORNO DO EQUILÍBRIO OS TRANSTORNOS SERÃO FACILMENTE ABSORVIDOS PELO TODO ORGANIZADO SEM MOSSAS E SEM REPRESSÕES VIOLENTAS.
FÉ E RAZÃO, QUESTÕES AINDA EM FASE DE ESTUDOS, DE REFLEXÃO, ONDE CADA UM ACREDITA ESTAR MAIS CERTO QUE OUTRO, ONDE CADA UM TENTA IMPOR SEU PONTO DE VISTA AO OUTRO, ONDE A LUTA INTER-HUMANA SEMPRE FOI DIFUSA, TORTURANTE, DITATORIAL E ASSASSINA.
Virgilio Pereira dos Reis – jul 2011
CRER PELO USO DA FÉ É UMA REDUNDÂNCIA VISTO QUE FÉ IMPLICA EM CRER SEM QUESTIONAMENTOS DE QUALQUER MONTA.
MAS, ATÉ QUE PONTO SE PODE CRER RACIONALMENTE DENTRO DE UMA DOUTRINA QUE IMPÕE UMA FÉ IRRESTRITA.
OS JUDEUS TÊM SUAS ESCRITURAS ANTIGAS QUE CONTINUAM VALENDO PARA ELES. SEGUNDO ME CONSTA CONTINUAM AGUARDANDO O MESSIAS VISTO QUE JESUS FOI, PARA ELES, APENAS MAIS UM DOS MUITOS DESTAQUES POPULISTAS QUE SURGIRAM NAQUELE PERÍODO. ASSIM, O FATO DOS JUDEUS NÃO CREREM EM CRISTO É COERENTE E RACIONAL.
A DIFERENÇA ESTÁ NOS CRISTÃOS QUE RESSUSCITARAM JESUS E O ELEVARAM À CATEGORIA DE DEUS TODO PODEROSO, COMO UM DOS VÉRTICES DA TRINDADE PAI, FILHO E ESPÍRITO. ESSA TRINDADE, LOGO É DESTACADA EM LETRAS GRAÚDAS COMO O GRANDE MISTÉRIO DE DEUS PORQUE SERIA INCOMPREENSÍVEL TRÊS INDIVIDUALIDADES DISTINTAS SEREM UM E ESSE UM, UM TRIUNVIRATO. FÉ! RESSUSCITOU: FÉ! AS IGREJAS CRISTÃS COMEÇARAM SE BASEANDO NA FÉ NA RESSURREIÇÃO DE JESUS E NA EXISTÊNCIA DE OUTRO MUNDO FORA DA TERRA; E POR FIM NA FÉ DE QUE JESUS ERA O PRÓPRIO DEUS.
OS EVANGELHOS QUE FORAM SELECIONADOS NO SÉCULO IV DC PARECEM-ME QUE COORDENADO PELO IMPERADOR CONSTANTINO, JÁ DENOTA UMA TENTATIVA DE UNIR AS DIVERSAS IGREJAS PRIMITIVAS QUE TENDIAM CADA UMA PARA OS RUMOS DOS INTERESSES DE SEUS LÍDERES ESPIRITUAIS E POR QUE NÃO DIZER, TAMBÉM POLÍTICOS. O CONCÍLIO QUE DEFINIU O QUE DEVERIA SER VALIDADO E REUNIDO COMO PADRÃO PARA TODOS COLOCOU ROMA COMO O CENTRO DAS IGREJAS CRISTÃS.
A PARTIR DE ENTÃO A HISTÓRIA MOSTRA OS CONFLITOS, COMBATES, MORTES E ASSASSINATOS QUE FIZERAM PARTE DO CURRÍCULO DA VIDA DO CRISTIANISMO. A IGREJA TEVE MUITOS ERROS E ACERTOS E UMA REFLEXÃO SOBRE ISTO LEVARIA A OUTRA PESQUISA, QUE NO MOMENTO NÃO É O QUE PROCURAMOS ESTUDAR.
ENFIM O QUE SE TEM É QUE A IGREJA CRISTÃ INFLUENCIA, A PARTIR DO SÉCULO V DC, TODA A CULTURA OCIDENTAL, BRASIL INCLUÍDO.
QUER QUEIRAMOS QUER NÃO SOMOS CRISTÃOS. QUANDO PASSAMOS EM FRENTE A UMA IGREJA REDUZIMOS O SOM DA NOSSA FALA, QUANDO PASSAMOS POR UM FÉRETRO, POR UM CADÁVER HUMANO, TIRÁVAMOS O CHAPÉU, FICAMOS EM SILÊNCIO, MUITAS VEZES ATÉ MESMO FAZEMOS O SINAL DA CRUZ MESMO SEM SEGUIRMOS QUALQUER RELIGIÃO. AS NOIVAS E NOIVOS SONHAM EM SE CASAREM NA IGREJA, VÉU E GRINALDA, FRAQUE, A POMPA E A FESTA, MESMO TENDO COLOCADO OS PÉS NA IGREJA APENAS PARA SEREM BATIZADOS E FAZEREM A PRIMEIRA COMUNHÃO.
NOSSA CULTURA É CRISTÃ, POR ISSO SOMOS ENGOLIDOS, INCONSCIENTEMENTE, POR ALGUNS DOS VALORES CRISTÃOS. FESTAS JUNINAS (SÃO JÕAO), NATAL (NASCIMENTO DE JESUS), DIA DAS MÃES (MAIO, MÊS DE MARIA, MÃE DE JESUS), PÁSCOA, SEMANA SANTA ETC.
ESTAMOS ENVOLVIDOS INCLUSIVE NOS PONTOS NEGATIVOS QUE ENVOLVEM PRECONCEITOS. MODO GERAL A POPULAÇÃO É CONTRA O ABORTO, O DIVÓRCIO, A EUTANÁSIA, O RELACIONAMENTO HOMOSSEXUAL ETC.
VI UMA REPORTAGEM NA SEMANA PASSADA NO JORNAL A CRÍTICA ONDE SE DESTACAVA QUE A RELIGIÃO É NOCIVA AO MEIO AMBIENTE NA MEDIDA EM QUE ELA REFUTA O CONTROLE DE NATALIDADE, O USO DA CAMISINHA ETC. DESTA FORMA A POPULAÇÃO AUMENTARÁ DE TAL FORMA QUE A TERRA NÃO CONSEGUIRÁ MAIS PRODUZIR TUDO O QUE É PRECISO PARA UMA VIDA DIGNA E SAUDÁVEL E COM ISTO O MEIO AMBIENTE VAI SENDO DESTRUÍDO TANTO PARA ACOMODAR MAIS PESSOAS COMO PARA PRODUZIR MAIS ALIMENTOS.
AGORA, EMBORA A NOSSA CULTURA SEJA CRISTÃ NÃO IMPLICA EM QUE TODOS SEJAMOS CATÓLICOS, EVANGÉLICOS OU OUTRAS RELIGIÕES QUE SE BASEIAM TAMBÉM NO CRISTIANISMO COMO O ESPIRITISMO, SANTO DAIME ETC.
AS RELIGIÕES, COM SEUS DOGMAS E NORMAS INTERNAS NÃO SÃO FATOS NOVOS, NA VERDADE SEMPRE ELAS SEMPRE ESTIVERAM PRESENTES EM TODAS AS CULTURAS, EM TODAS AS COMUNIDADES HUMANAS, SEMPRE A SERVIÇO DO GRUPO QUE DETÉM O PODER NA COMUNIDADE (OU SERÁ QUE O GRUPO DOMINANTE SEMPRE ESTEVE A SERVIÇO DA RELIGIÃO?)
OS JUDEUS DESCARTARAM JESUS E CONTINUAM ESPERANDO O MESSIAS, ESSA FOI A ESCOLHA DELES, POR SUA VEZ OS CRISTÃOS SE ORGANIZARAM E, DEFENDENDO SEUS INTERESSES COM FERRO E FOGO E CALÚNIAS E GUERRAS E INVERDADES COLOCADAS COMO VERDADES, COM O TEMOR E O AMOR CONTINUAM TENTANDO CONTROLAR TODO O PLANETA (SONHO ANTIGO). PELO MENOS SE CONFORMARAM EM DOMINAR APENAS ESSE PLANETA, POR ENQUANTO...
EM TERMOS DE CREDIBILIDADE ABRE-SE UMA QUESTÃO: QUAL A PARTE QUE VOCÊ ACREDITA SER VERDADEIRA E QUAL NÃO MERECE CREDIBILIDADE? POR QUÊ?
A IGREJA TEM LINHAS DE ANZOL ESPECÍFICAS PARA ARREBANHAR “ALMAS” E QUAL SERÁ USADA DEPENDE APENAS DAS “OVELHAS”. ISTO VEM DESDE O APÓSTOLO PAULO. PARA O POVÃO POUCO CULTO SE OFERTA A ESPERANÇA DE MILAGRES, SE OFERECE UM MUNDO NOVO SEM DORES, SEM MORTE, ONDE TUDO É SÓ ALEGRIA, PREGA A CONFORMAÇÃO COM A DOR E A INJUSTIÇA TERRENA E ATÉ AS INCENTIVA VISTO QUE QUANTO MAIS INJUSTIÇA E DOR MAIS GARANTIDA SERÁ A VAGA NO REINO DOS CÉUS.
PARA OS GREGOS CULTOS E FILÓSOFOS A CONVERSA ERA OUTRA. HAVIA DEBATES, PROCURAVA-SE MOSTRAR QUE A IGREJA ERA UM BEM PARA A SOCIEDADE E, PELA ARGUMENTAÇÃO DEVIDAMENTE ORQUESTRADA SE PROCURAVA MOSTRAR QUE SE A IGREJA NÃO ESTAVA CERTA NÃO HAVIA COMO DEMONSTRAR SEUS ERROS, PORTANTO ELA ESTARIA CERTA... TIVEMOS A CHAMADA PATRÍSTICA COM JUSTINO DE ROMA, ORIGENES E SANTO AGOSTINHO ENTRE OUTROS QUE SEGUIRAM ESTA LINHA E COM ISTO ESTABELECERAM NORMAS PARA A IGREJA, OU SEJA, HUMANIZARAM O REINO DE DEUS DE ACORDO COM AS SUAS INTERPRETAÇÕES QUE NÃO PODEMOS DIZER QUE FORAM ISENTAS DE INTERESSES POLÍTICOS E FINANCEIROS. ASSIM CONSOLIDARAM, PELA ARGUMENTAÇÃO E EM SEGUIDA PELA FORÇA PSICOLÓGICA E FÍSICA CONTRA OS RECALCITANTES, A IGREJA CRISTÃ QUE HERDAMOS.
CRER EM DEUS É UMA OPÇÃO. MESMO NOS CURSOS DE FILOSOFIA TEMOS PROFESSORES CRISTÃOS (MUITOS) E ALUNOS CRISTÃOS (MUITOS TAMBÉM). O PONTO QUE ELES COLOCAM É O SEGUINTE: SE A CIÊNCIA NÃO CONSEGUE DEMONSTRAR E PROVAR COMO SE ORIGINOU ESTE UNIVERSO, O HOMEM E NÃO CONSEGUE DEFINIR O FUTURO E SEUS DESTINOS E A FINALIDADE DE TUDO ISSO POR QUE ENTÃO NÃO ACEITAR A HIPÓTESE DE UM DEUS TODO PODEROSO, PESSOAL, QUE TUDO CRIOU E FÊZ O HOMEM PREDESTINADO A VIVER ETERNAMENTE EM SUA CORTE?
FAZ SENTIDO, NÃO? SE NÃO SE SABE A RESPOSTA PARA UM PERGUNTA QUALQUER RESPOSTA QUE NÃO POSSA SER COMPROVADA COMO FALSA, COMO INVERDADE, PODE SER APLICADA, E, A PRIORI, ACEITA POR QUEM NELA ACREDITA. E A FÉ APRESENTA ESSA RESPOSTA DIVINA, QUE, ENQUANTO NÃO FOR COMPROVADA SUA FALSIDADE, NÃO PODEMOS SIMPLESMENTE JOGAR PEDRAS NELA E RIDICULARIZÁ-LA, SE CREEM NELA, QUE ELA SEJA BOA PRA ELES.
DA MESMA FORMA OS MITOS ANTIGOS ERAM CONSIDERADOS VERDADEIROS PARA OS QUE NELE ACREDITAVAM E SOMENTE FORAM SENDO ABANDONADOS A PARTIR DO ESCLARECIMENTO, A AMPLIAÇÃO DO CONHECIMENTO HUMANO SOBRE A NATUREZA.
A IGREJA CRISTÃ TEM SOFRIDO, DESDE QUE SURGIU, FREQUENTES ABALOS, VISTO QUE TUDO O QUE SURGE TRÁS EM SEU BOJO O GERME QUE O IRÁ DESTRUIR (PENSAMENTO DE MARX), QUE COLOCARAM EM XEQUE SUA DOUTRINA, MAS MESMO ASSIM ELA VEM RESISTINDO. INQUISIÇÃO, LUTERO, FILÓSOFOS EXISTENCIALISTAS, ATEUS, AGNÓSTICOS E PRINCIPALMENTE A PRÓPRIA CIÊNCIA COM SUAS DESCOBERTAS CADA VEZ MAIS SURPREENDENTES. O GENOMA HUMANO, CLONES, ALTERAÇÃO GENÉTICA, TRANSPLANTES DE DIVERSOS ÓRGÃOS, PESQUISAS ESPACIAIS... TUDO ISTO VEM ABALANDO AS ESTRUTURAS DAS IGREJAS QUE RELUTAM EM MUDAR PORQUE MUDAR REPRESENTARIA FALTA DE ESTRUTURA, QUE A PALAVRA QUE ELES PREGAM NÃO É IMUTÁVEL COMO PROPAGAM... POR ISTO ELAS RESISTEM. MUDANÇA IMPLICA EM PERDA DE PODER, EM PERDA DE AUTORIDADE.
APESAR DE TUDO, E, MESMO LEVANDO SÉCULOS, ALGUMA COISA VEM MUDANDO PAULATINAMENTE, MUITO LENTAMENTE, DE FORMA A NÃO DESTACAR QUE A IGREJA CEDEU, QUE FRAQUEJOU, QUE DESDISSE COISAS QUE AFIRMAVA SEREM SAGRADAS. A TERRA VOLTOU A SER REDONDA E SE ACEITA QUE ELA NÃO FOI FEITA ESPECIFICAMENTE PARA ABRIGAR O HOMEM E QUE ESTE JÁ NÃO É MAIS A CRIAÇÃO DIVINA DESTINADA A DOMINAR TODAS AS DEMAIS FORMAS DE VIDA, AS BACTÉRIAS QUE O DIZEM. TEMOS TANTOS TRILHÕES DE BACTÉRIAS NO NOSSO CORPO QUE DIZEM QUE O SER HUMANO É A MAIOR CONSTRUÇÃO, A MAIOR PRODUÇÃO TECNOLÓGICA DAS BACTÉRIAS. O PAPA NÃO É MAIS INFALÍVEL, A IGREJA JÁ PEDE DESCULPAS. O HOMOSSEXUAL NÃO É MAIS UM CONDENADO IRREMEDIÁVEL AO FOGO DO INFERNO (ATÉ JÁ SE ADMITE NÃO TER FOGO). O MAL NÃO ESTÁ SENDO MAIS VISTO COMO UMA ENTIDADE PESSOAL QUE RIVALIZA COM DEUS E SIM COMO A AUSÊNCIA DE DEUS, AS CONSEQUENCIAS DE NÃO SE SEGUIR AS ORIENTAÇÕES DE DEUS, CONSEQUENCIAS ESTAS FRUTOS DAS NOSSAS ESCOLHAS E PREVIAMENTE CONHECIDAS. (COMO DEUS PODERIA ESTAR AUSENTE SE ELE TEM O EPÍTETO DE ONIPRESENTE?) PARADOXOS EXISTEM EM TODAS AS RELIGIÕES, ENTRETANTO OS TEÓLOGOS MAIS ESCLARECIDOS NÃO COGITAM MAIS SOBRE MILAGRES E JESUS DEUS, ELES JÁ LEEM A BÍBLIA NÃO LITERALMENTE, MAS LEVANDO EM CONTA QUE A RELIGIÃO ERA TAMBÉM A LEGISLADORA DOS POVOS E ESSA LEGISLAÇÃO LEVAVA EM CONTA A REALIDADE DE CADA GRUPO SOCIAL E OS INTERESSES PESSOAIS DE SEUS LÍDERES NO SEU TEMPO ESPECÍFICO. ASSIM ESSA NOVA MANEIRA DE LER E INTERPRETAR A BÍBLIA E A HISTÓRIA VAI TORNANDO COMPREENSÍVEIS OS OXÍMOROS E COLOCA DEUS MAIS COMO UM SER PESSOAL COM AUTORIDADE E PODER QUE ADMINISTRA NOSSA GALÁXIA OU MESMO NOSSA NEBULOSA E CONHECE OS DESTINOS E O PROPÓSITO DE TUDO O QUE NELA CONTÉM INCLUSIVE OS HOMENS.
ESSA COLOCAÇÃO ABANDONA OS QUESTIONAMENTOS SOBRE A ORIGEM DO UNIVERSO, DE DEUS, E OS PORQUÊS DA NOSSA EXISTÊNCIA FICAM RESTRITOS AO “DEUS NOS AMA MUITO” (MESMO QUE SEJA DA FORMA COMO GOSTAMOS DO GADO QUE NOS ALIMENTA).
O HOMEM NASCE SÓ, MORRE SÓ E ESTE ANTES DE NASCER E O DEPOIS DE MORRER O PREOCUPOU DESDE QUE ELE PERCEBEU QUE UM DIA TAMBÉM ELE IRIA MORRER. ALUCINÓGENOS EXISTEM DESDE A IDADE DA PEDRA, VULTOS, VISAGENS, MEDOS E HORRORES, MONSTROS E HERÓIS SEMPRE POVOARAM AS MENTES HUMANAS QUE A TUDO TEMIA PORQUE, PRATICAMENTE, TUDO DESCONHECIA. DAÍ PARA OS RITOS E CULTOS RELIGIOSOS FOI UM PASSO MUITO PEQUENO. EXPULSAR OS MONSTROS E ATRAIR OS HERÓIS, EXPULSAR AS DORES E BUSCAR ALÍVIO PARA TODO O SOFRIMENTO... ASSIM COMEÇARAM AS RELIGIÕES EM GERAL. A RELIGIÃO SEMPRE FOI UM REFÚGIO DIANTE DA ANGÚSTIA QUE O HOMEM SENTE PERANTE A IMENSIDÃO DO DESCONHECIDO COM QUE DEPARA DIUTURNAMENTE. E ESSA ANSIEDADE POR ESSE REFÚGIO É TÃO INTENSA QUE DOGMAS E OXÍMOROS SÃO COISAS INSIGNIFICANTES PERANTE A PAZ E A CONFORTO QUE O RELIGIOSO ACREDITA POSSUIR. DEUSES E DEMÔNIOS POVOAM A IMAGINAÇÃO HUMANA E A RELIGIÃO SEMPRE TIROU PROVEITO DISTO, NA REALIDADE ELA É FRUTO DISTO E AO MESMO TEMPO SE REALIMENTA CRIANDO CONTINUAMENTE NOVOS DEMÔNIOS E NOVOS SANTOS E HERÓIS.
DEUS PODE DEIXAR DE ATENDER MIL PEDIDOS... NESTE CASO A CULPA É EXCLUSIVA DO SOLICITANTE, DO PEDINTE, DO MENDIGO, O QUAL NÃO FÊZ JUS À GRAÇA SOLICITADA. DEUS SEMPRE QUER NOSSO BEM, LOGO NOSSOS MALES SÃO EXCLUSIVAMENTE HUMANOS, O HOMEM É O RESPONSÁVEL POR TODOS OS MALES QUE O ATORMENTA. EM PARTE ATÉ CONCORDO QUANDO SE TRATA DOS MALES DECORRENTES DA LUTA DO HOMEM CONTRA O PRÓPRIO HOMEM, MAS NÃO QUANDO SE REFERE ÀS DOENÇAS E AOS FENÔMENOS DA NATUREZA QUE DESTRÓEM E MATAM MILHÕES.
O HOMEM PEDE MIL VEZES E NADA, CULPA DELE MESMO, SE UMA VEZ COINCIDIR ACONTECER O QUE SOLICITOU ENTÃO DEUS MANIFESTOU SUA GLÓRIA E MISERICÓRDIA AGRACIANDO UM PECADOR QUE NADA MERECIA. EM UM ACIDENTE MORREM 20 PESSOAS, SE APENAS UMA ESCAPA DÁ-SE GLÓRIA AO DEUS TODO MISERICORDIOSO, MAS NINGUÉM LAMENTA O PORQUÊ DE DEUS NÃO TER SOCORRIDO OS QUE MORRERAM, ELES NÃO MERECERAM A INTERVENÇÃO DIVINA PORQUE NÃO AMAVAM A DEUS, SE FOSSEM RELIGIOSOS MORRERAM PORQUE TINHA POUCA FÉ... OU POR SEREM TÃO BONS DEUS OS QUIS PRÓXIMO DE SI. A CULPA NUNCA É DE DEUS, ELE ESTÁ ACIMA DE TODOS OS MALES E SOFRE POR ELES, MAS TUDO DE BOM QUE ACONTECE FOI PORQUE ELE QUIS, EM CONSEQUÊNCIA TUDO O DE MAL QUE ACONTECE NÓS O INTERPRETAMOS COMO MAL PORQUE NÃO CONHECEMOS OS DESÍGNIOS DE DEUS E, PORTANTO DEVEMOS NOS RESIGNAR E ACATAR SEM MÁGOAS E SEM RANCOR TODOS OS MALES QUE NOS AFLIGIREM.
BEM DISSE ALGUÉM (NÃO ME LEMBRO QUEM) QUE SE OS SANTOS AJUDASSEM A GANHAR JOGOS O CAMPEONATO BAIANO TERMINARIA SEMPRE EMPATADO.
O HOMEM BUSCA DEUS PORQUE NÃO CONSEGUE VIVER SEM A ILUSÃO DE QUE SERÁ ACOLHIDO, QUE SERÁ ABRIGADO QUANDO NÃO MAIS TIVER FORÇAS PARA VIVER. CRER EM ALGO LHE DÁ A SENSAÇÃO DE CONFORTO QUE ALIVIA A ANGÚSTIA DA INCERTEZA DIANTE DE UM DESCONHECIDO QUE NÃO É AINDA EXPLICÁVEL.
VOLTANDO AO TÓPICO FRASAL DESTE TEXTO: ATÉ QUE PONTO A RAZÃO PODE SE MESCLAR COM A FÉ? ATÉ QUE PONTO A FÉ EMPREGA A RAZÃO?
PENSO QUE PARA INICIAR DEVERIA-SE PRIMEIRAMENTE PROURAR O QUE VEM A SER A FÉ, A RAZÃO E A RELIGIÃO. DE POSSE DESSAS DEFINIÇÕES CONTIDAS NO LALLANDE E DEMAIS DICIONÁRIOS. FORMULAR-SE-IA ENTÃO UMA SÍNTESE DESSES CONCEITOS.
ISTO POSTO PODE-SE ARGUMENTAR QUE A RAZÃO NÃO É A GARANTIA DA VERDADE. MUITOS SISTEMAS FILOSÓFICOS SÃO RACIONAIS, COERENTES LÓGICOS, MAS NÃO PODEMOS AFIRMAR QUE SÃO EXPRESSÕES DA VERDADE EM SI. HEGEL, LEIBNITZ, ARISTÓTELES E OUTROS APRESENTARAM SEUS SISTEMAS QUE, PARA AS SUAS REALIDADES PARECIAM SER LÓGICOS, ENTRETANTO O DE ARISTÓTELES FICOU OBSOLETO E IRRACIONAL PORQUE SE BASEAVA EM CRENÇAS QUE FORAM POSTERIORMENTE CARACTERIZADAS COMO INVERDADES E OS DOS DEMAIS SÃO QUESTIONADOS VEEMENTEMENTE.
LEIBNITZ E MESMO OS PRÉ-SOCRÁTICOS APRESENTARAM PRINCÍPIOS MATERIALISTAS RACIONAIS, MAS AINDA NÃO SE PODE AFIRMAR QUE SÃO CATEGORICAMENTE FALSOS E NEM VERDADEIROS, ISTO DEPENDE DA INTERPRETAÇÃO QUE PROCURA COLOCAR NO TEXTO O QUE NÃO FOI ESCRITO E ASSIM PRODUZIR A LÓGICA E A COERÊNCIA QUE DÃO NOVO CORPO AO PENSAMENTO EM ESTUDO OU FAZER UMA LEITURA METALINGUÍSTICA, LITERAL, E ASSIM DESTACAR PARADOXOS E INCOERÊNCIAS.
DA MESMA FORMA TEMOS A FÉ. PODEM-SE COLOCAR NOS TEXTOS RELIGIOSOS ENTRELINHAS HISTÓRICAS QUE A RACIONALIZEM OU SER LITERAL FAZENDO COM QUE OS OXÍMOROS SE DESTAQUEM. VEJA QUANTAS CORRENTES RELIGIOSAS QUE SE BASEIAM NOS EVANGELHOS, QUE, POR SEREM QUATRO, CONSISTEM NO PONTAPE INICIAL PARA AS DIVERGÊNCIAS INTERPRETATIVAS.
INDEPENDENTEMENTE DE SE CONSIDERAR AS RELIGIÕES CRISTÃS COMO UMA DOUTRINA RACIONAL OU INEXPLICÁVEL, MISTERIOSA, O GRANDE PONTO QUE SE ELEVA CONSISTE NO FATO DAS RELIGIÕES NÃO DEFINIREM, ESPECIFICAMENTE, O PAPEL DO HOMEM NO UNIVERSO A NÃO SER COMO FILHO DE DEUS SEM OS PODERES DO PAI. COMO O GADO DO FAZENDEIRO É CUIDADO, ALIMENTADO E DEPOIS...
SE O BOI PUDESSE NOS COMPREENDER SERÍAMOS SEUS DEUSES. NOSSO AMOR POR ELES FARIA COM QUE O CUIDÁSSEMOS E O ALIMENTÁSSEMOS E O PROTEGESSEMOS. BASTARIA AGORA LHES PROMETER UMA VIDA EM CAMPOS SEMPRE VERDEJANTES, SEM MOSCAS, SEM DOENÇAS, SEM VACINAS, SEM RAÇÃO HORMONIZADA E ELES SE CONFORMARIAM EM MORRER FELIZES (PELO MENOS ASSIM PODERIAM PENSAR ATÉ A REAL HORA DA MORTE). NA HORA AGÁ TODOS OS QUE VÃO MORRER RELUTAM. POR FIM O AMOROSO DEUS DOS BOIS COMERIA A SUA CARNE E UTILIZARIA SEU COURO E SEUS OSSOS PARA CONFECCIONAR OBJETOS EM GERAL.
MAL COMPARANDO A NATUREZA DEVORA NOSSA CARNE QUANDO MORREMOS, QUANDO SOMOS ENTERRADOS OU MESMO QUANDO NOSSAS CINZAS SÃO ESPALHADAS AO VENTO.
AS IGREJAS NÃO SABEM COMO É O CÉU, O PARAÍSO, COMO AS ALMAS VIVEM POR LÁ, O QUE FAZEM, SE SE ALIMENTAM, AFINAL, COMO SERÁ O DIA A DIA NO CÉU? PERGUNTE AOS CRENTES E OS VERÃO FICAR ATURDIDOS PARA FINALMENTE DIZEREM COM O AR DE CRIANÇA MIMADA, CARENTE E DEPENDENTE QUE NADA SABE DE NADA: DEUS FARÁ O MELHOR POR NÓS E O CÉU E NOSSA VIDA LÁ SERÁ COMO ELE QUISER QUE SEJA.
VOCÊ SERÁ FELIZ, RIRÁ POR LÁ? VOCÊ TERÁ SÓ AMIGOS VERDADEIROS E LEAIS E NENHUM INIMIGO OU DESAFETO? AFINAL, POR QUE DEUS FÊZ ESSE CÉU? POR QUE FÊZ O HOMEM? POR QUE FÊZ O MUNDO? ESTA ÚLTIMA SE REFERE MAIS AO PLANETA TERRA, COMO SE ELA TIVESSE SIDO CONSTRUÍDA EM DECORRÊNCIA DA VONTADE DE ALGUÉM QUE ADMINISTRA ESTA ÁREA DO UNIVERSO. NA VERDADE O DEUS CRISTÃO SE ASSEMELHA MAIS A UM EXTRATERRESTE CONQUISTADOR ESPACIAL.
AS IGREJAS NÃO QUESTIONAM MAIS A ORIGEM DO UNIVERSO COMO UM TODO, DA MATÉRIA E DO PRÓPRIO DEUS. AÍ ENTRA A FÉ QUE ELIMINA OS QUESTIONAMENTOS EM DETERMINADOS TÓPICOS, MAS A FILOSOFIA NÃO ACEITA DOGMATISMOS. AÍ ESTÁ A FÉ E SUA RACIONALIDADE BASEADA NA IGNORÂNCIA QUE COLOCA NAS MÃOS DE UM DEUS TODA A FELICIDADE QUE ACREDITA ALGUM DIA VIR A DESFRUTAR, MESMO SEM SABER QUE FELICIDADE SERIA ESTA.
POR OUTRO LADO A FILOSOFIA NÃO SE CONTENTA COM NADA MENOS DO QUE O UNIVERSALMENTE APLICÁVEL. AS PARTICULARIDADES FICAM A CARGO DAS CIÊNCIAS. A FILOSOFIA NÃO ACEITA UM DEUS PESSOAL RESPONSÁVEL POR ADMINISTRAR DITATORIALMENTE ESTA PARTE DO UNIVERSO. DEUS ESSE QUE PODERÁ MESMO TER DERROTADO DEUSES DE OUTRAS ÁREAS DESSE UNIVERSO INFINITO, ASSIM COMO A MITOLOGIA GREGA COLOCA ZEUS E OS DEMAIS DEUSES SUBALTERNOS A ELE, POSSEIDON ADMINISTRA NO MAR, ZEUS NOS CÉUS E O INFERNO FICA A CARGO DE HADES.
NA VERDADE A IGREJA CRISTÃ SE APROPRIOU DA MITOLOGIA GREGA DE MANEIRA ATÉ, PODEMOS DIZER, DESCARADA. NA VERDADE O DEUS CRISTÃO NADA MAIS REPRESENTA DO QUE O QUE ZEUS REPRESENTAVA PARA OS GREGOS.
SE ESSE DEUS REALMENTE EXISTE AINDA NÃO TEMOS COMO PROVAR, SE ELE NÃO EXISTE TAMBÉM NÃO SE TEM RECURSOS QUE O COMPROVE. AINDA NÃO SE PODE NADA PROVAR, MAS NO FUTURO MUITA COISA PODERÁ SER ESCLARECIDA, COMO VEM SENDO INCESSANTEMENTE. SE FORMOS GADO PARA OUTRAS CIVILIZAÇÕES A CIÊNCIA VIRÁ, CERTAMENTE ALGUM DIA, A COMPROVAR, E CASO ASSIM FOSSE, O HOMEM PRECISARIA SE LIBERTAR DESSE DEUS QUE DIZ SALVAR, MAS SÓ TRÁS ILUSÃO E MORTE.
A FILOSOFIA ABRANGE O TODO, TODO O UNIVERSO INFINITO. ELA NÃO COLOCA NAS MÃOS DE NINGUÉM OS PROBLEMAS COM OS QUAIS SE DEPARA, ELA OS MANTÉM NAS PRÓPRIAS MÃOS DOS FILÓSOFOS DE FATO. CABE AO PRÓPRIO HOMEM FAZER AS ESCOLHAS QUE DELINEARÃO O FUTURO DA HUMANIDADE E ESCOLHAS FEITAS BASEADAS APENAS EM UMA FÉ NÃO PROJETAM CONFIABILIDADE E SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO DE UM PRESENTE QUE ALICERCE UM FUTURO MAIS RACIONAL E MENOS EMOCIONAL, 80 POR CENTO DE RAZÃO E 20 POR CENTO DE EMOÇÃO ME PARECE UM BOM PARÂMETRO PARA CONTRAPOR AOS NOSSOS ATUAIS 80 POR CENTO DE EMOÇÃO E VINTE POR CENTO DE RAZÃO.
POR OUTRO LADO NÃO PODEMOS NOS ESQUECER QUE MESMO A RACIONALIDADE SE BASEIA NA FÉ, NA IMAGINAÇÃO RACIONALIZADA. ESTRANHO, NÃO? AS DESCOBERTAS QUE REDIRECIONAM OS CAMINHOS DA HUMANIDADE SURGEM POR ACASO, POR INTUIÇÃO, POR REFLEXÕES COMBINADAS QUE INTERAGEM CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS COM REALIDADES DIFERENTES, COM MÉTODOS DIFERENTES. SE CRÊ QUE ALGUMA IDEIA PODERÁ DAR CERTO E POR ISTO SE INVESTE E TRABALHA NELA PARA PROVAR SUA VIABILIDADE RACIONAL, MAS TUDO COMEÇOU PELOS INDÍCIOS QUE LEVARAM A CRER, A TER FÉ DE QUE AQUELA IDEIA PODERIA VINGAR. ÀS VEZES CIENTISTAS PASSAM TODA A VIDA TENTANDO PROVAR ALGUMA COISA EM QUE ACREDITA, ALGUNS POUCOS CONSEGUEM SUCESSO, A MAIORIA NÃO, MAS TODOS INCIARAM SUAS PESQUISAS COM A FÉ DE QUE TERIAM SUCESSO NAS EMPREITADAS QUE FIZERAM. ACREDITAMOS, CREMOS QUE ALGUMA IDEIA PODERÁ DAR CERTO, SE DER ÓTIMO, TEMOS NOVAS FERRAMENTAS PARA UTILIZAR NA CONSTRUÇÃO DO MUNDO QUE DESEJAMOS, CASO NÃO, PACIÊNCIA, CONTINUEMOS PENSANDO EM NOVAS IDEIAS.
A RACIONALIDADE ESTÁ SUBORDINADA HIERARQUICAMENTE À SENSAÇÃO E À FÉ. AQUELE QUE ACREDITA TEM FÉ DE QUE IRÁ CONSEGUIR PROVAR O QUE DESEJA E DEMONSTRAR RACIONALMENTE A SUA HIPÓTESE, O SEU PONTO DE VISTA, A VISTA DE UM PONTO. DAÍ AS IGREJAS DEFINIREM PONTOS QUE NÃO CONSEGUE EXPLICAR COMO DOGMÁTICOS. ISTO É FEITO PARA INIBIR AS PESQUISAS NESTES CAMPOS, MAS AS PESQUISAS E A CURIOSIDADE NUNCA FORAM SUBLIMADAS MESMO DENTRO DAS PRÓPRIAS IGREJAS.
POR SUA VEZ A SENSAÇÃO DETERMINA O QUE SE FAZER DENTRO DA RACIONALIDADE. SE SOFRER PROCURO ALÍVIO. VEJA OS CAMINHOS DA CIÊNCIA QUE DEVEM SER, A PRIORI, EXPRESSÃO DA RACIONALIDADE HUMANA. VEJA POR EXEMPLO O CASO DA AIDS.
AS PESQUISAS SOBRE ELA SOMENTE SE DESENVOLVERAM DEPOIS QUE A CLASSE DOMINANTE, RICA, COMEÇOU A MORRER TAMBÉM, ENQUANTO ERAM APENAS HOMOSSEXUAIS, POBRES, NEGROS OU PROSTITUTAS NADA FOI FEITO. RICOS CONTAMINADOS E CONDENADOS DOARAM FORTUNAS PARA AS PESQUISAS NA ESPERANÇA DE QUE ALGUM RESULTADO PUDESSE AINDA SALVAR AS SUAS VIDAS. OS RICOS PRESSIONARAM O GOVERNO QUE PASSOU A INVESTIR NAS PESQUISAS. A FORTIORI (DA MESMA FORMA) O CÂNCER E TODAS AS DOENÇAS AINDA INCURÁVEIS SOMENTE TIVERAM RECURSOS PARA AS PESQUISAS QUE LEVARAM A MEDICAMENTOS QUE PELO MENOS ATENUAM AS DORES E PROLONGUEM A VIDA MAIS UM POUCO SOMENTE DEPOIS QUE PESSOAS EM CARGOS NO GOVERNO QUE DÃO O PODER DE DECISÃO FORAM AFETADAS DIRETAMENTE OU INDIRETAMENTE POR ESSAS DOENÇAS.
OUTRO EXEMPLO CONTUNDENTE É O FATO DAS PESQUISAS E O TRABALHO EM GERAL TEREM EM SEUS QUADROS DE PESSOAL, NÃO OS MELHORES, MAS OS MAIS “AMIGOS”. NÃO SÃO OS MAIS COMPETENTES QUE OCUPAM OS CARGOS MAIS BEM REMUNERADOS, MAS OS MAIS FIÉS AOS SEUS CHEFES, OS MAIS “AMIGOS”, OS PARENTES, ATÉ MESMO O FILHO DA EMPREGADA DO CHEFE TEM PRIORIDADE EM RELAÇÃO A UM DESCONHECIDO, POR MAIS COMPETENTE QUE ELE DEMONSTRE SER. O QUE SE VAI PESQUISAR E QUEM IRÁ PESQUISAR, PASSOS IMPORTANTES PARA A PRODUÇÃO DE UM SABER RACIONAL, NÃO SÃO, NA MAIORIA DAS VEZES, RACIONAIS.
PARA UM AGIR RACIONAL HUMANO A ONU DEVERIA SE REUNIR E DEFINIR: OS PRINCIPAIS PROBLEMAS SÃO ESTES: (EXEMPLOS) ENERGIA, ALIMENTOS, SAÚDE E SEGURANÇA. PORTANTO VAMOS INTENSIFICAR PRIORITARIAMENTE AS PESQUISAS NESSAS ÁREAS. CADA ÁREA SE REUNIRIA E RACIONALMENTE PESQUISARIA PARA DECIDIR COMO AUMENTAR A PRODUTIVIDADE DO ARROZ, PARA AUMENTAR A PARTICIPAÇÃO DA ENERGIA EÓLICA NA MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL, NOVAS PESQUISAS PARA ENTENDER MELHOR O CÂNCER, MELHORES EQUIPAMENTOS DE DEFESA PESSOAL CONTRA A RADIOATIVIDADE, NOVAS MANEIRAS DE RECUPERAR OS MARGINAIS DA SOCIEDADE ETC. VISÃO HOLÍSTICA, OBJETIVIDADE, COMPROMISSO E SERIEDADE NAS PARTICULARIDADES; ISTO É SER RACIONAL.
ISTO ACONTECEU? O QUE DIRECIONA AS PESQUISAS É O CAPITALISMO QUE SÓ INVESTE ONDE PREVÊ RETORNOS FINANCEIROS SUBSTANCIAIS, E ONDE É QUE ESTÁ O RETORNO? NA ESTÉTICA, NA BELEZA, NOS CREMES FACIAIS, NOS SHAMPOOS, NAS DEPILAÇÕES ETC. ISTO SIM DÁ MUITO DINHEIRO (NÃO COMENTO SOBRE PODER BÉLICO, VISTO SUA REDUNDÂNCIA) E, RACIONALMENTE, O CAPITALISMO ACREDITA ESTAR FAZENDO O MELHOR INVESTINDO NESTE SETOR. A RAZÃO DE UMA SOCIEDADE DEPENDE DA PRÓPRIA SOCIEDADE, SE A PREFERÊNCIA É O SUPÉRFULO, FAZER O QUÊ? VAMOS ESPERAR PORQUE TAMBÉM AS SUPERESTRELAS E BELDADES ENVELHECEM E ADOECEM E ENTÃO ELAS DOARÃO FORTUNAS PARA AS PESQUISAS DAS DOENÇAS QUE REALMENTE SÃO FATAIS PARA O HOMEM. A RAZÃO DA SOCIEDADE VAI SENDO CONSTRUÍDA AOS POUCOS, ASSIM COMO TUDO NESTE UNIVERSO.
AS PESQUISAS SEGUEM O CURSO DAS NECESSIDADES DE CADA NAÇÃO, DE CADA COMUNIDADE. O HOMEM COMO UM TODO AINDA NÃO CHEGOU AO TOPO DAS PRIORIDADES DA HUMANIDADE, MAS ESTÁ CAMINHANDO NESTA DIREÇÃO...
O CAPITALISMO EXIGE UM MÍNIMO DE 10% DE MÃO-DE-OBRA EXCEDENTE (DESEMPREGADOS). PRODUZ MUITO QUANDO A DEMANDA É GRANDE E FECHA FÁBRICAS E DEMITE QUANDO A PROCURA CAI. ISTO É SER RACIONAL? CREIO QUE NÃO, ATÉ A BEM POUCO TEMPO ERA CHAMADO DE CAPITALISMO SELVAGEM, HOJE ESTÁ UM POUCO DOMESTICADO E AJUDA UM POUCO NO QUE TANGE AO MEIO AMBIENTE E À CULTURA E PROGRAMAS SOCIAIS, UMA MISÉRIA, MAS JÁ É ALGUMA COISA. CERTA VEZ PERGUNTEI A UMA PROFESSORA DE SOCIOLOGIA, DO PARTIDO COMUNISTA, PORQUE SEU PARTIDO E OS DEMAIS PARTIDOS DOS TRABALHADORES NÃO SE MOBILIZAVAM PARA INCLUIR NA FOLHA DE PAGAMENTO DAS GRANDES EMPRESAS ESSES 10% DE OPERÁRIOS EXCEDENTES QUE A EMPRESA NECESSITAVA E ELA FICOU SEM ARGUMENTOS PARA EXPLICAR VISTO QUE SEU PARTIDO APOIA O GOVERNO ASSIM COMO OS PARTIDOS DOS TRABALHADORES E UMA CAMPANHA DESSE PORTE IRIA DEMANDAR MUITA LUTA E DESGASTE PARA O GOVERNO.
ISTO É SER RACIONAL? O RACIONAL SERIA QUE TIVÉSSEMOS UM NÚMERO DE HABITANTES FIXO NESTE PLANETA, CADA PAÍS COM O SEU CONTINGENTE FIXADO DE ACORDO COM A SUA ÁREA, SUA CAPACIDADE PRODUTIVA E SEUS RECURSOS NATURAIS. A PRODUÇÃO EM GERAL SE ESTABELECERIA VISANDO ATENDER A UM NÚMERO DE HABITANTES ESTÁVEL. O NÚMERO DE NASCIMENTOS E DE MORTE SERIA PRATICAMENTE O MESMO. ASSIM A HUMANIDADE FUNCIONARIA COMO UM ORGANISMO VIVO HARMÔNICO E ORGANIZADO, SEM FOME, COM BOA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA E MUITA PASSIVIDADE, SOFRENDO APENAS AS INTERPÉRIES E OS ATAQUES DA PRÓPRIA NATUREZA, SEM MAIS A EXISTÊNCIA DOS TERRÍVEIS MALES CAUSADOS PELO PRÓPRIO HOMEM CONTRA SEU SEMELHANTE. AFINAL, AINDA HOJE, A MAIOR DESGRAÇA QUE AFLIGE O HOMEM É PROVOCADA PELO PRÓPRIO HOMEM.
PAÍSES RICOS GASTAM FORTUNAS CULTIVANDO EM TERRAS INADEQUADAS E HAJA ADUBOS, FERTILIZANTES, PESQUISAS ETC. ENQUANTO PAÍSES POBRES POSSUEM EXCELENTES TERRAS TOTALMENTE ABANDONADAS. ISTO É SER RACIONAL?
ÀS VEZES ME PERGUNTO POR QUE O HOMEM SE INTITULA DE ANIMAL RACIONAL E SE DIFERENCIA DOS DEMAIS ANIMAIS E SERES VIVOS, AÍ EU ME LEMBRO DE QUE FOI O PRÓPRIO HOMEM QUE SE DEU ESSE EPÍTETO, COMO O REI QUE SE AUTOCOROA, SEM PÁTRIA E SEM POVO. PARA MIM A RACIONALIDADE QUE O HOMEM PLEITEIA OCASIONARÁ O SEU PRÓPRIO FIM, O FIM DA HUMANIDADE E O INÍCIO DE UMA NOVA ERA, DE UM NOVO ANIMAL QUE PODEREMOS CHAMAR DO QUE QUER QUE SEJA, MENOS DE HOMEM.
SER RACIONAL É SE DESUMANIZAR, É VIVER PARA O TODO E NÃO APENAS SE PREOCUPAR CONSIGO MESMO. A GRANDE PROBLEMÁTICA HUMANA CONSISTE EM DESCOBRIR COMO SER UM POUCO MAIS RACIONAL, MAS SEM PERDER A IMAGINAÇÃO E A ALEGRIA, A ADMIRAÇÃO E A CURIOSIDADE PERANTE O DESCONHECIDO, ENFIM, SER RACIONAL SEM SE DESENCANTAR DO MUNDO. COMO SER RACIONAL SEM PERDER A CURIOSIDADE E O DESEJO DE MERGULHAR NO DESCONHECIDO, SEM COLOCAR EM RISCO A PRÓPRIA VIDA NAS MIL E UMA AVENTURAS QUE DÃO PRAZER E ÊXTASE?
O EQUILÍBRIO DEVE SER A META, NÃO QUEREMOS SER RACIONAIS AO EXTREMO E NEM IRRACIONAIS TOTALMENTE INCONSEQUENTES, O QUE DEVEMOS PROCURAR É CONSTRUIR UM MUNDO ONDE RACIONALIDADE E IRRACIONALIDADE CAMINHEM LADO A LADO, (80% RAZÃOX 20% EMOÇÃO). OSCILAR EM TORNO DO EQUILÍBRIO DARÁ O SAL QUE A HUMANIDADE PRECISA PARA SE SENTIR VIVA E ATUANTE. DE TAL FORMA TEREMOS ORDEM E DESORDEM, ALEGRIAS E TRISTEZAS, AMOR E ÓDIO, ENFIM TEREMOS VIDAS INTENSAS INDIVIDUALIZADAS QUE PERMITIRÁ CADA HOMEM SE MONSTRAR AO MUNDO, CUMPRINDO ASSIM ESSE DESEJO INATO DE CADA UM DE NÓS. EM TORNO DO EQUILÍBRIO OS TRANSTORNOS SERÃO FACILMENTE ABSORVIDOS PELO TODO ORGANIZADO SEM MOSSAS E SEM REPRESSÕES VIOLENTAS.
FÉ E RAZÃO, QUESTÕES AINDA EM FASE DE ESTUDOS, DE REFLEXÃO, ONDE CADA UM ACREDITA ESTAR MAIS CERTO QUE OUTRO, ONDE CADA UM TENTA IMPOR SEU PONTO DE VISTA AO OUTRO, ONDE A LUTA INTER-HUMANA SEMPRE FOI DIFUSA, TORTURANTE, DITATORIAL E ASSASSINA.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
SOMOS RESPONSÁVEIS PELOS NOSSOS ATOS?
1.3 O Ser Humano é Responsável por seus Atos?
VIRGILIO PEREIRA DOS REIS - 16 08 2011
O sujeito contém as partes biológica e psicológica/mental, ou, também podemos dizer, concreta e abstrata. A parte biológica independe dele porque é herdada. Todos os seus antepassados são responsáveis... menos ele. Ele não controla nem a sua memória que registra tudo o que a ela se apresenta e mesmo os registros mais vivos, fortes, contundentes que marcam às vezes por toda a vida não foram escolhidos, selecionados, foram impostos.
Nem mesmo a capacidade de recordar uma emoção com exatidão se possui; ao se lembrar de um fato a reação a ele dependerá da nossa conjuntura atual, se estamos alegres uma lembrança muito triste passa a ser águas passadas, se estamos tristes, deprimidos, uma lembrança um pouco triste pode ser capaz de levar um sujeito a querer terminar sua própria vida por não suportar tanto sofrimento.
Nossa memória é o palco do mundo criado dentro de nós onde o passado é sempre reconstruído e ressignificado de acordo com as novas informações que a cada instante são recebidas. Vivemos nos mundos externo e interno. O interno está gravado eletromagneticamente e esse campo se torna nossa essência propagada pelo espaço, propagação esta que continuará mesmo após perdermos o corpo biológico.
O mundo interno recebe os impulsos externos comuns, mas os registros ocorrem em um determinado tempo e são associados a outros impulsos que podem ser agradáveis ou não. Algo de bom pode se tornar doloroso se quando registrado foi associado a algo trágico. Por exemplo, um abraço da mamãe é uma boa lembrança, mas se após um grande abraço ela tiver sido atropelada e morta, a lembrança do abraço se associará à perda e passará a ser uma lembrança dolorosa.
Quanto à parte abstrata, eletromagnética, os conhecimentos, exemplos e estímulos construtivos ou destrutivos que o indivíduo recebe dependem da sociedade em geral, da família e de todos os que o cercam no seu dia a dia, assim é fácil concordar que ele não é responsável por nenhum de seus atos, por mais escabrosos que possam parecer perante nossa moral.
Embora constatemos a inimputabilidade da culpa do sujeito não nos passa despercebido que “TODOS OS QUE O CERCARAM E/OU CERCAM SÃO RESPONSÁVEIS” por seu desenvolvimento e formação e, por conseguinte, seus comportamentos e atitudes. Quando um sujeito age contra a sociedade que o produziu demonstra que esta sociedade em questão ainda precisa ser aprimorada.
O interessante é que esse mesmo sujeito, inimputável, é responsável também pela formação de todos e do todo que o circunda. Ele contribui na formação de seus familiares, amigos, colegas e todos os demais seres com quem mantém contato por meio de algum de seus sentidos. Isto se dá porque, geneticamente, cada um trás habilidades ou características próprias que interagem com as habilidades e/ou características dos outros. Assim poderemos aludir que um sujeito não é responsável pelos seus atos, mas é grandemente responsável pelos atos dos outros, do seu próximo.
O mandamento cristão “amar ao próximo como a si mesmo” é bem coerente, veja bem, o próximo é aquele que nos influencia, nos constrói para o melhor ou para o pior, ele é responsável por grande parte de nossos atos assim como somos corresponsáveis pelos atos dele. Se nos relacionarmos com respeito, apreço, afeição e atenção estaremos formando um próximo de melhor conduta que por sua vez melhorará nossa própria conduta e capacidade. Ajudar ao próximo significa na verdade se autoajudar. É fato, porém, já que não é responsável por seus atos, que também não lhe pode ser imputada qualquer culpa pelos atos do próximo.
A sociedade formada pela necessidade de segurança individual não sobrevive, não consegue manter a coesão entre seus membros sem regras que permitam um inter-relacionamento equilibrado entre todos os indivíduos. Houvesse respeito entre todos os seres humanos e nenhuma lei precisaria ser escrita.
Não há respeito espontâneo entre todos e a sociedade precisa sobreviver para a sobrevivência da própria humanidade, assim a responsabilidade de atos que desrespeitam, agridam os membros da sociedade deve ser imputada ao infrator sem considerar o próximo, assim não fosse teríamos que condenar toda a humanidade.
Esta merece condenação, mas é infrutífero sequer cogitar que alguns de seus próprios membros a condenem, primeiramente porque não se tem como escolher, com isenção, aqueles que a condenariam e segundo porque seria uma perda de tempo visto que este deveria ser utilizado mais apropriadamente para aprimorá-la.
Como cada ser vivo possui seu instinto natural de preservação da vida, a sociedade também o possui. Sacrifica-se um para resguardar a segurança de muitos, seguimos a lei da natureza. Bois vão sendo jogados às piranhas para que a boiada sobreviva. A tecnologia não pára de surpreender os leigos no asunto. É possível que reformulações comportamentais possam vir a ser executadas em sujeitos não entrosados com as regras técnicas de uma humanidade una.
É preciso também não esquecer que cada um pode ter participado, direta ou indiretamente, conscientemente ou não, do plano de desconstrução e construção quando estava irmanado na plenitude do conhecimento e, portanto tudo foi previsto; este tema será discorrido no decorrer desse trabalho.
Sabe-se que a sociedade precisa de segurança e que ficaria ameaçada se esta segurança interagisse com uma zona de segurança de um sujeito em desconstrução. As leis, se não são, deveriam ser criadas para o bem comum e não para o bem de uns com uns. Qualquer agressão contra o bem comum deve, caso não seja possível transformá-la em algo que acrescente, que desenvolva, ser colocada em quarentena e isto só pode ser executado se os agressores forem reclusos.
Em termos claros: isolamento em uma prisão. Isto faz parte da natureza, a reação do organismo vivo diante de uma infecção demonstra isto muito bem. Isola e destrói. Nós na teoria isolamos para recuperar, mas na prática fazemos como a natureza.
A humanidade pode ser comparada a uma árvore e cada indivíduo a uma folha, um galho ou um ramo. Não vivemos sem ela e nem ela sem nós, somos matéria concreta e matéria abstrata que permitem uma consciência única que compõe a humanidade como um ser vivo, também único, com todas as suas funções justamente distribuídas entre todos os seus componentes.
A individualidade do sujeito sendo substituída pela individualidade da humanidade nos retribuirá bilhões de vezes mais intensamente as satisfações com que a vida nos seduz.
Vimos que, em termos de matriz biológica, os seres humanos são distintos, cabe acrescentar a exceção referente aos gêmeos verdadeiros que tecnicamente “aparentam” serem iguais, mas a ciência ainda está progredindo nessa área, se nem nosso lado esquerdo é igual simetricamente ao direito é muita pretensão querer afirmar categoricamente que dois indivíduos distintos, por mais clones que sejam, possam ser absolutamente iguais, pode até ser que as matrizes iniciais sejam, entretanto em um micro intervalo de tempo depois eles já serão diferentes porque os seus nutrientes não são idênticos, um não pode se alimentar do mesmo alimento do outro, até o leite materno que a ambos alimenta não é exatamente igual em nutrientes.
São, digamos assim, potencialmente idênticos, mas afirmar isto também é arriscado porque ainda não são conhecidas muitas pequenas particularidades do corpo humano. Como somos diferentes temos respostas diferentes aos estímulos que nos forem impingidos pelo ambiente físico e principalmente às investidas dos demais sujeitos que tentarão absorver nossa zona de segurança. Nasci assim, com essa capacidade e distinção para responder a estímulos; é compreensível então que eu não seja responsável por essas respostas.
Quanto ao desenvolvimento do recém nascido, percebe-se que, à medida que amplia sua zona de segurança, vai crescendo. O que o faz desenvolver é o contato com o ambiente físico e social, ele passa a seguir exemplos, a imitar o que respeita, a imitar as reações de desgosto, de medo, de alegria etc... É um ser totalmente interesseiro e assim passa a se comportar de acordo com seus interesses, bem parecido com o cãozinho de Pavlov, sendo que os adultos é quem são os cãezinhos e a criança o líder.
Isto se dá quando o adulto não impõe regras e limites fazendo-a ver que ela é quem depende dele. Ela exercerá o domínio sobre tudo o que conseguir e enquanto puder; afinal é a lei natural. Filhos que agridem e subjugam os pais, excetuando-se os que possuem problemas mentais, são frutos dessa criação prepotente que não ensinou a respeitar... que não definiu os limites necessários para um bom relacionamento.
Tudo o que é acrescentado como informação ao sujeito interage e provoca reações de acordo com o seu padrão biológico. Com os estímulos que recebe ele não cria nada que biologicamente não esteja capacitado e essa capacidade não lhe pertence por opção, herdou. Todas as respostas e atitudes tomadas pelo sujeito são resultados de combinações de estímulos ambientais sociais com sua capacidade biológica. Se assim acreditamos é compreensível que ninguém seja responsável pelos seus atos, sejam eles quais forem.
Vejamos agora o seguinte: se não somos responsáveis por nossos atos, nossos pais e todos os nossos antepassados que possibilitaram a geração do nosso corpo biológico o são. São também responsáveis por nossos atos todos aqueles que mantiveram qualquer tipo de contato direto conosco, principalmente nossos pais, amigos, professores e colegas de trabalho; consideraremos também os contatos indiretos através dos livros, jornais, revistas, rádio, cinema, televisão e todas as pessoas com as quais nos relacionamos nos esbarrões na rua, nos clubes, em suma todas as pessoas que se posicionam no nosso campo de visão ou de audição de alguma forma nos influencia. Todos eles são responsáveis por meus atos e não eu.
Como contraponto temos que quando me relaciono com outros eu os estou influenciando, assim constato que embora não seja responsável por meus atos sou responsável pelos atos dos outros. Mudo as estruturas em minha zona de segurança de acordo com os estímulos recebidos e, fazendo isto, estou mudando os estímulos que emito para outrem. Assim se sou responsável pelos outros, mas não sou por mim mesmo, minha responsabilidade perante aos outros é apenas culposa, não intencional, e não dolosa.
Da mesma forma que meus antepassados também não tem culpa de terem sido o que foram e terem propiciado minha geração do jeito que é. Se sou magro, gordo, sadio, doente, louco, inteligente, limitado, cego ou não, não importa, sou o que sou biologicamente porque os meus antepassados foram o que foram e ninguém pode ser responsabilizado por ser o que é.
Posicionamo-nos entre o criador e a criatura, ou seja, somos fruto da humanidade e ao mesmo tempo a somos, a construímos. Somos capazes de alterá-la porque ela nos concebeu com a finalidade de realinhar suas forças voltando-as para a formação da unidade e não porque pensamos que temos competência individualizada, inteligência, poder de decisão e vontade e poder para isto.
Estamos no meio deste binário ciclo, podemos ir para o lado positivo ou negativo, ou seja, estamos aptos para ajudar a construir ou a desconstruir. Se raciocinarmos que podemos mudar e fazer da humanidade uma estrutura mais equânime fazemos isto porque nossos corpos biológicos têm essa capacidade e o ambiente nos deu informações que pudemos interagir e assim concluir, não raciocinamos porque queremos, mas porque podemos, porque temos a capacidade material e intelectual e emocional e todas elas nos foram acrescidas, nada surgiu de dentro de nós mesmos, a santíssima trindade, a estabilidade do triângulo respeitada por diversas crenças, é possível que decorra disto: matéria biológica/concreta; matéria abstrata/psíquica e um campo magnético que interage entre os dois formando uma consciência única, resultante dos outros dois; poder-se-ia dizer que nossa consciência seria o conhecimento que dominamos o qual nos permite saber que existimos, que nos transformamos no decorrer da vida terrena, que morreremos para esta humanidade.
Essa consciência é sempre mutante e se adapta às mudanças do corpo físico e às novas informações que nos bombardeiam diuturnamente.
NÃO SOMOS RESPONSÁVEIS POR NOSSOS ATOS! Isto não quer dizer que estamos autorizados a fazer o que bem quisermos, mas sim que devemos fazer aos outros o que queremos que nos façam. Relevar os enganos dos outros para que os nossos também o sejam. Devemos agir como gostaríamos que os todos os outros agissem como estabelece o imperativo categórico kantiano.
O respeito de cada um para com todos é o cume, é o ponto preponderante da civilidade humana. O respeito é um produto espontâneo da razão em nós. Agir moralmente é agir sob o impulso do sentimento de respeito que nos inspira. O respeito é o móbil (motivador – causador - suscitador) na vida moral, mas não é o seu único fundamento. A moralidade nos impõe de maneira absoluta, um imperativo. Todas as coisas na natureza agem segundo as leis, e os seres racionais também, mas estes conhecem previamente suas leis e as fazem porque desejam que elas sejam cumpridas.
Um ser onde razão e vontade fossem um e fosse livre das influências externas, teria por objeto de escolha apenas o que a razão considerasse como bom seria então um deus. Por sua vez o homem, ser finito tem sua vontade atraída por móbiles sensíveis que às vezes estão em desacordo com as leis que visam a harmonizar uma comunidade humana, desta forma as leis se apresentam como uma imposição, um imperativo.
Primeiramente devemos respeitar o próximo, considerá-lo como um igual em quaisquer circunstâncias e depois procurar agir de forma a não agredir, já que ninguém gosta de ser agredido, de ter sua zona de segurança ameaçada. Quando a falta de respeito se manifesta o desrespeitador deve ser afastado para uma reeducação. A sociedade não pode ficar à mercê de pessoas egoístas que não respeitam e não aceitam que o limite de sua zona de segurança termina quando o outro obstrui a entrada em sua zona e você somente pode avançar com autorização para compartilhar e não para dominar.
Se somos “responsáveis” pelos atos dos outros a sociedade deve tomar medidas para preservar as zonas de seguranças individuais, todas elas, se não pela informação, pela coerção.
A coerção exercida pela sociedade obriga cada um a manter-se dentro de seus limites. A expansão das zonas de segurança deve ser obtida pelo aumento de informações teóricas e novas práticas. O conflito deve ser salutar e respeitoso. Território assim conquistado será sempre respeitado. O conquistado pela arbitrariedade se rebelará assim que tiver uma oportunidade.
Não compensa manter um território que exija um domínio diuturno, fica muito oneroso materialmente e/ou mentalmente. Creio ser desnecessário dizer que essas ações da sociedade são respostas naturais que agregam desejos individuais, desejos esses gerados pela situação atual e respostas individuais, respostas essas independentes, não subordinadas ao sujeito.
Nada, exceto o todo, o nosso deus-homem-total existe em si mesmo, um objeto ou ser adquire identidade quando é relacionado a outros seres ou objetos. Até o próprio homem somente se constitui como ser humano quando se relaciona com outros homens. Por isto ele é chamado de ser social. Os seres é que dão existência, realidade ao universo. Eu não existo em mim mesmo e sim nos outros da mesma forma que os outros existem em mim. Só me reconheço quando sou estimulado e a acumulação de estímulos recebidos na memória é uma maneira de garantir minha existência quando os outros não estiverem tão disponíveis assim, mas meus estímulos vieram dos outros.
Existo porque sinto, não apenas porque penso, penso porque sinto e o que sinto não depende de mim e sim do biológico e do abstrato adquirido/construído que me compõem. Nasci quando a fecundação formou meu corpo concreto e eletromagnético. A parte eletromagnética é resultante da concreta e assim que se forma passa a interagir com ela perfazendo um só corpo, é a janela do sujeito para o infinito. O concreto tem seus sensores que captam informações pelos cinco sentidos biológicos e o magnético capta informações pelos sentidos eletromagnéticos.
Perceber fatos nos campos eletromagnéticos dos outros ou interagir com os conhecimentos armazenados na eletricidade dos objetos é a função dos sentidos abstratos. O campo eletromagnético é capaz de inferir e interagir com todo o cosmo espaço e em todos os universos, digo todos porque cada ser vivo tem o seu. Seu campo, mesmo que infinitesimal, está presente em todos os universos.
Não sou responsável pelo que faço, mas sou responsabilizado pelo que tu és!!
O ser humano é uma pequena engrenagem de um todo incomensurável em comparação ante sua pequenez. Quando se aliena ao todo e passa a executar a função que lhe compete deixa de ser um sujeito independente para ser parte de um sujeito maior.
Quando um funcionário de uma empresa cumpre seus deveres com precisão, não falta, não adoece, não cria problemas, não reclama, não discute, não entra em polêmicas ele fica investido do princípio da invisibilidade. Quando falta logo é notado por todos, sua ausência é mais perceptível do que sua presença.
Está entrosado de tal forma que passou a ser uma ferramenta funcional dentro da empresa. Deixa de ser um sujeito com identidade, assume a identidade da empresa, sente que ela lhe pertence e que ela é a sua vida, sente que também pertence a ela.
Da mesma forma um ser humano só existe individualmente consciente e destacado quando entra em conflito com outros. Quando se recusa a ser uma peça, uma engrenagem bem lubrificada, bem ajustada, quando não depõe toda a sua independência na estrutura à que pertence, ele existe porque sente e provoca sentimento, daí vemos que para que a existência ocorra o sujeito deve sentir e também fazer com que outros sintam.
Somente existimos nos outros, sem eles nada teria sentido, não haveria referenciais que nos identificasse como um ser. Se nos privassem do outro com certeza o criaríamos, um pedaço de pau poderia se tornar o João, o outro. Se ele estiver engrenado na estrutura passará despercebido, mesmo que esteja, por dentro, inconformado, sofrendo, ele existe para si mesmo, mas a invisibilidade para os outros terminará por minar sua vitalidade o que o levará a um definhamento progressivo.
Sem o conflito ele pode existir para si, mas por pouco tempo. Para os outros somente existirá quando a sua ausência se apresentar. Daí podemos hipotetizar o porquê do mito de Adão expulso do paraíso: todo homem rejeita a submissão ao sistema natural, se rebela contra a natureza.
Somente com a rebeldia acontece o conflito. Por isso o homem procura se rebelar, contrariar, sabe que é errada a maior parte das coisas que faz, sabe... mas continua fazendo. Se fizer tudo o que sabe que deve fazer ele se alienará na natureza e na sociedade, se integrará nelas e perderá sua individualidade.
Essa perda somente será aceitável quando o sujeito padecer bastante, todo conflito dá a sensação de individualidade, gera emoção, gera uma vida própria para o sujeito. Depois de muito sofrer ele concluirá que se alienar será então a melhor alternativa e ele, conscientemente, aceitará essa nova maneira de viver e durante um determinado tempo ele ficará assim, se recuperando dos atropelos resultantes dos conflitos. Quando estiver totalmente recuperado, saudável, entrará novamente em conflito e readquirirá sua identidade.
Esse ciclo é uma nova maneira de olhar o deus-homem-total com a sua construção e desconstrução.
VIRGILIO PEREIRA DOS REIS - 16 08 2011
O sujeito contém as partes biológica e psicológica/mental, ou, também podemos dizer, concreta e abstrata. A parte biológica independe dele porque é herdada. Todos os seus antepassados são responsáveis... menos ele. Ele não controla nem a sua memória que registra tudo o que a ela se apresenta e mesmo os registros mais vivos, fortes, contundentes que marcam às vezes por toda a vida não foram escolhidos, selecionados, foram impostos.
Nem mesmo a capacidade de recordar uma emoção com exatidão se possui; ao se lembrar de um fato a reação a ele dependerá da nossa conjuntura atual, se estamos alegres uma lembrança muito triste passa a ser águas passadas, se estamos tristes, deprimidos, uma lembrança um pouco triste pode ser capaz de levar um sujeito a querer terminar sua própria vida por não suportar tanto sofrimento.
Nossa memória é o palco do mundo criado dentro de nós onde o passado é sempre reconstruído e ressignificado de acordo com as novas informações que a cada instante são recebidas. Vivemos nos mundos externo e interno. O interno está gravado eletromagneticamente e esse campo se torna nossa essência propagada pelo espaço, propagação esta que continuará mesmo após perdermos o corpo biológico.
O mundo interno recebe os impulsos externos comuns, mas os registros ocorrem em um determinado tempo e são associados a outros impulsos que podem ser agradáveis ou não. Algo de bom pode se tornar doloroso se quando registrado foi associado a algo trágico. Por exemplo, um abraço da mamãe é uma boa lembrança, mas se após um grande abraço ela tiver sido atropelada e morta, a lembrança do abraço se associará à perda e passará a ser uma lembrança dolorosa.
Quanto à parte abstrata, eletromagnética, os conhecimentos, exemplos e estímulos construtivos ou destrutivos que o indivíduo recebe dependem da sociedade em geral, da família e de todos os que o cercam no seu dia a dia, assim é fácil concordar que ele não é responsável por nenhum de seus atos, por mais escabrosos que possam parecer perante nossa moral.
Embora constatemos a inimputabilidade da culpa do sujeito não nos passa despercebido que “TODOS OS QUE O CERCARAM E/OU CERCAM SÃO RESPONSÁVEIS” por seu desenvolvimento e formação e, por conseguinte, seus comportamentos e atitudes. Quando um sujeito age contra a sociedade que o produziu demonstra que esta sociedade em questão ainda precisa ser aprimorada.
O interessante é que esse mesmo sujeito, inimputável, é responsável também pela formação de todos e do todo que o circunda. Ele contribui na formação de seus familiares, amigos, colegas e todos os demais seres com quem mantém contato por meio de algum de seus sentidos. Isto se dá porque, geneticamente, cada um trás habilidades ou características próprias que interagem com as habilidades e/ou características dos outros. Assim poderemos aludir que um sujeito não é responsável pelos seus atos, mas é grandemente responsável pelos atos dos outros, do seu próximo.
O mandamento cristão “amar ao próximo como a si mesmo” é bem coerente, veja bem, o próximo é aquele que nos influencia, nos constrói para o melhor ou para o pior, ele é responsável por grande parte de nossos atos assim como somos corresponsáveis pelos atos dele. Se nos relacionarmos com respeito, apreço, afeição e atenção estaremos formando um próximo de melhor conduta que por sua vez melhorará nossa própria conduta e capacidade. Ajudar ao próximo significa na verdade se autoajudar. É fato, porém, já que não é responsável por seus atos, que também não lhe pode ser imputada qualquer culpa pelos atos do próximo.
A sociedade formada pela necessidade de segurança individual não sobrevive, não consegue manter a coesão entre seus membros sem regras que permitam um inter-relacionamento equilibrado entre todos os indivíduos. Houvesse respeito entre todos os seres humanos e nenhuma lei precisaria ser escrita.
Não há respeito espontâneo entre todos e a sociedade precisa sobreviver para a sobrevivência da própria humanidade, assim a responsabilidade de atos que desrespeitam, agridam os membros da sociedade deve ser imputada ao infrator sem considerar o próximo, assim não fosse teríamos que condenar toda a humanidade.
Esta merece condenação, mas é infrutífero sequer cogitar que alguns de seus próprios membros a condenem, primeiramente porque não se tem como escolher, com isenção, aqueles que a condenariam e segundo porque seria uma perda de tempo visto que este deveria ser utilizado mais apropriadamente para aprimorá-la.
Como cada ser vivo possui seu instinto natural de preservação da vida, a sociedade também o possui. Sacrifica-se um para resguardar a segurança de muitos, seguimos a lei da natureza. Bois vão sendo jogados às piranhas para que a boiada sobreviva. A tecnologia não pára de surpreender os leigos no asunto. É possível que reformulações comportamentais possam vir a ser executadas em sujeitos não entrosados com as regras técnicas de uma humanidade una.
É preciso também não esquecer que cada um pode ter participado, direta ou indiretamente, conscientemente ou não, do plano de desconstrução e construção quando estava irmanado na plenitude do conhecimento e, portanto tudo foi previsto; este tema será discorrido no decorrer desse trabalho.
Sabe-se que a sociedade precisa de segurança e que ficaria ameaçada se esta segurança interagisse com uma zona de segurança de um sujeito em desconstrução. As leis, se não são, deveriam ser criadas para o bem comum e não para o bem de uns com uns. Qualquer agressão contra o bem comum deve, caso não seja possível transformá-la em algo que acrescente, que desenvolva, ser colocada em quarentena e isto só pode ser executado se os agressores forem reclusos.
Em termos claros: isolamento em uma prisão. Isto faz parte da natureza, a reação do organismo vivo diante de uma infecção demonstra isto muito bem. Isola e destrói. Nós na teoria isolamos para recuperar, mas na prática fazemos como a natureza.
A humanidade pode ser comparada a uma árvore e cada indivíduo a uma folha, um galho ou um ramo. Não vivemos sem ela e nem ela sem nós, somos matéria concreta e matéria abstrata que permitem uma consciência única que compõe a humanidade como um ser vivo, também único, com todas as suas funções justamente distribuídas entre todos os seus componentes.
A individualidade do sujeito sendo substituída pela individualidade da humanidade nos retribuirá bilhões de vezes mais intensamente as satisfações com que a vida nos seduz.
Vimos que, em termos de matriz biológica, os seres humanos são distintos, cabe acrescentar a exceção referente aos gêmeos verdadeiros que tecnicamente “aparentam” serem iguais, mas a ciência ainda está progredindo nessa área, se nem nosso lado esquerdo é igual simetricamente ao direito é muita pretensão querer afirmar categoricamente que dois indivíduos distintos, por mais clones que sejam, possam ser absolutamente iguais, pode até ser que as matrizes iniciais sejam, entretanto em um micro intervalo de tempo depois eles já serão diferentes porque os seus nutrientes não são idênticos, um não pode se alimentar do mesmo alimento do outro, até o leite materno que a ambos alimenta não é exatamente igual em nutrientes.
São, digamos assim, potencialmente idênticos, mas afirmar isto também é arriscado porque ainda não são conhecidas muitas pequenas particularidades do corpo humano. Como somos diferentes temos respostas diferentes aos estímulos que nos forem impingidos pelo ambiente físico e principalmente às investidas dos demais sujeitos que tentarão absorver nossa zona de segurança. Nasci assim, com essa capacidade e distinção para responder a estímulos; é compreensível então que eu não seja responsável por essas respostas.
Quanto ao desenvolvimento do recém nascido, percebe-se que, à medida que amplia sua zona de segurança, vai crescendo. O que o faz desenvolver é o contato com o ambiente físico e social, ele passa a seguir exemplos, a imitar o que respeita, a imitar as reações de desgosto, de medo, de alegria etc... É um ser totalmente interesseiro e assim passa a se comportar de acordo com seus interesses, bem parecido com o cãozinho de Pavlov, sendo que os adultos é quem são os cãezinhos e a criança o líder.
Isto se dá quando o adulto não impõe regras e limites fazendo-a ver que ela é quem depende dele. Ela exercerá o domínio sobre tudo o que conseguir e enquanto puder; afinal é a lei natural. Filhos que agridem e subjugam os pais, excetuando-se os que possuem problemas mentais, são frutos dessa criação prepotente que não ensinou a respeitar... que não definiu os limites necessários para um bom relacionamento.
Tudo o que é acrescentado como informação ao sujeito interage e provoca reações de acordo com o seu padrão biológico. Com os estímulos que recebe ele não cria nada que biologicamente não esteja capacitado e essa capacidade não lhe pertence por opção, herdou. Todas as respostas e atitudes tomadas pelo sujeito são resultados de combinações de estímulos ambientais sociais com sua capacidade biológica. Se assim acreditamos é compreensível que ninguém seja responsável pelos seus atos, sejam eles quais forem.
Vejamos agora o seguinte: se não somos responsáveis por nossos atos, nossos pais e todos os nossos antepassados que possibilitaram a geração do nosso corpo biológico o são. São também responsáveis por nossos atos todos aqueles que mantiveram qualquer tipo de contato direto conosco, principalmente nossos pais, amigos, professores e colegas de trabalho; consideraremos também os contatos indiretos através dos livros, jornais, revistas, rádio, cinema, televisão e todas as pessoas com as quais nos relacionamos nos esbarrões na rua, nos clubes, em suma todas as pessoas que se posicionam no nosso campo de visão ou de audição de alguma forma nos influencia. Todos eles são responsáveis por meus atos e não eu.
Como contraponto temos que quando me relaciono com outros eu os estou influenciando, assim constato que embora não seja responsável por meus atos sou responsável pelos atos dos outros. Mudo as estruturas em minha zona de segurança de acordo com os estímulos recebidos e, fazendo isto, estou mudando os estímulos que emito para outrem. Assim se sou responsável pelos outros, mas não sou por mim mesmo, minha responsabilidade perante aos outros é apenas culposa, não intencional, e não dolosa.
Da mesma forma que meus antepassados também não tem culpa de terem sido o que foram e terem propiciado minha geração do jeito que é. Se sou magro, gordo, sadio, doente, louco, inteligente, limitado, cego ou não, não importa, sou o que sou biologicamente porque os meus antepassados foram o que foram e ninguém pode ser responsabilizado por ser o que é.
Posicionamo-nos entre o criador e a criatura, ou seja, somos fruto da humanidade e ao mesmo tempo a somos, a construímos. Somos capazes de alterá-la porque ela nos concebeu com a finalidade de realinhar suas forças voltando-as para a formação da unidade e não porque pensamos que temos competência individualizada, inteligência, poder de decisão e vontade e poder para isto.
Estamos no meio deste binário ciclo, podemos ir para o lado positivo ou negativo, ou seja, estamos aptos para ajudar a construir ou a desconstruir. Se raciocinarmos que podemos mudar e fazer da humanidade uma estrutura mais equânime fazemos isto porque nossos corpos biológicos têm essa capacidade e o ambiente nos deu informações que pudemos interagir e assim concluir, não raciocinamos porque queremos, mas porque podemos, porque temos a capacidade material e intelectual e emocional e todas elas nos foram acrescidas, nada surgiu de dentro de nós mesmos, a santíssima trindade, a estabilidade do triângulo respeitada por diversas crenças, é possível que decorra disto: matéria biológica/concreta; matéria abstrata/psíquica e um campo magnético que interage entre os dois formando uma consciência única, resultante dos outros dois; poder-se-ia dizer que nossa consciência seria o conhecimento que dominamos o qual nos permite saber que existimos, que nos transformamos no decorrer da vida terrena, que morreremos para esta humanidade.
Essa consciência é sempre mutante e se adapta às mudanças do corpo físico e às novas informações que nos bombardeiam diuturnamente.
NÃO SOMOS RESPONSÁVEIS POR NOSSOS ATOS! Isto não quer dizer que estamos autorizados a fazer o que bem quisermos, mas sim que devemos fazer aos outros o que queremos que nos façam. Relevar os enganos dos outros para que os nossos também o sejam. Devemos agir como gostaríamos que os todos os outros agissem como estabelece o imperativo categórico kantiano.
O respeito de cada um para com todos é o cume, é o ponto preponderante da civilidade humana. O respeito é um produto espontâneo da razão em nós. Agir moralmente é agir sob o impulso do sentimento de respeito que nos inspira. O respeito é o móbil (motivador – causador - suscitador) na vida moral, mas não é o seu único fundamento. A moralidade nos impõe de maneira absoluta, um imperativo. Todas as coisas na natureza agem segundo as leis, e os seres racionais também, mas estes conhecem previamente suas leis e as fazem porque desejam que elas sejam cumpridas.
Um ser onde razão e vontade fossem um e fosse livre das influências externas, teria por objeto de escolha apenas o que a razão considerasse como bom seria então um deus. Por sua vez o homem, ser finito tem sua vontade atraída por móbiles sensíveis que às vezes estão em desacordo com as leis que visam a harmonizar uma comunidade humana, desta forma as leis se apresentam como uma imposição, um imperativo.
Primeiramente devemos respeitar o próximo, considerá-lo como um igual em quaisquer circunstâncias e depois procurar agir de forma a não agredir, já que ninguém gosta de ser agredido, de ter sua zona de segurança ameaçada. Quando a falta de respeito se manifesta o desrespeitador deve ser afastado para uma reeducação. A sociedade não pode ficar à mercê de pessoas egoístas que não respeitam e não aceitam que o limite de sua zona de segurança termina quando o outro obstrui a entrada em sua zona e você somente pode avançar com autorização para compartilhar e não para dominar.
Se somos “responsáveis” pelos atos dos outros a sociedade deve tomar medidas para preservar as zonas de seguranças individuais, todas elas, se não pela informação, pela coerção.
A coerção exercida pela sociedade obriga cada um a manter-se dentro de seus limites. A expansão das zonas de segurança deve ser obtida pelo aumento de informações teóricas e novas práticas. O conflito deve ser salutar e respeitoso. Território assim conquistado será sempre respeitado. O conquistado pela arbitrariedade se rebelará assim que tiver uma oportunidade.
Não compensa manter um território que exija um domínio diuturno, fica muito oneroso materialmente e/ou mentalmente. Creio ser desnecessário dizer que essas ações da sociedade são respostas naturais que agregam desejos individuais, desejos esses gerados pela situação atual e respostas individuais, respostas essas independentes, não subordinadas ao sujeito.
Nada, exceto o todo, o nosso deus-homem-total existe em si mesmo, um objeto ou ser adquire identidade quando é relacionado a outros seres ou objetos. Até o próprio homem somente se constitui como ser humano quando se relaciona com outros homens. Por isto ele é chamado de ser social. Os seres é que dão existência, realidade ao universo. Eu não existo em mim mesmo e sim nos outros da mesma forma que os outros existem em mim. Só me reconheço quando sou estimulado e a acumulação de estímulos recebidos na memória é uma maneira de garantir minha existência quando os outros não estiverem tão disponíveis assim, mas meus estímulos vieram dos outros.
Existo porque sinto, não apenas porque penso, penso porque sinto e o que sinto não depende de mim e sim do biológico e do abstrato adquirido/construído que me compõem. Nasci quando a fecundação formou meu corpo concreto e eletromagnético. A parte eletromagnética é resultante da concreta e assim que se forma passa a interagir com ela perfazendo um só corpo, é a janela do sujeito para o infinito. O concreto tem seus sensores que captam informações pelos cinco sentidos biológicos e o magnético capta informações pelos sentidos eletromagnéticos.
Perceber fatos nos campos eletromagnéticos dos outros ou interagir com os conhecimentos armazenados na eletricidade dos objetos é a função dos sentidos abstratos. O campo eletromagnético é capaz de inferir e interagir com todo o cosmo espaço e em todos os universos, digo todos porque cada ser vivo tem o seu. Seu campo, mesmo que infinitesimal, está presente em todos os universos.
Não sou responsável pelo que faço, mas sou responsabilizado pelo que tu és!!
O ser humano é uma pequena engrenagem de um todo incomensurável em comparação ante sua pequenez. Quando se aliena ao todo e passa a executar a função que lhe compete deixa de ser um sujeito independente para ser parte de um sujeito maior.
Quando um funcionário de uma empresa cumpre seus deveres com precisão, não falta, não adoece, não cria problemas, não reclama, não discute, não entra em polêmicas ele fica investido do princípio da invisibilidade. Quando falta logo é notado por todos, sua ausência é mais perceptível do que sua presença.
Está entrosado de tal forma que passou a ser uma ferramenta funcional dentro da empresa. Deixa de ser um sujeito com identidade, assume a identidade da empresa, sente que ela lhe pertence e que ela é a sua vida, sente que também pertence a ela.
Da mesma forma um ser humano só existe individualmente consciente e destacado quando entra em conflito com outros. Quando se recusa a ser uma peça, uma engrenagem bem lubrificada, bem ajustada, quando não depõe toda a sua independência na estrutura à que pertence, ele existe porque sente e provoca sentimento, daí vemos que para que a existência ocorra o sujeito deve sentir e também fazer com que outros sintam.
Somente existimos nos outros, sem eles nada teria sentido, não haveria referenciais que nos identificasse como um ser. Se nos privassem do outro com certeza o criaríamos, um pedaço de pau poderia se tornar o João, o outro. Se ele estiver engrenado na estrutura passará despercebido, mesmo que esteja, por dentro, inconformado, sofrendo, ele existe para si mesmo, mas a invisibilidade para os outros terminará por minar sua vitalidade o que o levará a um definhamento progressivo.
Sem o conflito ele pode existir para si, mas por pouco tempo. Para os outros somente existirá quando a sua ausência se apresentar. Daí podemos hipotetizar o porquê do mito de Adão expulso do paraíso: todo homem rejeita a submissão ao sistema natural, se rebela contra a natureza.
Somente com a rebeldia acontece o conflito. Por isso o homem procura se rebelar, contrariar, sabe que é errada a maior parte das coisas que faz, sabe... mas continua fazendo. Se fizer tudo o que sabe que deve fazer ele se alienará na natureza e na sociedade, se integrará nelas e perderá sua individualidade.
Essa perda somente será aceitável quando o sujeito padecer bastante, todo conflito dá a sensação de individualidade, gera emoção, gera uma vida própria para o sujeito. Depois de muito sofrer ele concluirá que se alienar será então a melhor alternativa e ele, conscientemente, aceitará essa nova maneira de viver e durante um determinado tempo ele ficará assim, se recuperando dos atropelos resultantes dos conflitos. Quando estiver totalmente recuperado, saudável, entrará novamente em conflito e readquirirá sua identidade.
Esse ciclo é uma nova maneira de olhar o deus-homem-total com a sua construção e desconstrução.
ERRAR É DESUMANO
ERRAR É DESUMANO PERDOAR É HUMANO
Virgilio Reis – 19 mai 2011
Errar é humano, perdoar é divino (perdoar aquele que erra). Este bordão vem há séculos entranhado na cultura ocidental. Se diz, se diz e, de tanto se dizer sem que haja contestações, aos poucos ele vai sendo aceito como verdadeiro, mas será que essa afirmativa tem algo de concreto, lógico que levem as pessoas a aceitarem como verídica? É possível que não. A interpretação básica deste dito nos leva a compreender que todos os seres humanos são passíveis de cometerem erros e que perdoar a quem erra é uma ação moralmente superior por parte de quem compreende a falibilidade humana.
Para início de conversa é preciso identificar de forma consistente o que vem a ser esse tal erro. Primeiramente gostaria de destacar que, sem o erro não seríamos humanos, seríamos como o deus cristão, visto que pela cultura Cristiana apenas ele é infalível, ou seja, é o único que não errou e não erra. Somos deus? Dificilmente alguém acreditaria que sim. Se não somos deus então está implícito que erramos no passado e erramos no presente e erraremos no futuro. Logo podemos concluir que errar é uma das características que identificam o ser humano. O erro é o resultado de uma escolha entre coisas que não são suficientemente conhecidas.
Não conhecemos segura e totalmente sequer uma ameba, não conhecemos totalmente nada neste mundo, estamos sempre em busca de um conhecimento total, mas quanto mais apreendemos informações mais nos conscientizamos de que muito mais ainda falta ser conhecido. Erra-se constantemente e se errará até que uma verdade incontestável individualmente e aceita universalmente se instale na humanidade por inteiro. A partir disto apenas enganos ocorrerão visto que o erro decorrente do desconhecimento de todas as variáveis que envolvem qualquer problema estaria eliminado pelo conhecimento adquirido e aceito como verídico.
Aquele que sabe e erra, na verdade se equivoca ou se descuida, mas todos temos um campo de informações e conhecimentos construídos de forma que o que para um possa ser um engano crasso, para outros, que detém menos informações e conhecimentos, não se trata de engano e sim de erro. O engano é humano e ao mesmo tempo, quando é chamado de erro, se torna um eufemismo para aliviar a culpa de quem o cometeu. O erro é decorrente da ignorância, do desconhecimento e o engano é decorrente do próprio do saber. Apenas quem sabe se engana, quem não sabe, este sim, erra.
Conceituado o erro podemos voltar ao ponto de partida: errar é humano? Perdoar é divino? Sim errar é humano, visto que muito nos falta para conhecer, mas não se pode afirmar que perdoar é divino. Afinal o que vem a ser o perdão? Perdoar implica em tirar todo o rancor, todo o ódio, todo o sentimento de vingança, todo o desejo de punir de dentro da mente de quem perdoa? Isto é possível de ser feito? Quem é capaz de odiar ou amar ao bel prazer? Quem pode controlar seus sentimentos, eliminar suas mágoas?
Quando muito, o que se vê é: coloco nas mãos de deus, a justiça divina não falta. Quem assim diz sabe muito bem que a justiça divina que ele entende como tal é mais severa do que as próprias punições feitas pela sociedade. Na verdade isto não é um perdão, é uma transferência de responsabilidade, uma troca: eu perdôo e ganho o mérito humano e divino e, ao mesmo tempo asseguro uma justiça que castigará exemplarmente aquele que ofendeu, magoou, transgrediu. Assim fica fácil não? Agora, um perdão sincero, que elimine todas as mágoas e ressentimentos, que devolva a confiança, o respeito e a amizade, na verdade não existe. O melhor que fazemos é: Perdôo-te, mas suma da minha vida. É aquela historinha de sempre: as feridas saram, mas as cicatrizes nunca desaparecem...
Perdoar é divino? Se deus existisse e perdoasse todos os transgressores o que seria deste mundo? Não, ele perdoa apenas os que se arrependem..., mas o arrependimento existe mesmo? O arrependimento acontece quando se deseja fazer algo e se acaba fazendo outro com conseqüências danosas para quem cometeu a ação ou para alguém de sua estima ou inocente estranho ao fato em si. Via de regra os arrependidos de araque afirmam, se ajoelham e juram que se arrependeram, mas se a situação se repetir de forma similar à que propiciou o mal que requereu arrependimento, invariavelmente o erro será repetido.
Se deus perdoar ele não estará aplicando a sua justiça. Perdão e justiça não combinam, misericórdia e perdão devem ser direcionados para os que erram e não para os que se enganam, os que erram nem sequer tem consciência de seu erro, outros é que o apontam. Os que sabem o que não deve ser feito e mesmo assim o faz não erram e nem se enganam estes são as ervas daninhas que não foram devidamente preparadas quando crianças. Esta história de que a justiça e a misericórdia de deus são coisas inapreensíveis para nós mortais é mais uma justificativa que procura eufeminizar nossa ignorância. O perdão divino seria a confirmação de que deus teria preparado inadequadamente o ser humano para viver em sociedade, mas como o deus não erra, não haveria então necessidade de perdão, de misericórdia, graça etc.
A sociedade é complacente com o erro e com o engano involuntário visto que engano voluntário nada mais é do que uma má ou inadequada ação cometida intencionalmente. Daí temos os crimes culposos ou dolosos. O homem perdoa o erro, perdoa o engano, mas tenta se vingar irracionalmente dos que cometem, intencionalmente, mesmo que inconscientemente, ações transgressoras que agridem os demais membros da sociedade.
Errar é humano, perdoar é uma balela onde os que perdoam não são os agredidos, mas os que julgam.
O erro é inevitável visto que tudo de algo não sabemos para podermos tomar a decisão correta sem qualquer sombra de dúvida. Se enganar é mais pessoal e comum no dia a dia e são esses enganos decorrentes da displicência, da irresponsabilidade, da falta de compromisso com a sociedade em que se vive que geram males totalmente passíveis de serem banidos da coletividade. Aviões caem, carros batem, viram, capotam, barcos afundam, tubulações explodem, grandes negócios e oportunidades são perdidos por uma falha na comunicação, a falta de clareza na comunicação gera grandes transtornos que demoram a ser superados... e tudo isto devido a enganos que não podemos denominar de pequenos ou de grandes porque de todos eles decorrem grandes males para a sociedade e para quem o pratica.
Os enganos voluntários, as transgressões que levam a violência contra a pessoa ou seu patrimônio são os responsáveis por milhares de situações de dor, desespero, angústia e revolta. Assaltos, seqüestros, desvios de verbas, tráfico em geral, furtos, escravidão, tortura, fome e morte. O intrigante é que para os enganos involuntários decorrentes da irresponsabilidade e da displicência dispomos de tribunais, conselhos de profissionais especializados, alta tecnologia para investigação etc. tudo isto visa garantir o pagamento do seguro que as seguradoras fazem de tudo para reter. Por outro lado, a violência diuturna que inferniza a vida de todos dispõe de um aparelho de segurança humano e material normalmente insuficiente e desqualificado. Por isto a cada dia temos mais mortes e violência. Em suma, se gasta mais para garantir o patrimônio do que vidas.
Não houvesse enganos voluntários e o paraíso seria aqui. A maioria de todos os males que nos afligem decorre desses enganos. Portanto se queremos um mundo melhor é preciso que esses enganos sejam erradicados e isto somente se dará quando o cidadão que se diz de bem retirar a máscara da hipocrisia e deixar de comprar objetos roubados por uma pechincha, deixar de sonegar impostos, deixar de se apropriar furtivamente do que não lhe pertence, cuidar mais uns dos outros. Pensar a médio e longo prazo, racionalmente, no coletivo e não no individual; este é o caminho.
Errar é humano, se enganar é decorrência da irresponsabilidade e da incompetência onde despreparados executam funções importantes, cometer ações inadequadas e antissociais é crime. Combater o crime deveria ser o foco principal de todo governo, pois sem segurança não há vida humana que possa ser chamada de boa.
Virgilio Reis – 19 mai 2011
Errar é humano, perdoar é divino (perdoar aquele que erra). Este bordão vem há séculos entranhado na cultura ocidental. Se diz, se diz e, de tanto se dizer sem que haja contestações, aos poucos ele vai sendo aceito como verdadeiro, mas será que essa afirmativa tem algo de concreto, lógico que levem as pessoas a aceitarem como verídica? É possível que não. A interpretação básica deste dito nos leva a compreender que todos os seres humanos são passíveis de cometerem erros e que perdoar a quem erra é uma ação moralmente superior por parte de quem compreende a falibilidade humana.
Para início de conversa é preciso identificar de forma consistente o que vem a ser esse tal erro. Primeiramente gostaria de destacar que, sem o erro não seríamos humanos, seríamos como o deus cristão, visto que pela cultura Cristiana apenas ele é infalível, ou seja, é o único que não errou e não erra. Somos deus? Dificilmente alguém acreditaria que sim. Se não somos deus então está implícito que erramos no passado e erramos no presente e erraremos no futuro. Logo podemos concluir que errar é uma das características que identificam o ser humano. O erro é o resultado de uma escolha entre coisas que não são suficientemente conhecidas.
Não conhecemos segura e totalmente sequer uma ameba, não conhecemos totalmente nada neste mundo, estamos sempre em busca de um conhecimento total, mas quanto mais apreendemos informações mais nos conscientizamos de que muito mais ainda falta ser conhecido. Erra-se constantemente e se errará até que uma verdade incontestável individualmente e aceita universalmente se instale na humanidade por inteiro. A partir disto apenas enganos ocorrerão visto que o erro decorrente do desconhecimento de todas as variáveis que envolvem qualquer problema estaria eliminado pelo conhecimento adquirido e aceito como verídico.
Aquele que sabe e erra, na verdade se equivoca ou se descuida, mas todos temos um campo de informações e conhecimentos construídos de forma que o que para um possa ser um engano crasso, para outros, que detém menos informações e conhecimentos, não se trata de engano e sim de erro. O engano é humano e ao mesmo tempo, quando é chamado de erro, se torna um eufemismo para aliviar a culpa de quem o cometeu. O erro é decorrente da ignorância, do desconhecimento e o engano é decorrente do próprio do saber. Apenas quem sabe se engana, quem não sabe, este sim, erra.
Conceituado o erro podemos voltar ao ponto de partida: errar é humano? Perdoar é divino? Sim errar é humano, visto que muito nos falta para conhecer, mas não se pode afirmar que perdoar é divino. Afinal o que vem a ser o perdão? Perdoar implica em tirar todo o rancor, todo o ódio, todo o sentimento de vingança, todo o desejo de punir de dentro da mente de quem perdoa? Isto é possível de ser feito? Quem é capaz de odiar ou amar ao bel prazer? Quem pode controlar seus sentimentos, eliminar suas mágoas?
Quando muito, o que se vê é: coloco nas mãos de deus, a justiça divina não falta. Quem assim diz sabe muito bem que a justiça divina que ele entende como tal é mais severa do que as próprias punições feitas pela sociedade. Na verdade isto não é um perdão, é uma transferência de responsabilidade, uma troca: eu perdôo e ganho o mérito humano e divino e, ao mesmo tempo asseguro uma justiça que castigará exemplarmente aquele que ofendeu, magoou, transgrediu. Assim fica fácil não? Agora, um perdão sincero, que elimine todas as mágoas e ressentimentos, que devolva a confiança, o respeito e a amizade, na verdade não existe. O melhor que fazemos é: Perdôo-te, mas suma da minha vida. É aquela historinha de sempre: as feridas saram, mas as cicatrizes nunca desaparecem...
Perdoar é divino? Se deus existisse e perdoasse todos os transgressores o que seria deste mundo? Não, ele perdoa apenas os que se arrependem..., mas o arrependimento existe mesmo? O arrependimento acontece quando se deseja fazer algo e se acaba fazendo outro com conseqüências danosas para quem cometeu a ação ou para alguém de sua estima ou inocente estranho ao fato em si. Via de regra os arrependidos de araque afirmam, se ajoelham e juram que se arrependeram, mas se a situação se repetir de forma similar à que propiciou o mal que requereu arrependimento, invariavelmente o erro será repetido.
Se deus perdoar ele não estará aplicando a sua justiça. Perdão e justiça não combinam, misericórdia e perdão devem ser direcionados para os que erram e não para os que se enganam, os que erram nem sequer tem consciência de seu erro, outros é que o apontam. Os que sabem o que não deve ser feito e mesmo assim o faz não erram e nem se enganam estes são as ervas daninhas que não foram devidamente preparadas quando crianças. Esta história de que a justiça e a misericórdia de deus são coisas inapreensíveis para nós mortais é mais uma justificativa que procura eufeminizar nossa ignorância. O perdão divino seria a confirmação de que deus teria preparado inadequadamente o ser humano para viver em sociedade, mas como o deus não erra, não haveria então necessidade de perdão, de misericórdia, graça etc.
A sociedade é complacente com o erro e com o engano involuntário visto que engano voluntário nada mais é do que uma má ou inadequada ação cometida intencionalmente. Daí temos os crimes culposos ou dolosos. O homem perdoa o erro, perdoa o engano, mas tenta se vingar irracionalmente dos que cometem, intencionalmente, mesmo que inconscientemente, ações transgressoras que agridem os demais membros da sociedade.
Errar é humano, perdoar é uma balela onde os que perdoam não são os agredidos, mas os que julgam.
O erro é inevitável visto que tudo de algo não sabemos para podermos tomar a decisão correta sem qualquer sombra de dúvida. Se enganar é mais pessoal e comum no dia a dia e são esses enganos decorrentes da displicência, da irresponsabilidade, da falta de compromisso com a sociedade em que se vive que geram males totalmente passíveis de serem banidos da coletividade. Aviões caem, carros batem, viram, capotam, barcos afundam, tubulações explodem, grandes negócios e oportunidades são perdidos por uma falha na comunicação, a falta de clareza na comunicação gera grandes transtornos que demoram a ser superados... e tudo isto devido a enganos que não podemos denominar de pequenos ou de grandes porque de todos eles decorrem grandes males para a sociedade e para quem o pratica.
Os enganos voluntários, as transgressões que levam a violência contra a pessoa ou seu patrimônio são os responsáveis por milhares de situações de dor, desespero, angústia e revolta. Assaltos, seqüestros, desvios de verbas, tráfico em geral, furtos, escravidão, tortura, fome e morte. O intrigante é que para os enganos involuntários decorrentes da irresponsabilidade e da displicência dispomos de tribunais, conselhos de profissionais especializados, alta tecnologia para investigação etc. tudo isto visa garantir o pagamento do seguro que as seguradoras fazem de tudo para reter. Por outro lado, a violência diuturna que inferniza a vida de todos dispõe de um aparelho de segurança humano e material normalmente insuficiente e desqualificado. Por isto a cada dia temos mais mortes e violência. Em suma, se gasta mais para garantir o patrimônio do que vidas.
Não houvesse enganos voluntários e o paraíso seria aqui. A maioria de todos os males que nos afligem decorre desses enganos. Portanto se queremos um mundo melhor é preciso que esses enganos sejam erradicados e isto somente se dará quando o cidadão que se diz de bem retirar a máscara da hipocrisia e deixar de comprar objetos roubados por uma pechincha, deixar de sonegar impostos, deixar de se apropriar furtivamente do que não lhe pertence, cuidar mais uns dos outros. Pensar a médio e longo prazo, racionalmente, no coletivo e não no individual; este é o caminho.
Errar é humano, se enganar é decorrência da irresponsabilidade e da incompetência onde despreparados executam funções importantes, cometer ações inadequadas e antissociais é crime. Combater o crime deveria ser o foco principal de todo governo, pois sem segurança não há vida humana que possa ser chamada de boa.
VIDA APÓS A MORTE? DEUS ME LIVRE
VIDA APÓS A MORTE? DEUS ME LIVRE RSRS
VIRGILIO PEREIRA DOS REIS 16 08 2011
MUITO SE QUESTIONA SOBRE A POSSIBILIDADE DE HAVER VIDA APÓS A MORTE. ESTE QUESTIONAMENTO, NA MAIORIA DAS VEZES PARTIDÁRIO, NUNCA ENFOCA OS PONTOS REALMENTE PRÁTICOS DA QUESTÃO.
O PRIMEIRO PONTO PARA SE QUESTIONAR SE HÁ OU NÃO VIDA APÓS A MORTE É JUSTAMENTE A DEFINIÇÃO DO PONTO ONDE COMEÇA A VIDA. PARA ALGUNS A VIDA SE INICIA NA PRIMEIRA INSPIRAÇÃO, PARA OUTROS NA FECUNDAÇÃO, PARA CERTAS PESSOAS A VIDA NÃO COMEÇA NO NASCIMENTO, MAS EM VIDAS PASSADAS, GRUPOS SEGREGÁRIOS ACREDITAM QUE A VIDA EM SI NÃO TEM O MENOR SENTIDO AO PASSO QUE OUTROS AFIRMAM QUE ELA É PLENA DE SENTIDOS. ENFIM, PARA SE PODER AFIRMAR ALGO SOBRE O INÍCIO DA VIDA, NÃO SE TEM PARÂMETROS MUNDIALMENTE ACEITOS, LOGO O QUE SE TEM SÃO IDÉIAS COERENTES OU NÃO, QUE SÃO DEFENDIDAS POR DIVERSOS SEGMENTOS DA HUMANIDADE.
NÃO SE PODE INICIAR QUALQUER COISA SOBRE ESTE TEMA SEM QUE ANTES DEFINAMOS O QUE VEM A SER VIDA E VIDA HUMANA.
DA VIDA CORPÓREA PODEMOS PRIMEIRAMENTE ANALISAR AS DEFINIÇÕES ABAIXO, EXTRAÍDAS DO DICIONÁRIO (HOLANDA, 2004), DESCONSIDERANDO OS DEMAIS INÚMEROS SIGNIFICADOS DADOS A ESTE VOCÁBULO:
“vida [Do lat. vita.] Substantivo feminino.
1. Biol. Conjunto de propriedades e qualidades graças às quais animais e plantas, ao contrário dos organismos mortos ou da matéria bruta, se mantêm em contínua atividade, manifestada em funções orgânicas tais como o metabolismo (1), o crescimento (1), a reação a estímulos, a adaptação ao meio, a reprodução (1), e outras; existência.
2. Estado ou condição dos organismos que se mantêm nessa atividade desde o nascimento até a morte; existência: O moribundo sentia fugir-lhe a vida.
5. O espaço de tempo que decorre desde o nascimento até a morte; existência.
ESTAS DEFINIÇÕES NÃO GERAM DÚVIDAS. ALGUÉM NASCE, VIVE E MORRE. NINGUÉM QUESTIONA ISTO, MAS QUANDO REALMENTE ALGUM SER NASCE, OU SEJA, QUANDO ALGUM SER DÁ INÍCIO À VIVÊNCIA DE UMA VIDA? QUANDO O CORPO QUE É O RESPONSÁVEL PELA MANIFESTAÇÃO SENSÍVEL DA VIDA PARA DE FUNCIONAR, OU SEJA, A MORTE DO CORPO, TEM SUA HORA DA MORTE DEFINIDA EM TERMOS MÉDICOS PELA MORTE CEREBRAL QUE PODE SER CONFIRMADA POR MEIO DE APARELHOS. PELO MENOS ESTE PONTO NÃO APARENTA GRANDES CONTROVÉRSIAS, AGORA, NO CASO DO NASCER, DO INÍCIO DA VIDA DE UM SER TEMOS QUE CONSIDERAR ALGO MAIS.
LEVANDO EM CONTA QUE UM CORPO INICIA SUA VIDA QUANDO COMEÇA A FAZER METABOLISMO PODEMOS DIZER QUE UM CORPO ESTÁ VIVO INSTANTANEAMENTE NO ATO DA FECUNDAÇÃO.
CLARO FIQUE QUE ESTAMOS AVALIANDO EM TERMOS DA CIÊNCIA, LOGO NOS BASEAMOS EM DEFINIÇÕES NORMALMENTE ACEITAS E ESTABELECIDAS. DIZER QUE UM CORPO RECÉM FECUNDADO SENTE, SOFRE, PENSA, TEM SUA INDIVIDUALIDADE DEFINIDA E CONSCIÊNCIA DE SI É UMA UTOPIA DESCABIDA MESMO NAS MITOLOGIAS MAIS ABSURDAS.
ESTE CORPO TEM POTENCIAL PARA VIR A SER UM SER VIVO, MAS NÃO PODEMOS NEGAR QUE SEJA UM CORPO VIVO. DENTRO DESTE ENFOQUE É POSSÍVEL ACEITAR QUE, COMO NA NATUREZA A VIDA DECORRE DA VIDA. DEVIDO À CARACTERÍSTICA REPRODUTIVA QUE UM CORPO VIVO DEVE TER, FICA MUITO DIFÍCIL ACEITAR QUE UM CORPO FECUNDADO TENHA SIDO GERADO COM BASE EM CORPOS NÃO VIVOS. DE FATO O ÓVULO E O ESPERMATOZÓIDE SÃO CORPOS CELULARES E AS CÉLULAS, DE ACORDO COM A PRÓPRIA DEFINIÇÃO DE VIDA VISTO ACIMA, SÃO TAMBÉM CORPOS VIVOS. PODEMOS DIZER QUE O ÓVULO FECUNDADO É UM CORPO VIVO, DA MESMA FORMA QUE O ÓVULO E O ESPERMATOZÓIDE QUE O COMPUSERAM. DESTA VISÃO PODEMOS ACEITAR QUE SE PODEMOS ELIMINAR CÉLULAS, ÓVULOS NÃO FECUNDADOS E ESPERMATOZÓIDES, POR QUE NÃO PODERÍAMOS TAMBÉM ELIMINAR OS ÓVULOS FECUNDADOS E NÃO DESENVOLVIDOS O SUFICIENTE PARA A MANIFESTAÇÃO DE UM SER CONSCIENTE DE SI E CAPAZ DE INTERAGIR COM O MEIO? O QUESTIONAMENTO PROSSEGUE: QUANDO PODEMOS AFIRMAR QUE UM CORPO VIVO SE TORNOU UM SER VIVO? ESTA PERGUNTA É PERTINENTE PORQUE, CORPO VIVO, TUDO O QUE EXISTE DENTRO DA NOSSA PERCEPÇÃO O É.
SE FORMOS REGREDINDO DECOMPONDO A CÉLULA, CHEGAREMOS AOS ELEMENTOS QUÍMICOS BÁSICOS E ESTES TAMBÉM SÃO COMPOSTOS DE ELÉTRONS, PRÓTONS, FÓTONS, NEUTROS, ÍONS, ENERGIA E O QUE MAIS AINDA DESCOBRIREMOS NO FUTURO. LOGO TUDO O QUE EXISTE ESTÁ VIVO, É UM CORPO VIVO. CLARO ESTÁ QUE OS ELEMENTOS BÁSICOS NÃO SE REPRODUZEM A SI MESMOS O QUE LEVA À SUPOR QUE A QUANTIDADE DE MATÉRIA E DE ENERGIA NO UNIVERSO É CONSTANTE. MAS ESTA É UMA OUTRA QUESTÃO QUE ENVOLVE A ORIGEM DO UNIVERSO, A ORIGEM DESTA MULTIPLICIDADE DE CORPOS VIVOS.
O QUE PODEMOS CONCLUIR ACEITAVELMENTE É QUE O UNIVERSO, NA SUA TOTALIDADE É UM CORPO VIVO GIGANTESCO COMPOSTO DE SEUS ELEMENTOS BÁSICOS QUE SÃO OS ELEMENTOS QUE COMPOEM OS ÁTOMOS.
DAÍ O FATO DE QUE O CORPO DE UMA CRIANÇA QUE NASCE SEM CÉREBRO DEIXA DE FUNCIONAR POUCO TEMPO DEPOIS. O CORPO ESTAVA VIVO DURANTE TODA A GESTAÇÃO, MAS UM SER VIVO NÃO IA SE FORMANDO. O ABORTO NESTES CASOS É ACEITO PELA MAIORIA DAS PESSOAS E AUTORIZADO EM DIVERSOS PAÍSES.
É O CÉREBRO QUE REPRESENTA A MANIFESTAÇÃO DO SER HUMANO QUE SE DESENVOLVE NO CORPO VIVO. TANTO ASSIM É QUE É A MORTE CEREBRAL QUE DEFINE O FIM DO CICLO VITAL DE UM SER. PARA OS QUE ACREDITAM EM REENCARNAÇÃO A FALTA DE UM ESPÍRITO, DE UMA ALMA QUE HABITE O CORPO VIVO IMPEDE QUE ESTE SOBREVIVA. LOGO, SE SE ACREDITA QUE UM ESPÍRITO ADENTROU UM CORPO EM FORMAÇÃO, NÃO SERIA IMPLAUSÍVEL ACREDITAR QUE ESSE MESMO ESPÍRITO SE DESPRENDESSE QUANDO DO FIM DO CICLO FUNCIONAL DESSE MESMO CORPO. MAS ESTA NÃO É A QUESTÃO QUE ESTAMOS PROCURANDO COMPREENDER. NA NATUREZA NÃO TEMOS EXEMPLOS CLAROS DE CORPOS QUE RECEBEM ESPÍRITOS NEM DE ESPÍRITOS QUE DEIXAM SEUS CORPOS.
UM SER VIVO ESTÁ VIVO QUANDO ELE É CAPAZ DE SENTIR E SABER DEFINIR O QUE SENTE AO INTERAGIR COM O MEIO.
DENTRO DESTE NOVO ASPECTO, UM ÓVULO FECUNDADO, APÓS ALGUMAS SEMANAS DE DESENVOLVIMENTO, APRESENTA ARTICULAÇÕES E CONTRAÇÕES MUSCULARES MOTIVADAS PELO MEIO QUE O PRESSIONA. ELE SENTE, ELE SOFRE, ELE RI. PODEMOS ACREDITAR QUE TEMOS UM SER VIVO COMEÇANDO A APRENDER, A FORMAR A SUA MEMÓRIA, A FORMAR A SUA ESTRUTURA MENTAL QUE O TORNA UM SER VIVO RECONHECIDO. MAS QUANTAS SEMANAS SERIAM NECESSÁRIAS PARA QUE ISTO OCORRESSE?ALGUNS ESTABELECERAM TRÊS MESES COMO LIMITE PARA QUE UM ABORTO PUDESSE SER REALIZADO SEM QUE UM CRIME FOSSE COMETIDO PORQUE ATÉ AÍ TERÍAMOS APENAS UM CORPO VIVO E NÃO UM SER VIVO.
MUITOS ACREDITAM QUE SOMENTE NA PRIMEIRA INSPIRAÇÃO A CORPO HUMANO ADQUIRE O ESTATUS DE SER VIVO, O QUE TORNARIA O ABORTO ACEITÁVEL ATÉ A OCASIÃO EM QUE A CRIANÇA AINDA NÃO TIVESSE SEU SISTEMA RESPIRATÓRIO COMPLETO, OU SEJA, SE A CRIANÇA FOSSE RETIRADA ELA NÃO TERIA SUA CONSTITUIÇÃO FÍSICA DESENVOLVIDA O SUFICIENTE PARA PERMITI-LA RESPIRAR.
O SER VIVO COMEÇA QUANDO TOMA CONSCIÊNCIA DE SI (SOMENTE POSTERIORMENTE IDENTIFICA O OUTRO), MAS, QUANDO ISTO OCORRE, NÃO SE PODE AINDA PRECISAR. ESTA QUESTÃO DO ABORTO CRIA POLÊMICAS DEVIDO ÀS DIVERSAS CRENÇAS (RELIGIOSAS OU NÃO) QUE NÃO PODEMOS ESCLARECER E ESTABELECER PARÂMETROS LÓGICOS E UNIVERSALMENTE ACEITOS QUE DEFINAM O MOMENTO EXATO DE TAL SURGIMENTO DO SER VIVO. CERTAMENTE PODEMOS AFIRMAR QUE O SER VIVO SE MANIFESTA COMO TAL QUANDO SEU CÉREBRO COMEÇA A FUNCIONAR, MESMO QUE RUDIMENTALMENTE, E SE TORNA CAPAZ DE ARMAZENAR INFORMAÇÕES E REAGIR A ELAS DE FORMA SIMILAR NAS SUAS REPETIÇÕES. OU SEJA, SE TORNA UM SER HUMANO QUANDO COMEÇA A SER CAPAZ DE APRENDER.
ESTABELECIDO ESTE PONTO PODEMOS ENTÃO PASSAR PARA UM SEGUNDO PONTO: QUAL É A IDENTIDADE DE UM SER VIVO? QUAL É A CARACTERÍSTICA QUE TORNA UM SER VIVO ESPECÍFICO EM RELAÇÃO AOS DEMAIS DE SUA ESPÉCIE?
TENHO UMA PERNA, TENHO OLHOS, TENHO ÓRGÃOS CARDIOVASCULARES, ÓRGÃOS QUE FORMAM OS SISTEMAS RESPIRATÓRIO E DIGESTIVOS, TENHO UMA MEMÓRIA, TENHO OS SENTIDOS QUE ME PERMITEM INTERAGIR E ME FAZER NOTADO NO MUNDO. TENHO TUDO ISTO, MAS NÃO SOU NADA DO QUE TENHO? POSSO PERDER UMA PERNA, POSSO PERDER A MEMÓRIA, POSSO PERDER BRAÇOS, PERNAS E ÓRGÃOS NÃO VITAIS QUE CONTINUO SENDO EU MESMO. POSSO PERDER UM OU OUTRO SENTIDO, MESMO SE PERDER TODOS ELES MAS AINDA TIVER MEMÓRIA PARA RECORDAR O QUE ELES PERCEBERAM ATÉ ENTÃO CONTINUAREI EXISTINDO, CONTINUAREI SENDO EU.SE PECO QUALQUER ÓRGÃO VITAL MORRO, A MORTE LEVA AO FIM DE TODO O ORGANISMO COPORAL E MENTA, SEM CORPO NÃO HÁ MENTE, SEM MENTE QUE MANIPULE OS DADOS RECEBIDOS DE FORA E ARMAZENADOS NA MEMÓRIA NÃO EXISTE EU.
POXA, O QUE SOU EU ENTÃO? NÃO SOU NADA EM ESPECÍFICO DO QUE TENHO, NÃO SOU A VIDA DO CORPO PORQUE ELE PODERÁ VIVER POR MEIO DE APARELHOS MESMO APÓS A MORTE CEREBRAL. CRIANÇAS NASCEM SEM CÉREBRO E SOBREVIVEM ALGUM TEMPO. ENTÃO TAMBÉM NÃO SOMOS O CÉREBRO. SOMO UMA CAPACIDADE, SOMOS UMA EMANÊNCIA DO CORPO, SOMOS O EXPOENTE DA INTERAÇÃO ENTRE O QUE PERCEBEMOS DO MUNDO EXTERIOR A NÓS MESMOS, COMPARAMOS COM O QUE EXISTE NO NOSSO MUNDO INTERIOR GRAVADO NA MEMÓRIA CEREBRAL E, APÓS ESSA COMPARAÇÃO, FAZEMOS UMA ESCOLHA, DEFINIMOS O QUE VEMOS, ONDE ESTAMOS, SE O QUE SENTIMOS É BOM OU NÃO ETC.
SOMOS NADA MAIS NADA MENOS DO QUE UM PROGRAMA QUE MANIPULA INFORMAÇÕES CONTINUAMENTE E APRESENTA A CADA INTERVALO DE TEMPO INFINITESIMAL UM NOVO QUADRO ONDE ATUAMOS E NOS POSICIONAMOS NO MUNDO. SOMOS UMA MANIFESTAÇÃO RESULTANTE DA COMBINAÇÃO COMPARATIVA DAS INFORMAÇÕES EXTERNAS COM OS REGISTROS ARMAZENADOS NA MEMÓRIA.
SE SOMOS AS MANIFESTAÇÕES, OS RESULTADOS DAS COMPARAÇÕES ENTRE INFORMAÇÕES RECEBIDAS DO MUNDO EXTERIOR E INFORMAÇÕES ARMAZENADAS NO MUNDO INTERIOR PODERÍAMOS DEDUZIR QUE SEM UMA DELAS NÃO MAIS EXISTIREMOS, ENTRETANTO TEMOS A CAPACIDADE DE MANIPULAR AS INFORMAÇÕES DA PRÓPRIA MEMÓRIA, POSSO MANIPULAR DADOS DISTINTOS ARMAZENADOS NA MEMÓRIA E EXTRAPOLÁLOS, CRIAR NOVAS INFORMAÇÕES A PARTIR DO QUE JÁ ESTÁ ARMAZENADO. ESTA É UMA CONCLUSÃO QUE PODE LEVAR A QUESTIONAMENTOS SOBRE A MORTE CEREBRAL. ESTA É DEFINIDA QUANDO O CÉREBRO DEIXA DE RESPONDER A ESTÍMULOS EXTERNOS E ESSA PARALISAÇÃO PODE SER NOTADA POR MEIO DE APARELHOS. ENTRETANTO, SERÁ QUE AS INFORMAÇÕES ENTRE DADOS INTERNOS DA MEMÓRIA TAMBÉM APARECEM NA IMAGENS FORNECIDAS PELOS INSTRUMENTOS? PARA QUANDO SONHAMOS EXISTEM APARELHOS REGISTRAM NOSSA ATIVIDADE CEREBRAL, MAS SERÁ QUE O SONHO ENVOLVE APENAS DADOS INTERNOS? SERÁ QUE DADOS EXTERNOS FORNECIDOS PELO PRÓPRIO CORPO NÃO CONTRIBUEM PARA A CONCRETIZAÇÃO DO ATO DE SONHAR? DEIXAR DE SENTIR, DEIXAR DE RECEBER INFORMAÇÕES EXTERNAS LEVA A UMA SITUAÇÃO BASTANTE ESPECÍFICA PORQUE MESMO NOSSO CORPO, INTERNAMENTE, PODE EMITIR INFORMAÇÕES PARA A MEMÓRIA. ESTAS, PARA ELA, SERÃO EXTERNAS.
TERÍAMOS QUE SER APENAS MENTE PARA AFIRMAR QUE NÃO RECEBEMOS QUAISQUER ESTÍMULOS EXTERNOS. MESMO FUNCIONANDO APENAS POR MEIO DE APARELHOS ESTE FUNCIONAMENTO GERA ESTÍMULOS EXTERNOS PARA O CÉREBRO E A MEMÓRIA. PODE ACONTECER DE O CÉREBRO NÃO MAIS REAGIR A ESTÍMULOS EXTERNOS, MESMOS OS PROVOCADOS PELOS INSTRUMENTOS E NEM POR ISTO PODERÍAMOS AFIRMAR CATEGORICAMENTE QUE O SUJEITO DEIXOU DE EXISTIR. NÃO CONHECEMOS QUANDO SE DÁ O CESSAR DA MANIPULAÇÃO INTERNA NA MENTE.
DAÍ TANTOS QUESTIONAMENTOS E DÚVIDAS E CRENÇAS SOBRE A VIDA, SOIBRE É QUE É ESTAR VIVO. MESMO SEM MEMÓRIA PODE-SE VIVER O PRESENTE QUE SE TORNARÁ INÉDITO, NOVO A CADA INTERVALO DE TEMPO. SERIA DIFÍCIL VIVER EM SOCIEDADE E MESMO SOBREVIVER DESTA MANEIRA, DA MESMA FORMA VIVER SEM AS CONTÍNUAS INFORMAÇÕES EXTERNAS VIVER SERIA MUITO DIFÍCIL. PODERIA SE TORNAR MONÓTONO, TRISTE, DESEPERANÇOSO. TALVEZ POR ISTO SE ACEITA TÃO FACILMENTE QUE QUANDO O CÉREBRO DEIXA DE REAGIR DE FORMA PERCEPTÍVEL NOS INSTRUMENTOS MÉDICOS O SUJEITO DEIXOU DE VIVER E BASTA DESLIGAR OS APARELHOS PARA O CORPO SE CORROMPER DEFINITIVAMENTE.
A MEMÓRIA INTERNA É NECESSÁRIA E NOSSA CAPACIDADE DE PENSAR, ESSA CAPACIDADE QUE NOS PERMITIU CHAMAR A NÓS MESMOS DE RACIONAIS SE DEVE A ELA. OS ANIMAIS SÃO CHAMADOS ANIMAIS PORQUE POSSUEM MEMÓRIAS PEQUENAS INCAPAZES DE ARMAZENAR INFORMAÇÕES NA QUANTIDADE SUFICIENTE QUE LHES PERMITAM COMPARAR, ANALISAR, DEDUZIR E ORIENTAR NAS ESCOLHAR QUE TODO SER VIVO FAZ. OS ANIMAIS FAZEM AS COISAS POR INSTINTO, NA VERDADE ESSE INSTINTO SE TRATA DE UMA MEMÓRIA INTERNA ENTRANHADA NOS ANIMAIS (E EM NÓS HUMANOS) E SEM ELA ELES PROVAVELMENTE NÃO SOBREVIVERIAM.
QUANTO MENOR A MEMÓRIA MENOR A CONSCIÊNCIA DE SI, MENOR A CONSCIÊNCIA PARA SI. É GARAÇAS À MEMÓRIA QUE O HOMEM SE IMPÔS NA HIERARQUIA ANIMAL, ELA É A SUA MAIOR ARMA PORQUE GUARDA O CONHECIMENTO CONSTRUÍDO DURANTE MILHARES DE ANOS, SE TIVESSEMOS NÓS MESMOS DE INVENTAR O TLEFONE, A ENERGIA, O GÁS ENCANADO, REMÉDIOS, MOTORES, TECIDOS ETC. E NÃO RETIVÉSSEMOS ESSA TECNOLOGIA, SE NÃO A GUARDÁSSEMOS NAS ORGANIZAÇÕES E SITEMAS DE CONVIVÊNCIAS SOCIAIS QUE FOMOS POUCO A POUCO CONSTRUINDO É QUASE CERTO QUE AINDA ESTARÍAMOS NA IDADE DA PEDRA E TALVEZ EXTINTOS.
MEMÓRIA: SOMOS SUJEITOS CONSCIENTES DE SI E DO OUTRO PORQUE TEMOS MEMÓRIA. MAS NÃO A SOMOS. O QUE VIMOS A SER?
SOMOS A CAPACIDADE DE MANIPULAR SISTEMATICAMENTE AS INFORMAÇÕES QUE SE NOS CHEGAM E ESTA MANIPULAÇÃO VISA A ORGANIZÁ-LAS, A ADAPTÁ-LAS, A RELACIONÁ-LAS PARA QUE SE CHEGUE A UMA SITUAÇÃO HARMONIOSA, SEM SOBRESSALTOS, SEM DECEPÇÕES, SEM FRUSTRAÇÕES, QUE OBJETIVE MAIS PAS, ALEGRIA E PRAZER PARA SI MESMO E PARA O OUTRO.
SOMOS, COMO SE DIZIA NO FILME MATRIX, UM VIRUS. A VIDA É O VIRUS QUE MANIPULA INFORMAÇÕES SEGUNDO UM FIM ESPECÍFICO, CADA ESPÉCIE POSSUI O SEU FIM ESPECÍFICO. O HOMEMBUSCA A FELICIDADE INSTINTIVAMENTE E MANIPULA AS INFORMAÇÕES RECEBIDAS NO SENTIDO DE CONSTRUIR UMA SITUAÇÃO PRAZEROSA PARA O SEU CORPO E PARA SI, PARA O SEU EU. O EU NÃO TEM CIÊNCIA DE SI, ELE EXISTE COMO UM PRODUTO, COMO O RESULTADO DAS MANIPULAÇÕES DOS DADOS COM O OBJETIVO DE PRODUZIR MAIS INFORMAÇÕES QUE ACALMEM E PROVOQUEM SENSAÇÕES PRAZEROSAS PARA O CORPO.
O EU VIVE E SENTE NÃO POR SI MESMO, MAS PELO CORPO. SÃO AS SENSAÇÕES DO SEU CORPO QUE LHE DÃO A SENSAÇÃO DE ESTAR FELIZ, DE ESTAR ALEGRE, EUFÓRICO ETC. MESMO QUANDO ESTAS SENSAÇÕES SE TORNAM APENAS LEMBRANÇAS.
SOU E NÃO SOU. SOU PORQUE SOU, MAS EM MIM MESMO NADA SOU. SOU UM RESULTADO ABSTRATO DAQUILO QUE REALMENTE EXISTE COMO MATÉRIA. SOU UMA MANIFESTAÇÃO DA MATÉRIA. O QUE ME DIFERE DO NADA É QUE SOU O QUE SOU E ESTE EU QUE SOU RESULTA DE UMA LEI NATURAL QUE REGE O MEU CORPO QUE DETERMINA: SE AUTOREALIMENTE, SOBREVIVA, VIVA, SEJA FELIZ SEMPRE.
ESTE RACIOCÍNIO LEVA A SEGUINTE POSIÇÃO: SE EXISTO COMO MANIFESTAÇÃO DO CORPO VIVO É EVIDENTE DE QUE DEIXAREI DE EXISTIR QUANDO DA CORRUPÇÃO DESTE MESMO CORPO. LOGO NÃO SE PODE, RACIONALMENTE ANALISANDO, ESPERAR QUE ESTE SER QUE SOU POSSA SOBREVIVER APÓS A MORTE FÍSICA DO CORPO. MUITOS USAM ESTE MESMO RACIOCÍNIO PARA MOSTRAR JUSTAMENTE QUE SOMOS ESPÍRITO E QUE COMO NÃO SOMOS FEITOS DE MATÉRIA PODEMOS MUITO BEM SOBREVIVER FORA DO CORPO. A QUESTÃO É: QUE INFORMAÇÕES EU IRIA MANIPULAR? QUAL CORPO EU IRIA HABITAR? SEM CORPO, SEM INFORMAÇÕES, SEM INFORMAÇÕES EU NÃO ATUO, SE NÃO ATUO NÃO EXISTO, ALÉM DO QUE NÃO TENHO MEMÓRIA PARA NADA LEMBRAR E NEM RETENHO NADA QUE ME FAÇA CONTINUAR A SER O QUE ERA. SE NADA ERA A NÃO SER RESULTADO, SEM EQUAÇÕES NÃO HAVERÁ MAIS RESULTADOS, NÃO HAVERÁ MAIS EU.
VIRGILIO PEREIRA DOS REIS 16 08 2011
MUITO SE QUESTIONA SOBRE A POSSIBILIDADE DE HAVER VIDA APÓS A MORTE. ESTE QUESTIONAMENTO, NA MAIORIA DAS VEZES PARTIDÁRIO, NUNCA ENFOCA OS PONTOS REALMENTE PRÁTICOS DA QUESTÃO.
O PRIMEIRO PONTO PARA SE QUESTIONAR SE HÁ OU NÃO VIDA APÓS A MORTE É JUSTAMENTE A DEFINIÇÃO DO PONTO ONDE COMEÇA A VIDA. PARA ALGUNS A VIDA SE INICIA NA PRIMEIRA INSPIRAÇÃO, PARA OUTROS NA FECUNDAÇÃO, PARA CERTAS PESSOAS A VIDA NÃO COMEÇA NO NASCIMENTO, MAS EM VIDAS PASSADAS, GRUPOS SEGREGÁRIOS ACREDITAM QUE A VIDA EM SI NÃO TEM O MENOR SENTIDO AO PASSO QUE OUTROS AFIRMAM QUE ELA É PLENA DE SENTIDOS. ENFIM, PARA SE PODER AFIRMAR ALGO SOBRE O INÍCIO DA VIDA, NÃO SE TEM PARÂMETROS MUNDIALMENTE ACEITOS, LOGO O QUE SE TEM SÃO IDÉIAS COERENTES OU NÃO, QUE SÃO DEFENDIDAS POR DIVERSOS SEGMENTOS DA HUMANIDADE.
NÃO SE PODE INICIAR QUALQUER COISA SOBRE ESTE TEMA SEM QUE ANTES DEFINAMOS O QUE VEM A SER VIDA E VIDA HUMANA.
DA VIDA CORPÓREA PODEMOS PRIMEIRAMENTE ANALISAR AS DEFINIÇÕES ABAIXO, EXTRAÍDAS DO DICIONÁRIO (HOLANDA, 2004), DESCONSIDERANDO OS DEMAIS INÚMEROS SIGNIFICADOS DADOS A ESTE VOCÁBULO:
“vida [Do lat. vita.] Substantivo feminino.
1. Biol. Conjunto de propriedades e qualidades graças às quais animais e plantas, ao contrário dos organismos mortos ou da matéria bruta, se mantêm em contínua atividade, manifestada em funções orgânicas tais como o metabolismo (1), o crescimento (1), a reação a estímulos, a adaptação ao meio, a reprodução (1), e outras; existência.
2. Estado ou condição dos organismos que se mantêm nessa atividade desde o nascimento até a morte; existência: O moribundo sentia fugir-lhe a vida.
5. O espaço de tempo que decorre desde o nascimento até a morte; existência.
ESTAS DEFINIÇÕES NÃO GERAM DÚVIDAS. ALGUÉM NASCE, VIVE E MORRE. NINGUÉM QUESTIONA ISTO, MAS QUANDO REALMENTE ALGUM SER NASCE, OU SEJA, QUANDO ALGUM SER DÁ INÍCIO À VIVÊNCIA DE UMA VIDA? QUANDO O CORPO QUE É O RESPONSÁVEL PELA MANIFESTAÇÃO SENSÍVEL DA VIDA PARA DE FUNCIONAR, OU SEJA, A MORTE DO CORPO, TEM SUA HORA DA MORTE DEFINIDA EM TERMOS MÉDICOS PELA MORTE CEREBRAL QUE PODE SER CONFIRMADA POR MEIO DE APARELHOS. PELO MENOS ESTE PONTO NÃO APARENTA GRANDES CONTROVÉRSIAS, AGORA, NO CASO DO NASCER, DO INÍCIO DA VIDA DE UM SER TEMOS QUE CONSIDERAR ALGO MAIS.
LEVANDO EM CONTA QUE UM CORPO INICIA SUA VIDA QUANDO COMEÇA A FAZER METABOLISMO PODEMOS DIZER QUE UM CORPO ESTÁ VIVO INSTANTANEAMENTE NO ATO DA FECUNDAÇÃO.
CLARO FIQUE QUE ESTAMOS AVALIANDO EM TERMOS DA CIÊNCIA, LOGO NOS BASEAMOS EM DEFINIÇÕES NORMALMENTE ACEITAS E ESTABELECIDAS. DIZER QUE UM CORPO RECÉM FECUNDADO SENTE, SOFRE, PENSA, TEM SUA INDIVIDUALIDADE DEFINIDA E CONSCIÊNCIA DE SI É UMA UTOPIA DESCABIDA MESMO NAS MITOLOGIAS MAIS ABSURDAS.
ESTE CORPO TEM POTENCIAL PARA VIR A SER UM SER VIVO, MAS NÃO PODEMOS NEGAR QUE SEJA UM CORPO VIVO. DENTRO DESTE ENFOQUE É POSSÍVEL ACEITAR QUE, COMO NA NATUREZA A VIDA DECORRE DA VIDA. DEVIDO À CARACTERÍSTICA REPRODUTIVA QUE UM CORPO VIVO DEVE TER, FICA MUITO DIFÍCIL ACEITAR QUE UM CORPO FECUNDADO TENHA SIDO GERADO COM BASE EM CORPOS NÃO VIVOS. DE FATO O ÓVULO E O ESPERMATOZÓIDE SÃO CORPOS CELULARES E AS CÉLULAS, DE ACORDO COM A PRÓPRIA DEFINIÇÃO DE VIDA VISTO ACIMA, SÃO TAMBÉM CORPOS VIVOS. PODEMOS DIZER QUE O ÓVULO FECUNDADO É UM CORPO VIVO, DA MESMA FORMA QUE O ÓVULO E O ESPERMATOZÓIDE QUE O COMPUSERAM. DESTA VISÃO PODEMOS ACEITAR QUE SE PODEMOS ELIMINAR CÉLULAS, ÓVULOS NÃO FECUNDADOS E ESPERMATOZÓIDES, POR QUE NÃO PODERÍAMOS TAMBÉM ELIMINAR OS ÓVULOS FECUNDADOS E NÃO DESENVOLVIDOS O SUFICIENTE PARA A MANIFESTAÇÃO DE UM SER CONSCIENTE DE SI E CAPAZ DE INTERAGIR COM O MEIO? O QUESTIONAMENTO PROSSEGUE: QUANDO PODEMOS AFIRMAR QUE UM CORPO VIVO SE TORNOU UM SER VIVO? ESTA PERGUNTA É PERTINENTE PORQUE, CORPO VIVO, TUDO O QUE EXISTE DENTRO DA NOSSA PERCEPÇÃO O É.
SE FORMOS REGREDINDO DECOMPONDO A CÉLULA, CHEGAREMOS AOS ELEMENTOS QUÍMICOS BÁSICOS E ESTES TAMBÉM SÃO COMPOSTOS DE ELÉTRONS, PRÓTONS, FÓTONS, NEUTROS, ÍONS, ENERGIA E O QUE MAIS AINDA DESCOBRIREMOS NO FUTURO. LOGO TUDO O QUE EXISTE ESTÁ VIVO, É UM CORPO VIVO. CLARO ESTÁ QUE OS ELEMENTOS BÁSICOS NÃO SE REPRODUZEM A SI MESMOS O QUE LEVA À SUPOR QUE A QUANTIDADE DE MATÉRIA E DE ENERGIA NO UNIVERSO É CONSTANTE. MAS ESTA É UMA OUTRA QUESTÃO QUE ENVOLVE A ORIGEM DO UNIVERSO, A ORIGEM DESTA MULTIPLICIDADE DE CORPOS VIVOS.
O QUE PODEMOS CONCLUIR ACEITAVELMENTE É QUE O UNIVERSO, NA SUA TOTALIDADE É UM CORPO VIVO GIGANTESCO COMPOSTO DE SEUS ELEMENTOS BÁSICOS QUE SÃO OS ELEMENTOS QUE COMPOEM OS ÁTOMOS.
DAÍ O FATO DE QUE O CORPO DE UMA CRIANÇA QUE NASCE SEM CÉREBRO DEIXA DE FUNCIONAR POUCO TEMPO DEPOIS. O CORPO ESTAVA VIVO DURANTE TODA A GESTAÇÃO, MAS UM SER VIVO NÃO IA SE FORMANDO. O ABORTO NESTES CASOS É ACEITO PELA MAIORIA DAS PESSOAS E AUTORIZADO EM DIVERSOS PAÍSES.
É O CÉREBRO QUE REPRESENTA A MANIFESTAÇÃO DO SER HUMANO QUE SE DESENVOLVE NO CORPO VIVO. TANTO ASSIM É QUE É A MORTE CEREBRAL QUE DEFINE O FIM DO CICLO VITAL DE UM SER. PARA OS QUE ACREDITAM EM REENCARNAÇÃO A FALTA DE UM ESPÍRITO, DE UMA ALMA QUE HABITE O CORPO VIVO IMPEDE QUE ESTE SOBREVIVA. LOGO, SE SE ACREDITA QUE UM ESPÍRITO ADENTROU UM CORPO EM FORMAÇÃO, NÃO SERIA IMPLAUSÍVEL ACREDITAR QUE ESSE MESMO ESPÍRITO SE DESPRENDESSE QUANDO DO FIM DO CICLO FUNCIONAL DESSE MESMO CORPO. MAS ESTA NÃO É A QUESTÃO QUE ESTAMOS PROCURANDO COMPREENDER. NA NATUREZA NÃO TEMOS EXEMPLOS CLAROS DE CORPOS QUE RECEBEM ESPÍRITOS NEM DE ESPÍRITOS QUE DEIXAM SEUS CORPOS.
UM SER VIVO ESTÁ VIVO QUANDO ELE É CAPAZ DE SENTIR E SABER DEFINIR O QUE SENTE AO INTERAGIR COM O MEIO.
DENTRO DESTE NOVO ASPECTO, UM ÓVULO FECUNDADO, APÓS ALGUMAS SEMANAS DE DESENVOLVIMENTO, APRESENTA ARTICULAÇÕES E CONTRAÇÕES MUSCULARES MOTIVADAS PELO MEIO QUE O PRESSIONA. ELE SENTE, ELE SOFRE, ELE RI. PODEMOS ACREDITAR QUE TEMOS UM SER VIVO COMEÇANDO A APRENDER, A FORMAR A SUA MEMÓRIA, A FORMAR A SUA ESTRUTURA MENTAL QUE O TORNA UM SER VIVO RECONHECIDO. MAS QUANTAS SEMANAS SERIAM NECESSÁRIAS PARA QUE ISTO OCORRESSE?ALGUNS ESTABELECERAM TRÊS MESES COMO LIMITE PARA QUE UM ABORTO PUDESSE SER REALIZADO SEM QUE UM CRIME FOSSE COMETIDO PORQUE ATÉ AÍ TERÍAMOS APENAS UM CORPO VIVO E NÃO UM SER VIVO.
MUITOS ACREDITAM QUE SOMENTE NA PRIMEIRA INSPIRAÇÃO A CORPO HUMANO ADQUIRE O ESTATUS DE SER VIVO, O QUE TORNARIA O ABORTO ACEITÁVEL ATÉ A OCASIÃO EM QUE A CRIANÇA AINDA NÃO TIVESSE SEU SISTEMA RESPIRATÓRIO COMPLETO, OU SEJA, SE A CRIANÇA FOSSE RETIRADA ELA NÃO TERIA SUA CONSTITUIÇÃO FÍSICA DESENVOLVIDA O SUFICIENTE PARA PERMITI-LA RESPIRAR.
O SER VIVO COMEÇA QUANDO TOMA CONSCIÊNCIA DE SI (SOMENTE POSTERIORMENTE IDENTIFICA O OUTRO), MAS, QUANDO ISTO OCORRE, NÃO SE PODE AINDA PRECISAR. ESTA QUESTÃO DO ABORTO CRIA POLÊMICAS DEVIDO ÀS DIVERSAS CRENÇAS (RELIGIOSAS OU NÃO) QUE NÃO PODEMOS ESCLARECER E ESTABELECER PARÂMETROS LÓGICOS E UNIVERSALMENTE ACEITOS QUE DEFINAM O MOMENTO EXATO DE TAL SURGIMENTO DO SER VIVO. CERTAMENTE PODEMOS AFIRMAR QUE O SER VIVO SE MANIFESTA COMO TAL QUANDO SEU CÉREBRO COMEÇA A FUNCIONAR, MESMO QUE RUDIMENTALMENTE, E SE TORNA CAPAZ DE ARMAZENAR INFORMAÇÕES E REAGIR A ELAS DE FORMA SIMILAR NAS SUAS REPETIÇÕES. OU SEJA, SE TORNA UM SER HUMANO QUANDO COMEÇA A SER CAPAZ DE APRENDER.
ESTABELECIDO ESTE PONTO PODEMOS ENTÃO PASSAR PARA UM SEGUNDO PONTO: QUAL É A IDENTIDADE DE UM SER VIVO? QUAL É A CARACTERÍSTICA QUE TORNA UM SER VIVO ESPECÍFICO EM RELAÇÃO AOS DEMAIS DE SUA ESPÉCIE?
TENHO UMA PERNA, TENHO OLHOS, TENHO ÓRGÃOS CARDIOVASCULARES, ÓRGÃOS QUE FORMAM OS SISTEMAS RESPIRATÓRIO E DIGESTIVOS, TENHO UMA MEMÓRIA, TENHO OS SENTIDOS QUE ME PERMITEM INTERAGIR E ME FAZER NOTADO NO MUNDO. TENHO TUDO ISTO, MAS NÃO SOU NADA DO QUE TENHO? POSSO PERDER UMA PERNA, POSSO PERDER A MEMÓRIA, POSSO PERDER BRAÇOS, PERNAS E ÓRGÃOS NÃO VITAIS QUE CONTINUO SENDO EU MESMO. POSSO PERDER UM OU OUTRO SENTIDO, MESMO SE PERDER TODOS ELES MAS AINDA TIVER MEMÓRIA PARA RECORDAR O QUE ELES PERCEBERAM ATÉ ENTÃO CONTINUAREI EXISTINDO, CONTINUAREI SENDO EU.SE PECO QUALQUER ÓRGÃO VITAL MORRO, A MORTE LEVA AO FIM DE TODO O ORGANISMO COPORAL E MENTA, SEM CORPO NÃO HÁ MENTE, SEM MENTE QUE MANIPULE OS DADOS RECEBIDOS DE FORA E ARMAZENADOS NA MEMÓRIA NÃO EXISTE EU.
POXA, O QUE SOU EU ENTÃO? NÃO SOU NADA EM ESPECÍFICO DO QUE TENHO, NÃO SOU A VIDA DO CORPO PORQUE ELE PODERÁ VIVER POR MEIO DE APARELHOS MESMO APÓS A MORTE CEREBRAL. CRIANÇAS NASCEM SEM CÉREBRO E SOBREVIVEM ALGUM TEMPO. ENTÃO TAMBÉM NÃO SOMOS O CÉREBRO. SOMO UMA CAPACIDADE, SOMOS UMA EMANÊNCIA DO CORPO, SOMOS O EXPOENTE DA INTERAÇÃO ENTRE O QUE PERCEBEMOS DO MUNDO EXTERIOR A NÓS MESMOS, COMPARAMOS COM O QUE EXISTE NO NOSSO MUNDO INTERIOR GRAVADO NA MEMÓRIA CEREBRAL E, APÓS ESSA COMPARAÇÃO, FAZEMOS UMA ESCOLHA, DEFINIMOS O QUE VEMOS, ONDE ESTAMOS, SE O QUE SENTIMOS É BOM OU NÃO ETC.
SOMOS NADA MAIS NADA MENOS DO QUE UM PROGRAMA QUE MANIPULA INFORMAÇÕES CONTINUAMENTE E APRESENTA A CADA INTERVALO DE TEMPO INFINITESIMAL UM NOVO QUADRO ONDE ATUAMOS E NOS POSICIONAMOS NO MUNDO. SOMOS UMA MANIFESTAÇÃO RESULTANTE DA COMBINAÇÃO COMPARATIVA DAS INFORMAÇÕES EXTERNAS COM OS REGISTROS ARMAZENADOS NA MEMÓRIA.
SE SOMOS AS MANIFESTAÇÕES, OS RESULTADOS DAS COMPARAÇÕES ENTRE INFORMAÇÕES RECEBIDAS DO MUNDO EXTERIOR E INFORMAÇÕES ARMAZENADAS NO MUNDO INTERIOR PODERÍAMOS DEDUZIR QUE SEM UMA DELAS NÃO MAIS EXISTIREMOS, ENTRETANTO TEMOS A CAPACIDADE DE MANIPULAR AS INFORMAÇÕES DA PRÓPRIA MEMÓRIA, POSSO MANIPULAR DADOS DISTINTOS ARMAZENADOS NA MEMÓRIA E EXTRAPOLÁLOS, CRIAR NOVAS INFORMAÇÕES A PARTIR DO QUE JÁ ESTÁ ARMAZENADO. ESTA É UMA CONCLUSÃO QUE PODE LEVAR A QUESTIONAMENTOS SOBRE A MORTE CEREBRAL. ESTA É DEFINIDA QUANDO O CÉREBRO DEIXA DE RESPONDER A ESTÍMULOS EXTERNOS E ESSA PARALISAÇÃO PODE SER NOTADA POR MEIO DE APARELHOS. ENTRETANTO, SERÁ QUE AS INFORMAÇÕES ENTRE DADOS INTERNOS DA MEMÓRIA TAMBÉM APARECEM NA IMAGENS FORNECIDAS PELOS INSTRUMENTOS? PARA QUANDO SONHAMOS EXISTEM APARELHOS REGISTRAM NOSSA ATIVIDADE CEREBRAL, MAS SERÁ QUE O SONHO ENVOLVE APENAS DADOS INTERNOS? SERÁ QUE DADOS EXTERNOS FORNECIDOS PELO PRÓPRIO CORPO NÃO CONTRIBUEM PARA A CONCRETIZAÇÃO DO ATO DE SONHAR? DEIXAR DE SENTIR, DEIXAR DE RECEBER INFORMAÇÕES EXTERNAS LEVA A UMA SITUAÇÃO BASTANTE ESPECÍFICA PORQUE MESMO NOSSO CORPO, INTERNAMENTE, PODE EMITIR INFORMAÇÕES PARA A MEMÓRIA. ESTAS, PARA ELA, SERÃO EXTERNAS.
TERÍAMOS QUE SER APENAS MENTE PARA AFIRMAR QUE NÃO RECEBEMOS QUAISQUER ESTÍMULOS EXTERNOS. MESMO FUNCIONANDO APENAS POR MEIO DE APARELHOS ESTE FUNCIONAMENTO GERA ESTÍMULOS EXTERNOS PARA O CÉREBRO E A MEMÓRIA. PODE ACONTECER DE O CÉREBRO NÃO MAIS REAGIR A ESTÍMULOS EXTERNOS, MESMOS OS PROVOCADOS PELOS INSTRUMENTOS E NEM POR ISTO PODERÍAMOS AFIRMAR CATEGORICAMENTE QUE O SUJEITO DEIXOU DE EXISTIR. NÃO CONHECEMOS QUANDO SE DÁ O CESSAR DA MANIPULAÇÃO INTERNA NA MENTE.
DAÍ TANTOS QUESTIONAMENTOS E DÚVIDAS E CRENÇAS SOBRE A VIDA, SOIBRE É QUE É ESTAR VIVO. MESMO SEM MEMÓRIA PODE-SE VIVER O PRESENTE QUE SE TORNARÁ INÉDITO, NOVO A CADA INTERVALO DE TEMPO. SERIA DIFÍCIL VIVER EM SOCIEDADE E MESMO SOBREVIVER DESTA MANEIRA, DA MESMA FORMA VIVER SEM AS CONTÍNUAS INFORMAÇÕES EXTERNAS VIVER SERIA MUITO DIFÍCIL. PODERIA SE TORNAR MONÓTONO, TRISTE, DESEPERANÇOSO. TALVEZ POR ISTO SE ACEITA TÃO FACILMENTE QUE QUANDO O CÉREBRO DEIXA DE REAGIR DE FORMA PERCEPTÍVEL NOS INSTRUMENTOS MÉDICOS O SUJEITO DEIXOU DE VIVER E BASTA DESLIGAR OS APARELHOS PARA O CORPO SE CORROMPER DEFINITIVAMENTE.
A MEMÓRIA INTERNA É NECESSÁRIA E NOSSA CAPACIDADE DE PENSAR, ESSA CAPACIDADE QUE NOS PERMITIU CHAMAR A NÓS MESMOS DE RACIONAIS SE DEVE A ELA. OS ANIMAIS SÃO CHAMADOS ANIMAIS PORQUE POSSUEM MEMÓRIAS PEQUENAS INCAPAZES DE ARMAZENAR INFORMAÇÕES NA QUANTIDADE SUFICIENTE QUE LHES PERMITAM COMPARAR, ANALISAR, DEDUZIR E ORIENTAR NAS ESCOLHAR QUE TODO SER VIVO FAZ. OS ANIMAIS FAZEM AS COISAS POR INSTINTO, NA VERDADE ESSE INSTINTO SE TRATA DE UMA MEMÓRIA INTERNA ENTRANHADA NOS ANIMAIS (E EM NÓS HUMANOS) E SEM ELA ELES PROVAVELMENTE NÃO SOBREVIVERIAM.
QUANTO MENOR A MEMÓRIA MENOR A CONSCIÊNCIA DE SI, MENOR A CONSCIÊNCIA PARA SI. É GARAÇAS À MEMÓRIA QUE O HOMEM SE IMPÔS NA HIERARQUIA ANIMAL, ELA É A SUA MAIOR ARMA PORQUE GUARDA O CONHECIMENTO CONSTRUÍDO DURANTE MILHARES DE ANOS, SE TIVESSEMOS NÓS MESMOS DE INVENTAR O TLEFONE, A ENERGIA, O GÁS ENCANADO, REMÉDIOS, MOTORES, TECIDOS ETC. E NÃO RETIVÉSSEMOS ESSA TECNOLOGIA, SE NÃO A GUARDÁSSEMOS NAS ORGANIZAÇÕES E SITEMAS DE CONVIVÊNCIAS SOCIAIS QUE FOMOS POUCO A POUCO CONSTRUINDO É QUASE CERTO QUE AINDA ESTARÍAMOS NA IDADE DA PEDRA E TALVEZ EXTINTOS.
MEMÓRIA: SOMOS SUJEITOS CONSCIENTES DE SI E DO OUTRO PORQUE TEMOS MEMÓRIA. MAS NÃO A SOMOS. O QUE VIMOS A SER?
SOMOS A CAPACIDADE DE MANIPULAR SISTEMATICAMENTE AS INFORMAÇÕES QUE SE NOS CHEGAM E ESTA MANIPULAÇÃO VISA A ORGANIZÁ-LAS, A ADAPTÁ-LAS, A RELACIONÁ-LAS PARA QUE SE CHEGUE A UMA SITUAÇÃO HARMONIOSA, SEM SOBRESSALTOS, SEM DECEPÇÕES, SEM FRUSTRAÇÕES, QUE OBJETIVE MAIS PAS, ALEGRIA E PRAZER PARA SI MESMO E PARA O OUTRO.
SOMOS, COMO SE DIZIA NO FILME MATRIX, UM VIRUS. A VIDA É O VIRUS QUE MANIPULA INFORMAÇÕES SEGUNDO UM FIM ESPECÍFICO, CADA ESPÉCIE POSSUI O SEU FIM ESPECÍFICO. O HOMEMBUSCA A FELICIDADE INSTINTIVAMENTE E MANIPULA AS INFORMAÇÕES RECEBIDAS NO SENTIDO DE CONSTRUIR UMA SITUAÇÃO PRAZEROSA PARA O SEU CORPO E PARA SI, PARA O SEU EU. O EU NÃO TEM CIÊNCIA DE SI, ELE EXISTE COMO UM PRODUTO, COMO O RESULTADO DAS MANIPULAÇÕES DOS DADOS COM O OBJETIVO DE PRODUZIR MAIS INFORMAÇÕES QUE ACALMEM E PROVOQUEM SENSAÇÕES PRAZEROSAS PARA O CORPO.
O EU VIVE E SENTE NÃO POR SI MESMO, MAS PELO CORPO. SÃO AS SENSAÇÕES DO SEU CORPO QUE LHE DÃO A SENSAÇÃO DE ESTAR FELIZ, DE ESTAR ALEGRE, EUFÓRICO ETC. MESMO QUANDO ESTAS SENSAÇÕES SE TORNAM APENAS LEMBRANÇAS.
SOU E NÃO SOU. SOU PORQUE SOU, MAS EM MIM MESMO NADA SOU. SOU UM RESULTADO ABSTRATO DAQUILO QUE REALMENTE EXISTE COMO MATÉRIA. SOU UMA MANIFESTAÇÃO DA MATÉRIA. O QUE ME DIFERE DO NADA É QUE SOU O QUE SOU E ESTE EU QUE SOU RESULTA DE UMA LEI NATURAL QUE REGE O MEU CORPO QUE DETERMINA: SE AUTOREALIMENTE, SOBREVIVA, VIVA, SEJA FELIZ SEMPRE.
ESTE RACIOCÍNIO LEVA A SEGUINTE POSIÇÃO: SE EXISTO COMO MANIFESTAÇÃO DO CORPO VIVO É EVIDENTE DE QUE DEIXAREI DE EXISTIR QUANDO DA CORRUPÇÃO DESTE MESMO CORPO. LOGO NÃO SE PODE, RACIONALMENTE ANALISANDO, ESPERAR QUE ESTE SER QUE SOU POSSA SOBREVIVER APÓS A MORTE FÍSICA DO CORPO. MUITOS USAM ESTE MESMO RACIOCÍNIO PARA MOSTRAR JUSTAMENTE QUE SOMOS ESPÍRITO E QUE COMO NÃO SOMOS FEITOS DE MATÉRIA PODEMOS MUITO BEM SOBREVIVER FORA DO CORPO. A QUESTÃO É: QUE INFORMAÇÕES EU IRIA MANIPULAR? QUAL CORPO EU IRIA HABITAR? SEM CORPO, SEM INFORMAÇÕES, SEM INFORMAÇÕES EU NÃO ATUO, SE NÃO ATUO NÃO EXISTO, ALÉM DO QUE NÃO TENHO MEMÓRIA PARA NADA LEMBRAR E NEM RETENHO NADA QUE ME FAÇA CONTINUAR A SER O QUE ERA. SE NADA ERA A NÃO SER RESULTADO, SEM EQUAÇÕES NÃO HAVERÁ MAIS RESULTADOS, NÃO HAVERÁ MAIS EU.
A REALIDADE DO HOMEM
A REALIDADE DO HOMEM
Virgilio Pereira dos Reis – De 13 mai 2011-05-13 a 19-05-2011
Estamos no mundo. Vivemos. Sentimo-nos. Sentimos o outro. Somos. Estamos. E, por sabermos disto, nos autodenominamos animais racionais. Entretanto, que mundo é este em que vivemos? Ele é o fruto do nosso trabalho ou fruto da nossa imaginação? Ele é fruto dos nossos sonhos ou apenas é um mundo sem sentido. Ele é um mundo que criamos ou dele somos a criação?
Que somos criação deste mundo, excetuando os conceitos divinos que atribuem nossa origem a algo ou alguém superior, sobre-humano, não há grandes questionamentos. Viemos de algum recanto do espaço e por aqui nos adaptamos? Impossível não é, provável também não. Evoluímos a partir da combinação das energias que por aqui se concentraram? É possível. Somos uma cultura de outros seres vivos que nos colocaram por aqui para ver nossa adaptação, assim como fazemos com os animais, lhes injetando vírus e/ou bactérias e verificando nossa capacidade de resistência e capacidade de organizar o pensamento para descobrir como combatê-las? Pode ser que sim, pode ser que não. Especulações à parte visto que não podemos provar que sim nem que não são verdadeiras podemos nos restringir a dois pontos considerados os mais viáveis pela maioria: a evolução e a criação divina.
Se considerarmos a evolução como a hipótese mais provável resultará em que estamos neste mundo como seres decorrentes da geração deste planeta, fomos gerados pela terra, pelas águas, pelos ares. Por outro lado se formos considerar a criação divina resulta-nos crer que somos filhos de uma divindade que criou este mundo para a nossa acomodação durante umas curtas férias. Seja este mundo um lugar de penitência ou lugar de felicidade, seja a vida temporária ou eterna, aqui estamos neste planeta, vivendo dia a dia.
Esta consideração da existência da divindade pode levar a duas opções: somos criação da divindade ou somos seus criadores.
A única coisa que podemos afirmar genericamente, e mesmo assim desconsiderando que ainda existem restrições menores, é: “ESTAMOS AQUI E SABEMOS DISTO”.
Descartando tanto a teoria da evolução como a criação divina seja ela nossa ou dos deuses vamos nos ater a este ponto evidente: aqui estamos ou pelo menos acreditamos aqui estar. Mesmo que uma divindade tenha feito este planeta especificamente para nós ela por aqui não ficou trabalhando para mudar o mundo de acordo com as nossas necessidades, pelo contrário, o homem lutou e luta contra as forças naturais continuamente. Temos que convir que se a divindade fez este mundo para nós como um prêmio deixou muitos problemas e vetores que nos destroem. Tsunamis, terremotos, vulcões, doenças mil, tudo isto descarta a idéia de que aqui seja um paraíso destinado ao homem. Se ele foi feito para nos punir, com certeza tem tido um ótimo desempenho. A mortalidade, a dor, a angústia e o desespero grassam no mundo dos vivos e o homem lamenta desde que teve consciência de si mesmo. De qualquer forma, se nascemos para sermos punidos, é natural que reajamos ante a essa condenação da qual não temos conhecimento e nem fomos individualmente julgados.
O mundo existe. Nós existimos e estamos no mundo. Fazendo parte do mundo somos seus frutos ao mesmo tempo em que o procuramos tornar menos agressivo.
A relação mundo versus homem é interessante. O mundo segue seu curso tranquilamente, ele nos subjuga e nos leva a fazer o que podemos e pensamos querer fazer. Estamos nele e por ele somos formados. Por sua vez o homem já não tem essa segurança: ele não consegue perceber claramente o mundo em que vive. Sem clareza, sem definição, o mundo percebido pelo homem, na maioria das vezes é o resultado de uma divagação, de um sonho, de um desejo, de uma resignação, de uma revolta contra tudo o que lhe parece injusto. O mundo do homem é o resultado da formulação feita sob a influência da indignação e da impotência humana perante o desconhecido.
Vamos começar pelo mundo que nos cerca sem considerar os outros seres humanos. Temos a terra, o céu, as estrelas, as águas, a vegetação em geral, os demais animais, o relevo, os acidentes geográficos, o que se pode ou não comer ou beber. Estamos cercados do que é natural e também somos naturais. Percebemos pelos sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato, e, talvez, algum sentido eletromagnético que permita interagir com os campos eletromagnéticos de outrem ou da natureza em geral. Os sentidos são específicos, cada um com sua especialidade restringida a uma área bem definida e cada sentido humano depende do funcionamento biológico e mental de nosso organismo corporal, ou seja, cada um percebe da maneira que seu organismo permite e são as semelhanças resultantes da percepção nos diversos indivíduos que permitem que nos comuniquemos de maneira mais eficiente. A sociedade humana é fruto do que nos une embora haja muita coisa a nos separar.
Estamos no mundo e cada um o percebe ao seu modo. Separamos-nos do mundo quando nos cortam o cordão umbilical e, nesta condição, não estamos mais intrinsecamente imbricados no próprio mundo, embora ainda nele, estamos agora apartados dele e nossa relação vital de extrair coisas dele e devolver a ele os dejetos que não aproveitamos se inicia.
Iniciando pelo firmamento, pelo espaço pontilhado de astros luminosos ou não, cheio de energias perceptíveis ou ainda não por nós, nos sentimos pequeninos, um grão de areia, um ponto no espaço infinito. O que vemos no espaço sideral não é o que existe..., triste constatação. Milhares de anos luz são necessários para que a luz de uma estrela bem próxima chegue até nós, percebemos essa luz..., mas talvez a estrela que a enviou sequer exista mais. A luz do sol leva oito segundos para nos atingir logo tudo o que vemos, podemos colocar na linha do tempo considerando um retardo inicial de oito segundos considerando o sol como parâmetro.
Neste prosseguimento, tudo o que percebemos pela visão sofre um retardo decorrente da sua distância em relação a nossos olhos e em relação ao tempo em que nosso cérebro leva para decodificar e identificar o que foi percebido. Em suma, a realidade em que vivemos não existe... ela existiu, mas não existe no momento em que a percebemos, a mutabilidade lenta da realidade que nos cerca é que permite vivermos em um mundo do presente utilizando apenas as informações do passado..., isto poderá vir a ser muito perigoso.
Quem nos garante que algum meteoro gigantesco não esteja em rota de colisão com a Terra? Quem pode afirmar que alguma explosão de alguma estrela ou mesmo choques entre elas não produza uma radiação que possa vir a pulverizar nosso planeta? Quem poderá afirmar que o sol jamais emitirá radiações que sejam capazes de eliminar toda a vida por aqui?
Vivemos o presente nos valendo de informações do passado e mesmo assim nos arriscamos a projetar nossa realidade futura. Hipotecamos verdades e elas vão sendo consideradas válidas..., até que se prove o contrário... Nosso presente é difuso, incerto, porque é criado baseado em suposições, em desejos e ideias, em percepções do passado; nosso futuro é incerto porque nossa realidade presente é difusa, incerta, é passada. Hoje aqui estamos, amanhã poderemos não mais existir.
Alguns vivem bem, outros mal, outros muito mal, muitos sofrem dores atrozes, muitos gritam de dor, muitos fazem o bem ao próximo e sofrem, muitos fazem o mal ao próximo e gozam uma vida prazerosa. Os prêmios na vida não são exclusividade dos ditos bons, os bons sofrem, os maus se divertem e são saudáveis, os bons choram, os maus riem... quanta injustiça, não?
Quando se coloca os demais seres humanos numa relação de humanidade uma pequena diferença deve ser considerada: na natureza vigora a lei do mais forte, o homem é um ser natural, um animal fruto da natureza mesmo tendo sido desligado por meio do cordão umbilical (os mamíferos todos também o são). Ele não consegue escapar a essa lei. O mais forte dita as leis a seu favor, o mais forte subjuga o mais fraco. Esta é uma realidade clara, mas que por fazer parecer muito mais animalescos do que como nós mesmos nos procuramos disfarçá-la com algo que denominamos “justiça”. Criamos leis (mutáveis de acordo com a vontade do mais forte).
Assim temos uma dita democracia que eufeminiza o caráter selvagem do homem, predador, subjugador, prepotente. Parecemos ser civilizados, nossa legislação faz isto parecer verdadeiro. A imagem da mídia, a imagem pública, a imagem superficial de uma sociedade nos coloca em um patamar de civilidade quase divino. Mas nos bastidores desta mesma sociedade somos piores que qualquer outro ser vivo: somos cruéis, injustos, interesseiros, orgulhosos, gananciosos e invejosos, mas a imagem que queremos passar e passamos é a de que somos honestos, bons, amigos, cidadãos conscientes de nosso papel na sociedade que visa o bem estar comum.
Por causa desta suposta injustiça (lembrando que a justiça é uma invenção dos mais fracos) temos uma reação humana natural: para os que acreditam que um deus não tenha nos criado para sermos eternos e a morte física seja realmente o fim de um indivíduo humano fica uma angústia, um desespero, uma indignação mais contundente contra todo tipo de injustiça. Isto se dá porque se nada mais há além da vida temporal que vivemos, um desespero para tentar fazer com que esta curta vida seja a melhor possível se manifesta. Também temos casos mil de pessoas que, incapazes de conseguir pelo trabalho e labor o luxo e o prazer que pode vir a ser desfrutado nesta vida, simplesmente tomam o que deseja, se marginalizam, protagonizam a violência social.
Para os que acreditam em um deus que fez este mundo e o próprio homem da forma mais perfeita não se pode admitir que ele tenha sido injusto ao propiciar vida dura para os bons e bonança para muitos maus, dores e sofrimento e saúde e lazer para muitos maus, assim a eternidade da alma (invenção humana assim como tudo o que com ele se relaciona) passou a ser considerada.
A eternidade funciona como um mecanismo de defesa do sujeito; o que importa uma vida de dor e sofrimento durante toda uma curta existência em comparação com uma eternidade de prazer e regozijo? Resta então a dúvida; o homem criou deus e a eternidade para poder suportar o medo da morte e a injustiça? Deus criou o homem e este criou o paraíso para justificar tanta dor e injustiça? O homem, não suportando tanta dor, medo, angústia e sofrimento criou um deus para lhe consolar e, posteriormente, não aceitando um deus injusto criou a idéia de paraíso para evitar o destronamento do deus justo e perfeito que idealizou?
Comparando as duas situações, a dos que crêem em um deus e a dos que não, a ação positiva dos descrentes, historicamente tem levado a convivência social a reduzir as desigualdades. Os crentes deveriam induzir mais tranqüilidade, paz neste mundo... mas é isto o que acontece? Os descrentes querem mudanças já... os crentes não tem pressa... as mudanças levam a outras realidades, não se podendo afirmar melhores ou piores, apenas são outras realidades.
Imaginamos o espaço, deus, paraíso, fraternidade, lutas sangrentas, sociedades industriais, uma natureza personificada que luta e se vinga... imaginamos e vivemos de acordo com o que estabelecemos como verdades e essas verdades nada mais são aquilo que imaginamos que sejam.
Vivemos socialmente em uma realidade que idealizamos e trabalhamos para que ela se torne verdadeira, mas individualmente vivemos baseados nas informações que os sentidos turvos e confusos nos apresentam. Chegamos a um ponto chocante: “DETESTAMOS A REALIDADE”, queremos fugir dela, queremos que ela seja irreal, que seja uma realidade onde cada um possa alterá-la ao seu bel prazer. Cada sujeito possui seu conjunto de sentidos único, logo a realidade que cada um vive é única, daí que os sonhos de cada um também são únicos, decorre disto a grande dificuldade da existência da paz concreta na sociedade humana. Retire-se a repressão e a coerção dos meios de segurança que toda sociedade se desfaz, se autodestrói.
Os valores e as virtudes sociais são generalizadas, mas cada um as aceita mais ou menos de acordo com a sua interpretação da realidade. O que é evidente, lógico, natural, perfeitamente coerente e adequado para um pode ser algo torpe, sem sentido, desprezível, ilógico para outro. Daí tem-se que não pode haver uma sociedade ordeira sem a educação coercitiva que imponha leis, normas e regras que façam com que um sujeito, mesmo achando natural matar alguém, não o faça por receio de ser condenado e recluso. Por isto sem a coerção e a punição nenhuma sociedade sobrevive.
Vamos doravante divagar sobre este ódio à natureza, ódio à realidade mais próxima da verdadeira realidade. Essa ojeriza à natureza se manifesta em todo o tipo de arte, em todo o tipo de tradição, em toda doutrina religiosa, em toda cultura, em todo sonho, em toda imaginação. Fugir da realidade mais próxima da verdadeira é a droga que nos permite sobreviver em uma realidade insossa, insípida, insensível, instável, agressiva e sem beleza, mesmo que a beleza se manifeste em inúmeros fenômenos naturais (as belezas naturais, assim como tudo neste mundo, perdem seus encantos quando são apreciadas repetidamente).
Mesmo os mais belos fenômenos naturais são perigosos para o homem. Por que então não se deleitar em uma realidade que nos alegre, que nos dê prazer, que seja saudável, gostosa e onde nela se possa realizar todos os desejos? Mesmo não existindo uma realidade assim que possa ser compartilhada; cada um tem a sua realidade imaginada que tem mais valor e representatividade na sua mente e personalidade do que a realidade mais próxima da realidade verdadeira e, inclusive, é mais preponderante do que a realidade que a sociedade difunde como verdadeira.
O cinema é uma clara demonstração de que o que nos diverte e emociona não está na realidade, está na ficção. Mesmo os filmes baseados em fatos reais exageram nos pontos positivos que se deseja destacar e minorizam os pontos negativos que se deseja ocultar ou disfarçar. A música nos filmes existe na vida real? As cores, o tempo chuvoso ou geando, as coincidências mil, tudo isto é forjado para destacar a dinamicidade da história sem causar sonolência ao telescpectador. Já notaram como os caipiras norteamericanos do século XVIII e XIX falam corretamente o inglês? Perceberam como as belas mocinhas dos filmes da idade média, da antiguidade e mesmo até o século XVIII possuem dentições perfeitas, cabelos melhores do que as das modelos atuais?
Quanto belos e românticos beijos em filmes épicos... mas o beijo na boca somente teve início no século XIX (antes não se escovava os dentes, as bocas eram podres... o uso do leque era para esconder o mal hálito e os dentes pretos) . O feio é desvanecido e o belo desejado destacado, assim criamos nas artes em geral a realidade que encanta, agrada e diverte. O mocinho dos filmes sofre, estuda, treina como um desesperado para no final poder vencer o vilão seja ele qual for, mas veja que o vilão não treina, bebe, fuma, se diverte com as mulheres etc., mas no final é ele quem tem a oportunidade de eliminar o mocinho só não o fazendo para não frustrar os telespectadores.
Desenho animado é a arte que mais se destaca quanto à capacidade do homem criar a sua realidade. Gargalhadas em frente à TV, ri-se de tudo, de tudo o que não existe. No desenho é possível cair de um prédio de 30 andares e nada sofrer, é possível ser explodido por bombas e ficar em pedaçinhos e depois se reagrupar e continuar a correr atrás de algum outro personagem. Feitiços, sorte, imortalidade, poder pessoal, tudo isto cativa e diverte porque é num mundo assim que queríamos viver; sem morte, sem dor, onde o bem sempre vence o mal e além de tudo com muito prazer.
Dança. Este é outro ponto onde a imaginação se amplia. Quantos ritmos, quantas danças folclóricas. Alguns poucos se destacam em cada uma delas, poucos levam adiante uma cultura que nada mais tem a ver com a população que dizem representar.
O desafio que sujeita a morte a uma posição de vencida é o que estimula principalmente a juventude e aqueles que, tendo passado da idade insistem em viver uma vida de aventuras incompatível com seus cabelos brancos pintados de negro. Esportes radicais, esqui na neve, alpinismo, asa delta são exemplos. A sensação de vencer a morte estimula porque quanto mais próximo da morte mais se sente que está vivo. A recíproca também é provável: quanto mais vivos achamos que estamos mais próximos do estado de morto nos encontramos.
Literaturas de todos os gêneros divulgam realidades imaginadas. Os leitores se deliciam, se divertem vivendo na imaginação vidas em lugares inimagináveis, mas reais na imaginação tanto do escritor como do leitor.
O que nos permite dominar a nossa realidade imaginada é o que nos apetece. Carros, vídeos games, automotivos em geral, tudo o que pode ampliar nossa capacidade se nos apresenta como um atrativo que nos coloca mais presente na nossa realidade imaginada. Se eu dirijo um super carro ou lancha ou avião, se vôo de asa delta, se pulo de para quedas estou ampliando minha capacidade de me locomover, minha força, meu poder. Essa ampliação de capacidade nos aproxima da nossa realidade imaginada e isto nos dá prazer. O perigo é quando essa realidade imaginada se sobrepõe à realidade mais próxima da verdadeira e com isto temos a ocorrência de inúmeros acidentes devido ao excesso de velocidade, ao desrespeito às leis de trânsito etc.
No vídeo game somos heróis, podemos morrer inúmeras vezes e recomeçar até vencer. Somo poderosos, podemos fazer o que queremos, podemos escravizar, salvar, matar, morrer e ressuscitar o quanto quisermos. Somos alienados na nossa realidade imaginada enquanto nos envolvemos no jogo de modo geral.
Para complicar um pouco mais a situação ainda temos outra realidade: “aquela que queremos que os outros pensem que possuímos”. Nos carros se sente poderoso, forte, invencível, mostra uma posição que muitas vezes não possui. Quantos possuem carros de luxo, mas passam dificuldades financeiras até mesmo para custear uma boa alimentação. Da mesma forma a residência passa a imagem de uma realidade bem ou mal sucedida, financeiramente falando. Quantos se vestem com roupas de grife, mas passam dias sem uma boa refeição. Quantos ostentam jóias falsas na ilusão de que pensem ser verdadeiras e caras. Quantos ostentam anéis de formatura, se intitulam doutores sem ao mesmo terem concluído o ensino médio. Quantos freqüentam lugares da moda simplesmente para chegar perto de pessoas bem sucedidas, famosas e depois sair dizendo e se gabando para os amigos da sua realidade do dia a dia que se encontrara com seu amigo, o artista tal.
As realidades que imaginamos e acreditamos serem verdadeiras são as correntes que nos formam, que estabelecem os valores em que nos posicionamos culturalmente, que nos fornecem regras e costumes que nos levam ao desespero, à morte, e até mesmo a uma consolação.
Imaginamos um deus e ele dá as regras que daríamos caso fôssemos ele, imaginamos um paraíso que nem temos idéia de como seria e uma vida eterna e isto consola muitos que se sentem injustiçados nesta vida temporária aqui neste planeta. Imaginamos como gostaríamos de ser louvados e estabelecemos este pensamento para louvar ao deus que imaginamos. A imaginação se torna real quando determina a conduta do sonhador, quando estabelece com ele um vínculo que não permite mais desonhar.
Somos nosso deus e nosso demônio, somos os criadores que imaginamos e tornamos reais, pelo menos para nós mesmos, mundos e realidades que não existem senão na nossa crença desmedida; nos tornamos escravos de nossa própria realeza, de nossa capacidade de imaginar, de criar. Ao contrário do que acontece na realidade mais próxima do real onde construir é trabalhoso, caro e difícil e destruir é coisa de segundos, na realidade imaginada, construir é coisa de segundos, mas para destruir pode se levar milênios.
Quantas crenças errôneas foram consideradas como verdadeiras por milhares de anos... a terra é plana... a terra é o centro do universo... somos filhos de deus... somos eternos mesmo sem saber o que isto realmente significa em termos práticos... somos predestinados... existimos com um propósito que desconhecemos, mas que existe e é extremamente importante, nem que seja para outrem... tudo isto são coisas reais na imaginação que pouco a pouco vão se auto destruindo à medida em que o homem pára, conhece novas realidades imaginadas, usa um pouco mais a razão ao invés da imaginação, se firma mais na restrita realidade imaginada pela ciência que pouco a pouco vai corrigindo falhas e imaginações incoerentes e infundadas nas quais hoje ainda acredita.
Enfim pode-se dizer que o homem tem futuro porque, paulatinamente a tendência é que essas realidades imaginadas vão se fundindo, se mesclando, e, pouco a pouco vão se tornando uma. Somente a ciência poderá conduzir essa unificação de forma menos errônea, esperemos que ao fim de tantas inter-relações entre as realidades imaginadas se chegue a uma mais favorável para todos os homens sem que com isto se perca a identidade, a individualidade de cada um. Lógico seria que assim fosse, mas não podemos esperar uma realidade única porque simplesmente somos diferentes, ninguém é igual a nada e nem a ninguém e a realidade individual sempre se sobrepõe à realidade imaginada coletiva. Por mais que se sufoque o mundo imaginado e sentido pelo sujeito, a imaginação coletiva não será capaz de extirpar os grandes mundos de cada um.
O mundo se faz fazendo... o caminho se faz caminhando... são ditados que confirmam essa desesperança de um paraíso onde todos vivam bem coletiva e individualmente. Ao fim do caminho de cada um temos um fim. Um ótimo filme é caracterizado assim durante o momento em que é assistido, depois da sessão ele nada mais é do que um ótimo filme..., mas nunca mais será tão bom quando como foi durante a primeira vez em que foi visto... passou! Por isto dá tristeza quando se termina de ler um bom livro..., que pena que acabou
Se se acredita que este fim aconteça quando se dá a morte do corpo biológico assim será, se se acredita que será quando acontecer um julgamento por deus onde se será destruído ou recompensado ou punido eternamente, assim será para quem assim imagina. Porém a natureza não está nem um pouco preocupada com o que se imagina que ela seja, ela simplesmente é e tudo acontecerá como tem que acontecer, tenhamos nós imaginado corretamente ou não. Essa busca pela imaginação mais próxima da verdadeira realidade é o trabalho que os filósofos realizam, seja interrogando a ciência, seja interrogando as tantas realidades imaginadas por grupos culturais distintos. Portanto faça parte desse time: Interrogue!
Virgilio Pereira dos Reis – De 13 mai 2011-05-13 a 19-05-2011
Estamos no mundo. Vivemos. Sentimo-nos. Sentimos o outro. Somos. Estamos. E, por sabermos disto, nos autodenominamos animais racionais. Entretanto, que mundo é este em que vivemos? Ele é o fruto do nosso trabalho ou fruto da nossa imaginação? Ele é fruto dos nossos sonhos ou apenas é um mundo sem sentido. Ele é um mundo que criamos ou dele somos a criação?
Que somos criação deste mundo, excetuando os conceitos divinos que atribuem nossa origem a algo ou alguém superior, sobre-humano, não há grandes questionamentos. Viemos de algum recanto do espaço e por aqui nos adaptamos? Impossível não é, provável também não. Evoluímos a partir da combinação das energias que por aqui se concentraram? É possível. Somos uma cultura de outros seres vivos que nos colocaram por aqui para ver nossa adaptação, assim como fazemos com os animais, lhes injetando vírus e/ou bactérias e verificando nossa capacidade de resistência e capacidade de organizar o pensamento para descobrir como combatê-las? Pode ser que sim, pode ser que não. Especulações à parte visto que não podemos provar que sim nem que não são verdadeiras podemos nos restringir a dois pontos considerados os mais viáveis pela maioria: a evolução e a criação divina.
Se considerarmos a evolução como a hipótese mais provável resultará em que estamos neste mundo como seres decorrentes da geração deste planeta, fomos gerados pela terra, pelas águas, pelos ares. Por outro lado se formos considerar a criação divina resulta-nos crer que somos filhos de uma divindade que criou este mundo para a nossa acomodação durante umas curtas férias. Seja este mundo um lugar de penitência ou lugar de felicidade, seja a vida temporária ou eterna, aqui estamos neste planeta, vivendo dia a dia.
Esta consideração da existência da divindade pode levar a duas opções: somos criação da divindade ou somos seus criadores.
A única coisa que podemos afirmar genericamente, e mesmo assim desconsiderando que ainda existem restrições menores, é: “ESTAMOS AQUI E SABEMOS DISTO”.
Descartando tanto a teoria da evolução como a criação divina seja ela nossa ou dos deuses vamos nos ater a este ponto evidente: aqui estamos ou pelo menos acreditamos aqui estar. Mesmo que uma divindade tenha feito este planeta especificamente para nós ela por aqui não ficou trabalhando para mudar o mundo de acordo com as nossas necessidades, pelo contrário, o homem lutou e luta contra as forças naturais continuamente. Temos que convir que se a divindade fez este mundo para nós como um prêmio deixou muitos problemas e vetores que nos destroem. Tsunamis, terremotos, vulcões, doenças mil, tudo isto descarta a idéia de que aqui seja um paraíso destinado ao homem. Se ele foi feito para nos punir, com certeza tem tido um ótimo desempenho. A mortalidade, a dor, a angústia e o desespero grassam no mundo dos vivos e o homem lamenta desde que teve consciência de si mesmo. De qualquer forma, se nascemos para sermos punidos, é natural que reajamos ante a essa condenação da qual não temos conhecimento e nem fomos individualmente julgados.
O mundo existe. Nós existimos e estamos no mundo. Fazendo parte do mundo somos seus frutos ao mesmo tempo em que o procuramos tornar menos agressivo.
A relação mundo versus homem é interessante. O mundo segue seu curso tranquilamente, ele nos subjuga e nos leva a fazer o que podemos e pensamos querer fazer. Estamos nele e por ele somos formados. Por sua vez o homem já não tem essa segurança: ele não consegue perceber claramente o mundo em que vive. Sem clareza, sem definição, o mundo percebido pelo homem, na maioria das vezes é o resultado de uma divagação, de um sonho, de um desejo, de uma resignação, de uma revolta contra tudo o que lhe parece injusto. O mundo do homem é o resultado da formulação feita sob a influência da indignação e da impotência humana perante o desconhecido.
Vamos começar pelo mundo que nos cerca sem considerar os outros seres humanos. Temos a terra, o céu, as estrelas, as águas, a vegetação em geral, os demais animais, o relevo, os acidentes geográficos, o que se pode ou não comer ou beber. Estamos cercados do que é natural e também somos naturais. Percebemos pelos sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato, e, talvez, algum sentido eletromagnético que permita interagir com os campos eletromagnéticos de outrem ou da natureza em geral. Os sentidos são específicos, cada um com sua especialidade restringida a uma área bem definida e cada sentido humano depende do funcionamento biológico e mental de nosso organismo corporal, ou seja, cada um percebe da maneira que seu organismo permite e são as semelhanças resultantes da percepção nos diversos indivíduos que permitem que nos comuniquemos de maneira mais eficiente. A sociedade humana é fruto do que nos une embora haja muita coisa a nos separar.
Estamos no mundo e cada um o percebe ao seu modo. Separamos-nos do mundo quando nos cortam o cordão umbilical e, nesta condição, não estamos mais intrinsecamente imbricados no próprio mundo, embora ainda nele, estamos agora apartados dele e nossa relação vital de extrair coisas dele e devolver a ele os dejetos que não aproveitamos se inicia.
Iniciando pelo firmamento, pelo espaço pontilhado de astros luminosos ou não, cheio de energias perceptíveis ou ainda não por nós, nos sentimos pequeninos, um grão de areia, um ponto no espaço infinito. O que vemos no espaço sideral não é o que existe..., triste constatação. Milhares de anos luz são necessários para que a luz de uma estrela bem próxima chegue até nós, percebemos essa luz..., mas talvez a estrela que a enviou sequer exista mais. A luz do sol leva oito segundos para nos atingir logo tudo o que vemos, podemos colocar na linha do tempo considerando um retardo inicial de oito segundos considerando o sol como parâmetro.
Neste prosseguimento, tudo o que percebemos pela visão sofre um retardo decorrente da sua distância em relação a nossos olhos e em relação ao tempo em que nosso cérebro leva para decodificar e identificar o que foi percebido. Em suma, a realidade em que vivemos não existe... ela existiu, mas não existe no momento em que a percebemos, a mutabilidade lenta da realidade que nos cerca é que permite vivermos em um mundo do presente utilizando apenas as informações do passado..., isto poderá vir a ser muito perigoso.
Quem nos garante que algum meteoro gigantesco não esteja em rota de colisão com a Terra? Quem pode afirmar que alguma explosão de alguma estrela ou mesmo choques entre elas não produza uma radiação que possa vir a pulverizar nosso planeta? Quem poderá afirmar que o sol jamais emitirá radiações que sejam capazes de eliminar toda a vida por aqui?
Vivemos o presente nos valendo de informações do passado e mesmo assim nos arriscamos a projetar nossa realidade futura. Hipotecamos verdades e elas vão sendo consideradas válidas..., até que se prove o contrário... Nosso presente é difuso, incerto, porque é criado baseado em suposições, em desejos e ideias, em percepções do passado; nosso futuro é incerto porque nossa realidade presente é difusa, incerta, é passada. Hoje aqui estamos, amanhã poderemos não mais existir.
Alguns vivem bem, outros mal, outros muito mal, muitos sofrem dores atrozes, muitos gritam de dor, muitos fazem o bem ao próximo e sofrem, muitos fazem o mal ao próximo e gozam uma vida prazerosa. Os prêmios na vida não são exclusividade dos ditos bons, os bons sofrem, os maus se divertem e são saudáveis, os bons choram, os maus riem... quanta injustiça, não?
Quando se coloca os demais seres humanos numa relação de humanidade uma pequena diferença deve ser considerada: na natureza vigora a lei do mais forte, o homem é um ser natural, um animal fruto da natureza mesmo tendo sido desligado por meio do cordão umbilical (os mamíferos todos também o são). Ele não consegue escapar a essa lei. O mais forte dita as leis a seu favor, o mais forte subjuga o mais fraco. Esta é uma realidade clara, mas que por fazer parecer muito mais animalescos do que como nós mesmos nos procuramos disfarçá-la com algo que denominamos “justiça”. Criamos leis (mutáveis de acordo com a vontade do mais forte).
Assim temos uma dita democracia que eufeminiza o caráter selvagem do homem, predador, subjugador, prepotente. Parecemos ser civilizados, nossa legislação faz isto parecer verdadeiro. A imagem da mídia, a imagem pública, a imagem superficial de uma sociedade nos coloca em um patamar de civilidade quase divino. Mas nos bastidores desta mesma sociedade somos piores que qualquer outro ser vivo: somos cruéis, injustos, interesseiros, orgulhosos, gananciosos e invejosos, mas a imagem que queremos passar e passamos é a de que somos honestos, bons, amigos, cidadãos conscientes de nosso papel na sociedade que visa o bem estar comum.
Por causa desta suposta injustiça (lembrando que a justiça é uma invenção dos mais fracos) temos uma reação humana natural: para os que acreditam que um deus não tenha nos criado para sermos eternos e a morte física seja realmente o fim de um indivíduo humano fica uma angústia, um desespero, uma indignação mais contundente contra todo tipo de injustiça. Isto se dá porque se nada mais há além da vida temporal que vivemos, um desespero para tentar fazer com que esta curta vida seja a melhor possível se manifesta. Também temos casos mil de pessoas que, incapazes de conseguir pelo trabalho e labor o luxo e o prazer que pode vir a ser desfrutado nesta vida, simplesmente tomam o que deseja, se marginalizam, protagonizam a violência social.
Para os que acreditam em um deus que fez este mundo e o próprio homem da forma mais perfeita não se pode admitir que ele tenha sido injusto ao propiciar vida dura para os bons e bonança para muitos maus, dores e sofrimento e saúde e lazer para muitos maus, assim a eternidade da alma (invenção humana assim como tudo o que com ele se relaciona) passou a ser considerada.
A eternidade funciona como um mecanismo de defesa do sujeito; o que importa uma vida de dor e sofrimento durante toda uma curta existência em comparação com uma eternidade de prazer e regozijo? Resta então a dúvida; o homem criou deus e a eternidade para poder suportar o medo da morte e a injustiça? Deus criou o homem e este criou o paraíso para justificar tanta dor e injustiça? O homem, não suportando tanta dor, medo, angústia e sofrimento criou um deus para lhe consolar e, posteriormente, não aceitando um deus injusto criou a idéia de paraíso para evitar o destronamento do deus justo e perfeito que idealizou?
Comparando as duas situações, a dos que crêem em um deus e a dos que não, a ação positiva dos descrentes, historicamente tem levado a convivência social a reduzir as desigualdades. Os crentes deveriam induzir mais tranqüilidade, paz neste mundo... mas é isto o que acontece? Os descrentes querem mudanças já... os crentes não tem pressa... as mudanças levam a outras realidades, não se podendo afirmar melhores ou piores, apenas são outras realidades.
Imaginamos o espaço, deus, paraíso, fraternidade, lutas sangrentas, sociedades industriais, uma natureza personificada que luta e se vinga... imaginamos e vivemos de acordo com o que estabelecemos como verdades e essas verdades nada mais são aquilo que imaginamos que sejam.
Vivemos socialmente em uma realidade que idealizamos e trabalhamos para que ela se torne verdadeira, mas individualmente vivemos baseados nas informações que os sentidos turvos e confusos nos apresentam. Chegamos a um ponto chocante: “DETESTAMOS A REALIDADE”, queremos fugir dela, queremos que ela seja irreal, que seja uma realidade onde cada um possa alterá-la ao seu bel prazer. Cada sujeito possui seu conjunto de sentidos único, logo a realidade que cada um vive é única, daí que os sonhos de cada um também são únicos, decorre disto a grande dificuldade da existência da paz concreta na sociedade humana. Retire-se a repressão e a coerção dos meios de segurança que toda sociedade se desfaz, se autodestrói.
Os valores e as virtudes sociais são generalizadas, mas cada um as aceita mais ou menos de acordo com a sua interpretação da realidade. O que é evidente, lógico, natural, perfeitamente coerente e adequado para um pode ser algo torpe, sem sentido, desprezível, ilógico para outro. Daí tem-se que não pode haver uma sociedade ordeira sem a educação coercitiva que imponha leis, normas e regras que façam com que um sujeito, mesmo achando natural matar alguém, não o faça por receio de ser condenado e recluso. Por isto sem a coerção e a punição nenhuma sociedade sobrevive.
Vamos doravante divagar sobre este ódio à natureza, ódio à realidade mais próxima da verdadeira realidade. Essa ojeriza à natureza se manifesta em todo o tipo de arte, em todo o tipo de tradição, em toda doutrina religiosa, em toda cultura, em todo sonho, em toda imaginação. Fugir da realidade mais próxima da verdadeira é a droga que nos permite sobreviver em uma realidade insossa, insípida, insensível, instável, agressiva e sem beleza, mesmo que a beleza se manifeste em inúmeros fenômenos naturais (as belezas naturais, assim como tudo neste mundo, perdem seus encantos quando são apreciadas repetidamente).
Mesmo os mais belos fenômenos naturais são perigosos para o homem. Por que então não se deleitar em uma realidade que nos alegre, que nos dê prazer, que seja saudável, gostosa e onde nela se possa realizar todos os desejos? Mesmo não existindo uma realidade assim que possa ser compartilhada; cada um tem a sua realidade imaginada que tem mais valor e representatividade na sua mente e personalidade do que a realidade mais próxima da realidade verdadeira e, inclusive, é mais preponderante do que a realidade que a sociedade difunde como verdadeira.
O cinema é uma clara demonstração de que o que nos diverte e emociona não está na realidade, está na ficção. Mesmo os filmes baseados em fatos reais exageram nos pontos positivos que se deseja destacar e minorizam os pontos negativos que se deseja ocultar ou disfarçar. A música nos filmes existe na vida real? As cores, o tempo chuvoso ou geando, as coincidências mil, tudo isto é forjado para destacar a dinamicidade da história sem causar sonolência ao telescpectador. Já notaram como os caipiras norteamericanos do século XVIII e XIX falam corretamente o inglês? Perceberam como as belas mocinhas dos filmes da idade média, da antiguidade e mesmo até o século XVIII possuem dentições perfeitas, cabelos melhores do que as das modelos atuais?
Quanto belos e românticos beijos em filmes épicos... mas o beijo na boca somente teve início no século XIX (antes não se escovava os dentes, as bocas eram podres... o uso do leque era para esconder o mal hálito e os dentes pretos) . O feio é desvanecido e o belo desejado destacado, assim criamos nas artes em geral a realidade que encanta, agrada e diverte. O mocinho dos filmes sofre, estuda, treina como um desesperado para no final poder vencer o vilão seja ele qual for, mas veja que o vilão não treina, bebe, fuma, se diverte com as mulheres etc., mas no final é ele quem tem a oportunidade de eliminar o mocinho só não o fazendo para não frustrar os telespectadores.
Desenho animado é a arte que mais se destaca quanto à capacidade do homem criar a sua realidade. Gargalhadas em frente à TV, ri-se de tudo, de tudo o que não existe. No desenho é possível cair de um prédio de 30 andares e nada sofrer, é possível ser explodido por bombas e ficar em pedaçinhos e depois se reagrupar e continuar a correr atrás de algum outro personagem. Feitiços, sorte, imortalidade, poder pessoal, tudo isto cativa e diverte porque é num mundo assim que queríamos viver; sem morte, sem dor, onde o bem sempre vence o mal e além de tudo com muito prazer.
Dança. Este é outro ponto onde a imaginação se amplia. Quantos ritmos, quantas danças folclóricas. Alguns poucos se destacam em cada uma delas, poucos levam adiante uma cultura que nada mais tem a ver com a população que dizem representar.
O desafio que sujeita a morte a uma posição de vencida é o que estimula principalmente a juventude e aqueles que, tendo passado da idade insistem em viver uma vida de aventuras incompatível com seus cabelos brancos pintados de negro. Esportes radicais, esqui na neve, alpinismo, asa delta são exemplos. A sensação de vencer a morte estimula porque quanto mais próximo da morte mais se sente que está vivo. A recíproca também é provável: quanto mais vivos achamos que estamos mais próximos do estado de morto nos encontramos.
Literaturas de todos os gêneros divulgam realidades imaginadas. Os leitores se deliciam, se divertem vivendo na imaginação vidas em lugares inimagináveis, mas reais na imaginação tanto do escritor como do leitor.
O que nos permite dominar a nossa realidade imaginada é o que nos apetece. Carros, vídeos games, automotivos em geral, tudo o que pode ampliar nossa capacidade se nos apresenta como um atrativo que nos coloca mais presente na nossa realidade imaginada. Se eu dirijo um super carro ou lancha ou avião, se vôo de asa delta, se pulo de para quedas estou ampliando minha capacidade de me locomover, minha força, meu poder. Essa ampliação de capacidade nos aproxima da nossa realidade imaginada e isto nos dá prazer. O perigo é quando essa realidade imaginada se sobrepõe à realidade mais próxima da verdadeira e com isto temos a ocorrência de inúmeros acidentes devido ao excesso de velocidade, ao desrespeito às leis de trânsito etc.
No vídeo game somos heróis, podemos morrer inúmeras vezes e recomeçar até vencer. Somo poderosos, podemos fazer o que queremos, podemos escravizar, salvar, matar, morrer e ressuscitar o quanto quisermos. Somos alienados na nossa realidade imaginada enquanto nos envolvemos no jogo de modo geral.
Para complicar um pouco mais a situação ainda temos outra realidade: “aquela que queremos que os outros pensem que possuímos”. Nos carros se sente poderoso, forte, invencível, mostra uma posição que muitas vezes não possui. Quantos possuem carros de luxo, mas passam dificuldades financeiras até mesmo para custear uma boa alimentação. Da mesma forma a residência passa a imagem de uma realidade bem ou mal sucedida, financeiramente falando. Quantos se vestem com roupas de grife, mas passam dias sem uma boa refeição. Quantos ostentam jóias falsas na ilusão de que pensem ser verdadeiras e caras. Quantos ostentam anéis de formatura, se intitulam doutores sem ao mesmo terem concluído o ensino médio. Quantos freqüentam lugares da moda simplesmente para chegar perto de pessoas bem sucedidas, famosas e depois sair dizendo e se gabando para os amigos da sua realidade do dia a dia que se encontrara com seu amigo, o artista tal.
As realidades que imaginamos e acreditamos serem verdadeiras são as correntes que nos formam, que estabelecem os valores em que nos posicionamos culturalmente, que nos fornecem regras e costumes que nos levam ao desespero, à morte, e até mesmo a uma consolação.
Imaginamos um deus e ele dá as regras que daríamos caso fôssemos ele, imaginamos um paraíso que nem temos idéia de como seria e uma vida eterna e isto consola muitos que se sentem injustiçados nesta vida temporária aqui neste planeta. Imaginamos como gostaríamos de ser louvados e estabelecemos este pensamento para louvar ao deus que imaginamos. A imaginação se torna real quando determina a conduta do sonhador, quando estabelece com ele um vínculo que não permite mais desonhar.
Somos nosso deus e nosso demônio, somos os criadores que imaginamos e tornamos reais, pelo menos para nós mesmos, mundos e realidades que não existem senão na nossa crença desmedida; nos tornamos escravos de nossa própria realeza, de nossa capacidade de imaginar, de criar. Ao contrário do que acontece na realidade mais próxima do real onde construir é trabalhoso, caro e difícil e destruir é coisa de segundos, na realidade imaginada, construir é coisa de segundos, mas para destruir pode se levar milênios.
Quantas crenças errôneas foram consideradas como verdadeiras por milhares de anos... a terra é plana... a terra é o centro do universo... somos filhos de deus... somos eternos mesmo sem saber o que isto realmente significa em termos práticos... somos predestinados... existimos com um propósito que desconhecemos, mas que existe e é extremamente importante, nem que seja para outrem... tudo isto são coisas reais na imaginação que pouco a pouco vão se auto destruindo à medida em que o homem pára, conhece novas realidades imaginadas, usa um pouco mais a razão ao invés da imaginação, se firma mais na restrita realidade imaginada pela ciência que pouco a pouco vai corrigindo falhas e imaginações incoerentes e infundadas nas quais hoje ainda acredita.
Enfim pode-se dizer que o homem tem futuro porque, paulatinamente a tendência é que essas realidades imaginadas vão se fundindo, se mesclando, e, pouco a pouco vão se tornando uma. Somente a ciência poderá conduzir essa unificação de forma menos errônea, esperemos que ao fim de tantas inter-relações entre as realidades imaginadas se chegue a uma mais favorável para todos os homens sem que com isto se perca a identidade, a individualidade de cada um. Lógico seria que assim fosse, mas não podemos esperar uma realidade única porque simplesmente somos diferentes, ninguém é igual a nada e nem a ninguém e a realidade individual sempre se sobrepõe à realidade imaginada coletiva. Por mais que se sufoque o mundo imaginado e sentido pelo sujeito, a imaginação coletiva não será capaz de extirpar os grandes mundos de cada um.
O mundo se faz fazendo... o caminho se faz caminhando... são ditados que confirmam essa desesperança de um paraíso onde todos vivam bem coletiva e individualmente. Ao fim do caminho de cada um temos um fim. Um ótimo filme é caracterizado assim durante o momento em que é assistido, depois da sessão ele nada mais é do que um ótimo filme..., mas nunca mais será tão bom quando como foi durante a primeira vez em que foi visto... passou! Por isto dá tristeza quando se termina de ler um bom livro..., que pena que acabou
Se se acredita que este fim aconteça quando se dá a morte do corpo biológico assim será, se se acredita que será quando acontecer um julgamento por deus onde se será destruído ou recompensado ou punido eternamente, assim será para quem assim imagina. Porém a natureza não está nem um pouco preocupada com o que se imagina que ela seja, ela simplesmente é e tudo acontecerá como tem que acontecer, tenhamos nós imaginado corretamente ou não. Essa busca pela imaginação mais próxima da verdadeira realidade é o trabalho que os filósofos realizam, seja interrogando a ciência, seja interrogando as tantas realidades imaginadas por grupos culturais distintos. Portanto faça parte desse time: Interrogue!
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